terça-feira, 5 de maio de 2026

Coisas que me irritam

 


Cenas da vida adulta que me irritam:

Pais adultos que sempre que chega um email da escola com alguma informação,
vão logo a correr espetar aquilo no grupo de whatsapp. 

Apetece-me dizer,

Meu/Minha... eu também tenho email, por favor não me faças ter mais uma notificação parva no telemóvel sobre uma coisa que vou ver DE QUALQUER MODO no email, seja agora seja mais logo.

FUCKING HELL

Thanks but no thanks

Tatuagens

 


No outro dia falava com o mais velho sobre tatuagens. Não sei a que propósito, mas falava. Ele dizia que quando for mais velho gostava de ter tatuagens aqui e ali (já o diz há uns anos). (Lá está, quando crescer fará o que achar melhor.) Eu disse quais os sítios onde gostava mais de ver tatuagens nas pessoas, etc e tal.

Gosto de tatuagens sim. Não gosto de qualquer coisa, mas é uma forma de expressão como outra qualquer. O senão? É permanente, não sai (ficar gasto e esborratado não é opção, ainda é pior) e a tinta entra no nosso sistema linfático, é agressora.

No entanto, nunca pus de parte essa ideia, caso houvesse algo que quisesse mesmo mesmo fixar no corpo.

E então disse ao miúdo: Se alguma dia achares que vais mesmo avançar para uma tattoo diz-me. Eu considerarei se é esse o momento em que perco a vergonha e desenho algo no corpo (seria certamente discreto e elegante) e vamos os dois partilhar essa aventura.

Ficou todo contente por saber que eu talvez alinhasse (seria uma "cena de família").

Eu também fiquei, só de imaginar o momento.

Não sei se algum dia o faremos, mas só a hipótese já me faz sorrir.


How to make real connections

 


How to make real connection with people?


GO OFFLINE


Meet people in the flesh, 

talk to them, 

do activities with them.


If you don't gather your own little community, you're on your own, and what a lonely place to be.

terça-feira, 28 de abril de 2026

Conversas "one on one"

 

No outro dia tive de ir despachar um assunto com o mais velho. Deu para, nos entretantos, esperar muito tempo em pé, ouvir música, ver um site de uma marca de ténis que eu não conhecia e que ele me mostrou (os amigos andam a usar aquilo, está na moda - e entretanto até já vi o Nuno Markl a usar uns dessa marca portuguesa, chama-se Sanjo, ver aqui)

No meio daquilo tudo começou a mostrar-me motas. E motards conhecidos. E carros. Não se cala com isso agora. Todos os vídeos que vê são sobre isso. Isso e música. Quer ter uma mota. Pede-me uma. Já pediu milhares de vezes. Digo que não. Nao tem idade e os outros na estrada também não têm juízo. Felizmente o pai concorda: andar na estrada hoje em dia não é o mesmo que há uns anos, é muito mais perigoso. Mas o rapaz quer e insiste que quando for adulto, e puder, comprará uma mota. Respondo que nessa altura será dono e senhor de si próprio e que tomará as decisões que entender. Ele finge chorar e abraça-me e diz que queria tantoooo...

Agora volta e meia conta-me coisas de motards portugueses conhecidos. E já o vi a interagir com eles. Parece que há uma espécie de código simpático entre amantes de motas, em que se alguém na rua fizer um gesto com a mão e pulso como se estivesse a acelerar (a mota), o motard dá umas aceleradelas no manípulo e ouve-se o barulho forte. Geralmente são os miúdos que pedem isso, e os tipos das motas acedem. Vejo a malta toda sorridente nesse momento. É giro.

Entretanto, passa um carro clássico na estrada. Ele baba-se com aquilo. Viver na vila/cidade onde vivo é confrontarmo-nos constantemente com aquilo que não temos (grandes luxos e grandes carros), mas ainda assim sonhar em almejar por mais. No caso do meu miúdo, cobiça uma bela mota ou carro. Acabamos por falar daqueles programas americanos em que 1 ou 2 amantes de carros (e mecânicos) vivem a vida a recuperar carros antigos (regra geral carros velhos cujos filhos os herdaram dos pais já falecidos, ou então carros especiais em 2a mão a cair de podre que os colecionadores compram). 

Surpreendentemente o meu miúdo diz que se via a fazer aquilo no futuro. Diz que queria aprender mais e gostava até de construir ele uma mota, se soubesse. Que, se em adulto tivesse uma oficina para recuperar carros antigos, ia gostar muito. E fala de alguém que segue nas redes que faz isso (penso ser daí que a ideia dele ter surgido).

Digo-lhe que pode sempre, qualquer dia, tentar fazer isso numa oficina para ir aprendendo. Ir falar com o dono de uma e ir para lá ajudar e aprender, 1 dia por semana, o que fosse. É ir a algumas e ver se seria possível. Ou trabalhar numa, num verão qualquer. Nada como perguntar e tentar.

Enquanto isso não acontece, este verão irá trabalhar 15 dias algures nos trabalhos para jovens, fomentados pela Câmara Municipal. Que valorize cada minuto.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

O mais velho


O meu filho é um sábio...

Volta e meio digo numa frase um quase ou um talvez... e às vezes sai-se com esta famosa tirada:


Uma vida de "quases", é uma vida de "nuncas".


E é verdade. Daí eu querer retirar essas palavras da minha boca sempre que falo em algo que quero fazer. Há pequenas palavras e ações que nos condicionam de facto. É uma uma questão de treino da mente. O modo como falamos condiciona o modo como agimos e até como pensamos. 


Quero pensar positivo. E, sobretudo, quero fazer algo. Não quero só tentar. Quero fazer. Mesmo que falhe. Sem fazer, nada resultará.

Em frente!

terça-feira, 14 de abril de 2026

O que leio por aí...

 



"Ser velho é ser jovem há mais tempo do que os outros."

- Philippe Geluck



"Para mim foi ali que tudo começou: eles contaram-nos histórias.
E os velhos (...) contam o passado como ninguém. Não vale a pena procurar nos livros ou nos filmes: como ninguém."

"Naquele dia compreendi que, aos idosos, basta que os toquemos, lhes tomemos a mão,
para que eles contem. Como quando se escava um buraco na areia seca à beira-mar e a água sobe sistematicamente debaixo dos dedos."

- Os esquecidos de domingo, Valérie Perrin

Dinheiro


Hoje, ao ver um vídeo qualquer, ouvi a seguinte frase:


"O dinheiro ajuda a resolver (quase) tudo."


E tenho de concordar. Seguramente não traz felicidade porque são as pessoas à nossa volta e a relação que temos com elas, os afetos, o gostarmos do que fazemos na vida, os objetivos que temos, a saúde, etc... É todo um conjunto de coisas que verdadeiramente nos ajudam a ser felizes. Mas o dinheiro ajuda a não ter preocupações, ajuda a não temermos pelas condições de vida que temos ou as dos nossos filhos, ajuda muitas vezes a concretizar sonhos ou planos, . Ajuda a mais oportunidades. 

Por isso digo: venha ele.


Que eu o consiga conquistar e duplicar.