domingo, 12 de julho de 2015

Irmãos - coisas

Muita coisa se fica a conhecer sobre 2 crianças quando vamos no carro e a mais velha (de quase 5 anos) vem a dormir ferrada, e a mais nova (um texugo de apenas 9 meses) palreia ininterruptamente, põe a chucha, tira a chucha, choraminga irritada, volta a sossegar, volta a palrar. E... basicamente não se cala.
Chegamos a casa com a cabeça em papas.
Aliás é assim que chego a casa todos os dias depois do nosso trajecto desde a creche lol

O post mal humorado

Pois é. Hoje passei a manhã num centro comercial à procura de biquinis. E trouxe algum no fim da manhã? não. O que trouxe eu? top, calções e camisola de desporto.
Raispartex! Cheguei a casa quase lavada em lágrimas. Não gostei particularmente de nenhum biquini que tenha visto (a maioria agora tem apenas uma faixa no peito sem alças, que não favorece mulher alguma na minha opinião, dado que deixa o peito muito descaído, a não ser que tenhamos 15 anos e essa questão nem se coloque) e caramba... entrar num gabinete de provas de qualquer loja é uma frustração para qualquer mulher. A não ser que seja uma boazona bronzeada com um corpo hiper bem tonificado e sem demasiadas imperfeições.

Para além de os biquinis já estarem mais que escolhidos, não ficava bem em quase nenhum, modelos ou a mostrarem demasiado ou a taparem demasiado (parecia a típica "mãezinha" nestes últimos). Os milhares de derrames nas pernas, agravados pela última gravidez, não melhoraram o meu estado de espírito... Consegui descobrir nova "arte" numa das pernas e fiquei passada. E depois aquela luz branca que se projetava sobre a minha barriga branca e flácida. Fiquei de rastos, essa é que é a verdade. Não sei se estou com TPM, mas fonix... só me apetecia chorar.

Mas quem são aquelas mães que quase declamam poesia quando dizem aos quatro ventos que abraçam todas as imperfeições que vieram com a gravidez. Ora... vão-se lixar. Conversa fiada!! Não acredito que não se sintam frustadas, que não tenham saudades do seu antigo corpo (isto se alguma vez estiveram satisfeitas com ele). Deixaria de ter filhos se soubesse o que faz ao nosso corpo? não. Mas isso faz-me sentir melhor com ele? lamento, mas também não. A nossa autoestima não tem nada a ver com a felicidade que os filhos nos trazem. Não deixo de ser mulher e ser vaidosa por causa disso...

Bem sei que o pouco tempo (ou nulo) para ir ao ginásio não ajuda, que por vezes nos descuidamos na alimentação, mas bolas... Odeio aqueles espelhos! Mas quem compra alguma peça de roupa interior ou de praia quando só vemos um corpo flácido e branco?Até a luz da minha casa é melhor. Sinto-me melhor lá do que numa loja cuja função era por-nos a todas bonitas nas suas roupas. Uma loja que deveria ter a melhor luz, etc, etc.

Mulheres que ainda não tiveram filhos: cuidem bem do vosso corpinho, apreciem-no mesmo que não seja perfeito, porque depois de terem filhos, de o tempo para vocês se reduzir, etc... (bom, a idade também não deve ajudar... maldita gravidade), vão sentir-se tristes e frustradas com o que vêm no espelho.

Sim, já andei/corri umas quantas vezes no paredão, mas claramente não serviu de nada a não ser melhorar dores lombares e activar um bocado a circulação. Amanhã começo novamente e mais a sério.

Hoje fiquei sem um sorriso na cara. E ainda não tenho um maldito biquini. Não que tenha alguma coisa contra os meus antigos biquinis, só que uns estão velhos e outros... NÃO ME SERVEM!!!!!
AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

(e não me venham com a história de que continuo proporcional e bem, bla bla bla... sim, podia ser bem pior obviamente, mas também podia ser melhor. Não me sinto eu, especialmente quando o M. passa por mim, põe a mão na minha barriga e diz "o que é isto?" ohhh pá...)

