No outro dia falava com o mais velho sobre tatuagens. Não sei a que propósito, mas falava. Ele dizia que quando for mais velho gostava de ter tatuagens aqui e ali (já o diz há uns anos). (Lá está, quando crescer fará o que achar melhor.) Eu disse quais os sítios onde gostava mais de ver tatuagens nas pessoas, etc e tal.
Gosto de tatuagens sim. Não gosto de qualquer coisa, mas é uma forma de expressão como outra qualquer. O senão? É permanente, não sai (ficar gasto e esborratado não é opção, ainda é pior) e a tinta entra no nosso sistema linfático, é agressora.
No entanto, nunca pus de parte essa ideia, caso houvesse algo que quisesse mesmo mesmo fixar no corpo.
E então disse ao miúdo: Se alguma dia achares que vais mesmo avançar para uma tattoo diz-me. Eu considerarei se é esse o momento em que perco a vergonha e desenho algo no corpo (seria certamente discreto e elegante) e vamos os dois partilhar essa aventura.
Ficou todo contente por saber que eu talvez alinhasse (seria uma "cena de família").
Eu também fiquei, só de imaginar o momento.
Não sei se algum dia o faremos, mas só a hipótese já me faz sorrir.