Who fucking cares what i say anyway.
Bye.
Doces para os meus doces... Um diário bem docinho sobre a vida d.M (depois da Maternidade)
Hoje li isto no LinkedIn... - sítio onde toda a santa alminha despeja as suas grandes conquistas e feitos (mesmo que depois se vá a ver e estejam infelizes até ao tutano). Dizia uma moça chamada Marlene, em jeito de comentário ao um lamento de mais uma rapariga desempregada:
Compreendo bem o que sentes! Também estou à espera que o ciclo passe, também me sinto esmagada pelas vidas perfeitas das redes sociais, também me sinto obrigada a vir aqui e a mostrar a profissional que sou (e eu que não sou nada boa a "vender-me") porque tenho de recomeçar a trabalhar antes que dê em louca. Também penso duas vezes se devo partilhar este comentário porque não é boa onda falarmos das nossas fragilidades. Também eu estou cansada que me digam: aproveita o tempo livre para fazeres coisas de que gostas. Também eu me sinto culpada porque me queixo sempre da falta de tempo para os meus hobbies e agora sobra-me tempo e não me apetece fazer nada com ele. Também eu queria carregar no off e só voltar quando tudo fizer sentido outra vez. Não estás sozinha. E até suspeito que muitos dos que aqui partilham as suas histórias de sucesso nos acompanhem. Mas como sabes: não é bom não mostrarmos quão felizes estamos nos nossos desafios, quão gratos estamos à vida! Temos de andar para a frente... é o que é!
Podiam ser minhas as palavras dela. Isto de vidas perfeitas: só vistas de fora mesmo.
Mas não desisto. Um dia vou conseguir erguer-me novamente. Aos poucos isto tem de ir... só pode. Para trás nunca, para a frente sempre. O problema é a puta do ponto de interrogação, do não saber de todo o rumo disto. Por um lado aquela sensação de: há mil oportunidades à tua frente. Por outro é saber qual vai bater à minha porta, ou qual aquela pela qual vale a pena lutar.
Aqui e ali algo surge, mas qualquer dia tem de surgir algo grande mesmo! Senão, não dá.
É uma merda.
Num almoço com uma pessoa próxima de família, após a refeição, dei por mim a retocar (virada para um espelho) o batom dos lábios que estava já semidesaparecido. Ou tenho batom, ou não tenho batom. Quando fica aquele "mais ou menos"... não gosto.
Estava "na minha", nem muito discreta, nem espalhafatosa a fazer isso. Simplesmente saquei do batom e corrigi os lábios.
Essa pessoa olhou então para mim supreendida e não se coibiu de dizer alto: Vais a algum sítio agora? Vais sair?
Respondi que não ia a lado nenhum de especial e perguntei porque perguntava. Disse-me que era por me estar a ver a retocar o batom...
E é nestas situações que me salta interiormente a tampa, embora me mantenha polida e educada, e penso cá para mim Ok, vá, é outra geração...
Mas...
1º: Preciso de algum motivo especial para pôr batom nos lábios?
2º: Preciso de ouvir isto à frente de outras pessoas? (mesmo que sejam família...).
3º: O assunto é assim tão importante que mereça o comentário/pergunta?
4º: Preciso de pensar 2 vezes antes de considerar pôr-me "bonita" se me apetecer? Ou tenho de andar o mais "normal" e "natural" possível só porque não estou em algum sítio que "valha o esforço"?
Posso olhar para o espelho e ser vaidosa só porque sim? E não ser alvo de comentários que no fundo só servem para estar a questionar o meu simples gesto?
Sim? Ok.
Obrigada.
... por mais esta música da Halsey.
Há tantas dela que gosto. Passo semanas a ouvir a mesma. Agora é a vez desta. A partir do meio da música há um tom mais apoteótico e místico que adoro. Gosto mesmo.
Isto é a parte boa do meu dia.
A parte menos boa é que sinto uma ansiedade brutal. Nem sei bem porquê? (hormonas?).
Tenho de tentar estar o máximo possível a trabalhar.
E o mínimo indispensável em casa. Amanha faça chuva ou faça sol, apanhe trovões ou raios de sol, saio.
Olá meus caros,
O que é estar bem?
É mostrar que sorrimos e rimos e estamos atentos ao que nos dizem? É adorar viver e viajar? É apreciar ir a um bom restaurante? Ir a uma bela tasca petiscar? É gostar de sermos vaidosos? É agradecer todas as coisas boas que a vida nos tem dado? É ir amparando os golpes que a vida nos traz e aprender com eles (e no fundo aprender uma lição)?
Então eu devo estar ótima!
Com as hormonas no entanto a darem-me cabo do sistema.
Isto é a vida a desafiar-me novamente ou são as hormonas a descontrolarem-se? Porque já li que é isso mesmo que acontece. Já não reconhecemos quem somos e andamos furiosamente à procura de nós. Leio e pesquiso. O que se passa comigo?
Eu ando à procura sim. De ver finalmente quem eu sou, no que me transformei e o que quero.
É pena que nos intervalos disso eu chore lágrimas infinitas. Mas quero acreditar que são as malditas hormonas, essas cabras que nos põem a questionar tudo e todos.
Mas não vou ao fundo do poço. Recuso-me. Ou será através de terapia, ou de mais exercício físico (ou das 2 coisas). Ou será por querer fazer mais coisas por mim e para mim. O processo de recuperar alguns contactos já começou. O almoço com uma antiga colega, mais almoços e conversas com as amigas de sempre, pequenas conversas com um antigo colega que cuja infância e relatos de abusos infantis me marcaram imenso na altura e cujos textos e opiniões públicas partilhadas profissionalmente eu adoro e admiro, etc etc. Quero estar a beber da experiência de toda a gente.
Não é inocente. Sou eu a aparecer ao mundo novamente, como eu, o verdadeiro Eu.
E o meu Eu anda furioso e descontrolado. Mas se calhar também era preciso, não?