quarta-feira, 8 de julho de 2015

O melhor da minha tarde

Enquanto falávamos no aniversário no M., que está para breve, o T. começa a perguntar-lhe qual a prenda que gostava de ter. O Sr. M., vidrado na TV, a ver algo bem mais interessante do que a nossa conversa fútil, mal se digna a responder. Quando incitado novamente responde um sumido "não sei", do estilo "deixem-me lá ver isto que o resto não interessa".
Então o T. diz: "Bom se é assim, é porque já tens tudo, e sendo assim acho que vou mas é embrulhar-te uma pedra num papel bonito e já está!"
O M. acorda então para a vida e diz muito alto:"Ahhhh NUNCA se pode dizer qual é a prenda que se vai dar!!!!"

looooooooooooooooooooooooollllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll

terça-feira, 7 de julho de 2015

A vida é uma coisa curiosa

A vida é curiosa.

Para uns corre bem. Para outros nem por isso. É por fases. O curioso é que passe o que passar as vidas de todos continuam a andar, o mundo continua a girar.

Lá em casa temos estado todos de boa saúde. O T. andou aí uma semana com ar meio vampiresco (olhos raiados de sangue à conta de uma operação aos olhos) mas a coisa já está composta, o M. continua fresco e fofo, o P. está a ser benevolente e lá nos tem dado umas semanas sem qualquer doença (bater na madeira!!!). Está há 1 mês sem otites! iupiiii!! enquanto não voltam lá temos passeado e aproveitado o bom tempo.

Mas enquanto esta tem sido uma fase serena, por outro lado à minha volta tem sido só desgraças. Fico parva. A mãe de uma antiga amiga morreu (e custou-me estar há tantos anos sem a ver e de repente a razão do nosso reencontro era estarmos num velório...); a mulher de um colaborador meu morreu (o ar dele a falar do que tinha acontecido deixou-me no chão); um amigo descobriu que tem leucemia; um antigo colega meu e a mulher tiveram a notícia de que tinham de interromper a gravidez por más formações no feto; o pai da noiva de um casamento a que fui falece uma semana antes do dito. Opa...

Vou respirar fundo. Não vou deixar que estas coisas me afectem. Vou aproveitar a vida. Vou sorrir e amar os momentos em que entro na escola antiga do M., os seus antigos colegas me vêm e gritam: Olha a mãe do M.!!!! Olá! Olá!!
Vou gozar os momentos em que vou à nova escola do M. com o P. e somos rodeados por vários miúdos que querem dar festas no pequeno e saber o nome dele, e saber de quem sou mãe, e saber porque tenho um anel no dedo da mão esquerda, e mostrarem-me as feridas e arranhões.
Vou gozar os momentos em que conseguimos sair os quatro e sentarmo-nos a comer um gelado, os momentos em que os miúdos já se deitaram e estamos no relax.
Os amigos.
A família.

A vida é curiosa. E mais vale é aproveitá-la :)

quarta-feira, 17 de junho de 2015

9 meses!

"E cá estou. 9 meses. O mesmo tempo que estive na barriga da minha mamã.

Estou grande e visto a roupa do meu mano de quando este tinha 1 ano (a etiqueta diz 12 - 18 meses). Toda a gente me diz que sou a cara dele (e até tenho muitas "expressões" dele, segundo os papás, mas tenho os olhos maiores e verdes, e um formato de cara diferente. Sou muito expressivo: ou dou sorrisos do tamanho do mundo ou choro muito sentido porque os meus papás se afastam (ou se já estou aborrecido de brincar sozinho) ou falo ao desbarato. A minha mãe derrete-se quando fico muito aflito se não me pega logo ao colo mal ela chega à escola; o meu pai derrete-se quando chega a casa e fico muito aflito se não me tira logo do chão ou da cadeira; e eu basicamente derreto-me quando o meu irmão me dá atenção - ele é o meu maior ponto de interesse. Observo atentamente todas as macacadas que faz, e faz mesmo muitas. Agora já me dá mais atenção. Há uns 2 meses atrás ignorava-me um bocado. Acho que topou que eu era competição forte. Eu não me importava muito porque os papás eram suficientes, mas confesso que a vida me sorri mais quando ele me dá beijinhos ou vem para ao pé de mim brincar.

