sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Mulheres de hoje...

 

Ontem, numa aula de grupo de coaching, uma jovem mulher expressava a ansiedade gigante sobre o emprego atual que era demasiado físico e perigoso (trabalha no ramo industrial, com químicos) e dizia que adorava um dia ter uma relação - e até uma família (com filhos) - mas que isto a impedia de concretizar isso.

Fiquei pasmada. Eu e os outros que estavam a assistir. Pedi a palavra e dei-lhe a minha opinião sobre o assunto, partilhei o que achava. Depois disse-lhe que no Slack do programa que andamos a frequentar iria falar com ela em privado. 

Confesso que me espanta quando as pessoas logo de raiz se bloqueiam à força toda por coisas que ainda não aconteceram.

O curioso é que eu sempre fui aquela que sofre por antecipação, mas dadas as chapadas que uma pessoa vai tendo na vida já aprendi vagamente a lidar com a ansiedade. Bem. Tem dias. Muitas dias mesmo. Mas pronto, irei ajudá-la no que puder com alguma troca de ideias e conversa.

Às vezes acho que o meu propósito de vida é ser uma espécie de coach e motivadora de pessoas. Mas eu faria um modelo ligeiramente diferente. Primeiro dava uns valentes estaladões bem dados por causa de tanta estupidez que oiço, e depois ia consolar a ansiedade e ajudar então a iluminar ideias.

O risco

   

Mark Zuckerberg
foi categórico sobre medo de arriscar:
“o maior risco
é não correr nenhum risco”.



Vision board

 

Ando a ouvir as lições de uma míúda craque em literacia financeira que não deve ter nem 30 anos... e logo na 2a aula ela fala em sonhos. Apontei isto:

"Vision board é construir uma espécie de quadro onde colocas fotos ou frases, o que for, daquilo que queres ou daquilo que te motiva. É sobre a nossa vida.

Ter sonhos, ter objetivos, é algo que move a vida, que nos dá força e garra para a abraçar.

Sonhos sem um plano é a mesma coisa que deixar à toa nas mãos do destino, o que acontecer aconteceu. Temos de transformar os nossos sonhos em objetivos, e para os nossos objetivos temos de ter sempre um plano. Vamos então traçar um plano? Depois do vision board vamos transformar isso em coisas mais tangíveis: objetivos de curto prazo, médio prazo e longo prazo.

Importante: é preciso nós escrevermos os nossos objetivos, o tal algo que ainda não é real (isso ajuda sempre a visualizar melhor, a fazer algo mais do que manifestar ao universo). Quando nós escrevemos os nossos objetivos as coisas já ficam um passo acima, já saíram da nossa cabeça. E é assim que, com o tempo, eles vão ganhando forma."


No próximo texto irei começar a minha lista (ainda random) de sonhos/objetivos. 

A ver o que sai dali!

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Deprimida?

 

Sinto-me super deprimida.

A semana passada foi o largar tudo e fosse o que Deus quisesse, que aproveitasse o que havia para aproveitar.

Esta semana, no entanto, parece que o mundo caiu em cima de mim novamente e sinto-me super deprimida, triste, ansiosa. Parece que não tenho forças. Só me apetece chorar a toda a hora. Não sei se é o período que aí vem, se são as malditas hormonas da praxe que me provocam estas sensações.

Sinto-me séria e muito calada. 

Vou buscar os miúdos e mal pergunto coisas, mal falo. Estou noutro sítio, nem sei bem qual. Não tenho paciência para sorrir e ou brincar. Sinto-me séria, os lábios teimam em não sorrir.

Passei 2 dias a ser relativamente produtiva, finalmente. Mas com tudo tão instável - embora a sensação de estar a tratar de vários assuntos e pôr a máquina a andar seja boa - não me consigo sentir feliz por isso.

Agora ao fim da tarde os miúdos jogam nos computadores com amigos. Falam em alta voz com eles e oiço a voz aguda de todos. Todos gritam e falam alto. Peço para fecharem as portas. Não aguento este barulho depois de poucos dias alternando em silêncio profundo, ou com algum podcast aqui e ali ou com música. O barulho é insuportável.

Sinto-me do mais deprimida possível. Espero que o meu mal seja sono e hormonas, e que isto estabilize rapidamente. Not fun.


terça-feira, 15 de setembro de 2026

A senhora

 

Estou num museu. 

Vejo obras de Picasso, as várias fases da vida/obra dele. Tudo aquilo é fascinante.

(Entretanto descobri há dias que ele era um pulha e que batia nas mulheres que teve, e era intragável de feitio. Fiquei ligeiramente off...)

Por baixo do museu descubro que há uma exposição permanente de... ruínas romanas. Devem ter sido descobertas quando andaram a preparar o edifício para alguma remodelação (o edifício é uma casa antiga muito bonita no meio da cidade).

Não vejo interesse especial naquele bocado, já vi ruínas bem mais interessantes noutros sítios (até no meu país). Mas deambulo por lá com o mais novo ao meu lado, a contar qualquer coisa de um jogo "super importante".