Adoro a minha avó B. Ela é muito querida comigo e cuida muitas vezes de mim. Ah e já dormi muito boas sonecas ao colo dela! Também gosto muito do resto da família, sou sempre o centro das atenções e mimam-me muito.
Entretanto já pararam de me chamar o russo (ou o ucraniano), graças a Deus! Tinha um certo ar de leste sim, mas já o perdi não sei como. Fiquei com cara de rapazinho giro. Perdi as bochechas à la Mario Soares que a minha mãe tanto gostava (fazia-a rir bastante) e agora estou um redondinho mais magrito.

Não tenho ainda dentes, mas sinto-os a saírem, e isso dá-me muita vontade de morder furiosamente tudo o que me passa pela boca, desde bonecos, a dedos, mãos (até de outros), joelhos (de outros), tudo, TUDO! Babo-me imenso, e tenho de andar sempre com uns babetes engraçados, que parecem um lenço de cowboy, ao pescoço - mas ao menos tenho estilo!

Não sou miúdo de dormir muito durante o dia... para quê? tanta coisa para ver e fazer. À noite sim durmo bastante (claro que às vezes descambo!), mas adoro começar cedo o dia. 6h da manhã parece-me quase sempre uma boa hora! E não descanso enquanto não tomo o meu biberão do pequeno almoço! Fico sempre muito aflito para mo darem. E à noite, se não me dão o jantar à hora certa passo-me dos carretos literalmente. Aliás... aproximarem-se de mim com uma malga vossa quando falta mais ou menos ainda uma hora para eu ir comer... é um erro crasso! E na creche passaram a ter de me dar de comer mais cedo ao almoço e ao lanche, porque é tortura ver os meus amigos a comerem e eu a olhar. Comer é assunto sério e eu não brinco com assuntos sérios!

Uma altura curiosa do dia é quando os meus papás me deitam à noite. Ao contrário do que acontece durante o dia (mesmo ao fim de semana), eles dão-me um colinho bom até eu adormecer. A minha mãe tem a teoria que essa é a razão pela qual depois durmo tão bem durante a noite, porque me sinto hiper relaxado, amado e seguro. Já a ouvi dizer que lamenta não ter feito o mesmo ao M. Com ele tudo foi menos instintivo fruto da insegurança de primeira viagem. Ele, em bebé, era deitado mais para adormecer sozinho - como é "suposto" - embora com o tempo também tivesse grandes colinhos para dormir. Eu sempre fui deitado com calma e tempo. Toda a gente lhes diz que quando crescer não vou saber adormecer de outra maneira, mas acho que eles se estão a borrifar... Eu sou um fofo e de certeza que vou colaborar!

Ah, sabem eu acho é que a minha mãe tem super poderes! A sério que acho. É exímia a adormecer-me. Tenho muitas manhas e não gosto nada de ter de ir dormir. Ao contrário do meu mano que adormecia rapidamente quando estava cansado, eu fico elétrico e é mesmo difícil acalmar-me. Ao colo semi deitado eu esperneio, dou estaladas, arranho, puxo cabelos, choro irritado, e coisas assim. Claro que depois canso-me. Mas mal parece que já estou a adormecer... heis que me lembro que não quero dormir e expresso-me novamente com toda a indignação a que tenho direito! Mas no meio disto, apesar de também fazer fita com a minha mamã... não sei... há algo nela... aninho-me bem, faço a minha cantilena de adormecer, e muitas vezes ela olha-me nos olhos muito tempo, eu olho para ela e zás... parece feitiço, começo logo a querer fechar os olhos. Se ela olha para o lado, sem ser para mim, desperto logo! Mas se continua a olhar para mim o sono começa a chegar. E aquele bater do coração dela... sei lá... põe-me calminho, tenho a sensação de que já ouvi aquilo em qualquer lado...

Todas as tardes (e esta mordomia já só vai durar mais 3 meses) ela vai-me buscar cedo e segue comigo para casa. Por vezes vamos buscar o mano, mas dado que estou muitas vezes constipado ou com otites, ela acaba por me levar logo para casa. Se adormeço no ovo ela carrega com ele até dentro de casa e fico a dormir no meu quarto, dentro do ovo. Se não adormeço lá ela ainda vê se durmo um bocado na cama. Se não adormeço em lado nenhum e não estou mesmo para aí virado (o que tem sido bastante frequente) então ela senta-se comigo no meu tapete fofinho de bebé e ficamos ali quase 1h a brincar. Agora que já me sento sozinho sem ajuda, fico muito tempo a brincar com os brinquedos. A minha mãe brinca comigo. Por vezes também aproveita e vai dobrando roupa lavada. Outras vezes leva um tabuleiro e vai descascando lá os ingredientes para fazer as minhas sopas. Vou falando com ela. Adoro quando sorrio para ela e sou correspondido. Ela faz-me muitas festinhas e dá-me muitos beijinhos. Gosto muito!

Vem aí o verão e quero o tempo bem quentinho e sem muitas ventanias (senão os meus ouvidos sofrem) para poder estar à vontade e sem muita roupa, porque não gosto nada de me vistam.

Fiz agora 9 meses e estou mais do que preparado para as novas aventuras que aí vêm!



segunda-feira, 8 de junho de 2015

O dia do Judo

E finalmente (e ansiosamente) lá fomos ver o que tinha o nosso miúdo aprendido este ano nas suas aulas de Judo. O estacionamento estava calmo embora já cheio de carros. O interior da escola fervilhava com tendas de comida, rifas e afins, e muitos pais a conversarem entre si. Um insuflável agitava-se ao lado das tendas, com vários miúdos a saltarem animadamente. Levámos o M. ao balneário para se vestir e finalmente conhecemos o professor de Judo com quem trocámos umas palavras rápidas, para termos um feedback directo (e não através da professora normal). Uns balneários tinham meninas com patins e fitas coloridas (o cheiro a chulé dos patins é inconfundível e por segundos senti-me transportada ao pavilhão da ADO de aqui há uns anos, onde eu treinava), outros reuniam miúdos que davam murros no vazio, outros tinham miúdos com o equipamento de futebol, etc. Vestimos o M. com o seu fato branco (e cinto branco e amarelo - que ele tanto gosta de frisar dado que o ganhou à pouco tempo e significa que já aprendeu umas coisas) e deixámo-lo com o professor.
E ala para as bancadas, onde já algumas famílias se aglomeravam para verem os seus benjamins. O festival começa, com imagens projetadas e com as performances dos miúdos. O grupo de Judo avança então e eu fico em suspenso a ver o meu miúdo que ainda há pouco tempo era um bebé bolachudo e mal falava, a entrar muito solene (tudo juntamente com os outros miúdos do grupo) fazer a vénia antes de entrar no tapete, sentar-se no seu lugar, nova vénia (desta vez com as mãos apoiadas no chão) e depois a correr a ir por-se no seu lugar para fazer umas quantas demonstrações sobre como cair bem, saltos para a frente, cambalhotas e jogo de pés (tipo rasteiras). Deve ter durado 2 minutos no total a atuação dos pequenos (depois seguiu-se a dos mais velhos) mas eu fiquei embevecida. O meu bidu grande está mesmo grande. Adorei a concentração dele a fazer as coisas. No final de contas não fizeram nada de extraordinário (o professor tinha avisado que ainda era uma fase muito inicial) mas já havia coordenação, concentração, alguma exigência física e empenho. E eu, como sempre, lá fico fascinada por ver aquele ser já tão autónomo. Aquele bebé que era tão dependente, é cada vez mais independente. Faz coisas que outros lhe ensinam e começo a ver cada vez mais os traços da sua personalidade a desenvolverem-se.
É no entanto muito curioso a necessidade de aprovação e escudo do pais. Desde que entrara na parte do tapete, onde ia decorrer a atuação, o M. olhava para todos os lados a procurar-nos. Por fim lá nos encontrou e lá trocámos uns adeus e sorrisos aqui e ali. O que diferenciou de outras alturas é que em vez de se desconcentrar completamente a dizer-nos adeus a toda a hora, desta vez quando foi para "atuar" lá o fez e já não olhou mais para nós.
Estou babada. E sim, sou uma "mãe de bancada", lá estarei (sempre que puder e espero poder sempre) em todas as demonstrações ou jogos do meu filhote lindo.


M. - quase a fazer 5 anos.