O meu olhar, de repente, depara-se com uma senhora. Está sozinha. Não consigo perceber quantos anos tem, mas há algo ali que me deixa em transe quase. Pelo canto do olho vou-a observando. Parece ser bonita. É muito elegante. Tem vestido um conjunto de calças e camisola (já não sei se era t-shirt ou camisa, algo assim). Mas, se não me falha a memória, umas das peças é branca e outra azul. É loira, cabelo liso e esticado pelos ombros/queixo. E... o máximo dos máximos: tem um chapéu. Um panamá parece-me, claro com uma fita escura à volta.

Tem muito estilo e passeia absorta pelo local, alheia a toda a gente que passa por ela. Tiro-lhe uma foto à socapa. Penso: quem será ela. Porque está sozinha? É casada? Divorciada? Nunca se casou? O que faz na vida? Está aqui de passagem? Vive aqui na cidade? Quem és tu senhora elegante. 

Ela é um mistério. E eu adoro um bom mistério.

E gostava que um dia alguém olhasse para mim e também pensasse "mas quem é aquela senhora, dona daquela pose quase surreal e divina, cheia de estilo".

Foi um momento no tempo, vi-a durante uns minutos apenas. Mas acho que não me irei esquecer mais dela, daquele ar absorto, elegante e quase altivo (mas de um bom modo). Ela foi um poema na minha mente e imaginação.

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

A mulher das manhãs da escola

 


Durante anos cruzei-me com uma mulher lindissima (mais velha do que eu, diria, mas é melhor não apostar - curvilinea, cabelo preto comprido, olhos verdes bem maquilhados, uma espécie de Monica Bellucci mas de olhos verdes - essa mulher é mais ou menos o meu ícone de beleza) que levava o filho à escola ao mesmo tempo que eu levava os meus. 

Ou nos cruzávamos à ida (eles iam sempre com passo mais rápido e mais à frente) ou à vinda (ainda de manhã) quando ela voltava já da escola. Ela sorria e dizia Bom Dia, eu idem. Nunca trocámos mais palavras do que isto.

Ela parecia ser muito simpática e sorria-me sempre. Por vezes passou-me pela cabeça (aquele feeling que às vezes temos) que ela gostaria de parar e conversar um bocado. Mas a diferença entre nós é que ela descia calmamente algumas ruas a falar descontraidamente com o filho (pelo que soube hoje e já desconfiava, mora ali perto) e eu descia a rua em passo super rápido para ver se os 2 miúdos entravam rapidamente na escola, para eu depois voltar ao carro. Cheguei a ir para o carro a correr literalmente, tal era o stress e pressa, porque tinha mesmo de entrar no trabalho a horas (era super controlada e também queria sair a horas por causa... dos miúdos). Por isso, nunca houve grandes possibilidades de conversa. Nos últimos tempos, eu já não corro para o carro, mas também já não me cruzo tantas vezes com ela porque os meus horários e pressas mudaram ligeiramente...

Hoje tive de ir à escola com os miúdos. 

E, quase ao ir embora, esbarrei com uma pessoa que estava na fila da papelaria. Esse alguém voltou a sorrir-me imenso como se fossemos velhas conhecidas. Sorri também enquanto dentro da minha cabeça pensava furiosamente em que era ela afinal... mãe de quem, etc etc. Depois percebi. E pela primeira vez em anos (sim...ANOS) falámos um pouco. Ela perguntou se estavamos bem, comentou que os miúdos estavam super crescidos, parecia agradada e espantada. Percebi que o filho dela tinha entrado para a mesma área que o meu mais velho, etc. 

E, de repente, disse uma coisa que teve algum impacto em mim e que achei muita piada. Ela parecia refletir na vida quando afirmou o seguinte, ao olhar para eles com curiosidade: "Eles estão mesmo grandes e é muito curioso, olho para eles e lembro-me de quando eram bem mais pequenos e com ar bem novinho. É giro... eu, durante anos, vi-os crescer. Vi-os quase todos os dias, meses, anos a passarem por mim, tenho-os visto crescer ao longe, mas tenho."

Caramba. Que bonito e que profundo. Ela nem nos conhece, nem os conhece. E, no entanto, a passagem do tempo por eles teve algum impacto nela, deixou memória. 

Curiosamente e infelizmente eu não tenho a mesma análise do que ela... Via-a a passar sim, mas mal me lembro do filho dela mais novo. Só me lembro de ir para a escola a correr e sair de lá a correr também. Estava ainda na famosa roda dos ratos, sentia-me completamente assoberbada. O que me saltava sempre à vista eram aqueles olhos incrivelmente bonitos, ainda por cima numa cara super calorosa.

Foi giro o nosso encontro de hoje. Ela perguntou-nos o nome e disse o dela e o do filho. De repente, ela tem um nome o que é estranho. Talvez da próxima vez que nos cruzarmos já comece a surgir um novo tipo de interação menos fugidia. 

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Questions

 


If you were confident enough... 

what would you be, 

what would you do.


(question asked by some random guy, in some random street, to some random people)