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terça-feira, 13 de maio de 2014

O que ler?

Não sei o que ler. E eu sem um livro para ler sou como um peixe fora de água. Preciso de um livro. O problema é que agora nada me agrada... Li O Apocalipse dos Trabalhadores do Valter Hugo Mãe e detestei (mas tinha adorado O Filho De Mil Homens). Li o clássico O Deus das Moscas do William Golding e não desgostei do clássico, mas também não adorei (achei que não desenvolvia muito a certa altura). Li o novíssimo Paixão Sem Limites da Abbi Glines e até gostei, mas era de leitura light e em 4 dias estava lido. Não vejo nada no mercado que me atraia por aí além... Já me falaram do Pedro Chagas Freitas mas temo que seja demasiado lamechas ou melodramático, não sei...

Ahhhhhhhhhhh não sei o que ler... bolas.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Leituras

O que ando eu a ler agora? Depois de um longo período Murakamiano aventurei-me mais uma vez nas aventuras da sarcástica e hilariante Sookie Stackhouse. Depois de um hiatus gigante na Saga do Sangue Fresco (li até ao 5º livro e depois esgotei a paciência e o tema) eis que o final da saga foi impresso em páginas portuguesas. E eu, como fiel seguidora (mais ou menos), resolvi que ia ter uma espécie de closure e descobrir que final teria essa minha companheira de leitura durante anos. Claro que o seu mundo mudou muito desde que a li pela última vez, mas em duas ou três páginas a autora mete-nos a par das novidades, por isso tem sido fácil acompanhar. Confesso que as fabulosas séries televisivas que andam por aí me têm roubado muito tempo à leitura. Mas ela prossegue.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Reading Sessions

E voltando a falar de livros: li recentemente 2 livros incríveis que de certo modo mudaram e ajudaram o meu eu interior e emocional a desenvolver-se. O Filho de Mil Homens do Valter Hugo Mae e o Sputnik, Meu Amor do Murakami.
E embora saiba que poucos são os que espreitam este meu humilde blogue, venho aqui para recomendar estes 2 poços de sabedoria. Escritas muito diferentes, mas ambas muito envolventes. Ambos mestres em descrever o Amor (e os vários tipos de Amor que podemos ter e sentir), em escrever sobre as relações humanas, sobre as sociedades, sobre as regras e padrões que nos são impostos e que muitas vezes não são verdadeiros e aos quais não sabemos escapar. Mestres em pôr em palavras o que muitas vezes sentimos mas não sabemos bem como expressar. A cada página pensamos "bolas, como eu gostava de ter escrito isto".
Leiam. Leiam e deliciem-se. Vale MESMO a pena.




terça-feira, 30 de abril de 2013

Ai Margarida, Margarida


Acho alguma piada a esta mulher. Nem sei bem porquê. Li apenas um livro dela há 300 anos atrás (já nem me lembro qual, mas foi dos primeiros que escreveu) e não fiquei tão mal impressionada como o resto da malta portuguesa. Nunca percebi porque é que se tornou o bode espiatório da literatura nacional. Ok, literatura ligh (ela diz que os últimos já não são; isso já não sei, não li)... e então??!! Não há espaço para tudo? Só podemos ler livros mega euruditos? Valha-me Deus...
Não percebo se é por ser mulher, loira e com alguma pinta (o meu lado gajo ainda está vivo e gosta de opinar) que ela serve de saco de pancada e de piadinhas fáceis a torto e a direito. Andou com homens mais novos? Ora muito bem fez ela. Plagiou-se? o problema é dela (tenho a certeza que os seus leitores fieís nem deram por isso, ou se deram nem se incomodaram). Diz o que realmente pensa? Ora haja alguém... Concorde-se ou não com as suas ideias isso já é diferente, mas nunca se pode agradar a toda a gente, não é?
Às vezes cheira-me que tanta crítica a esta mulher é mais do mesmo: dor de cotovelo.

Aposto que já sabem de quem eu estou a falar ;)

Aqui vai a entrevista dela que li à bocado e que me fez escrever este post.
http://www.ionline.pt/artigos/boa-vida/margarida-rebelo-pinto-tive-de-fazer-um-downsizing-do-meu-lifestyle

domingo, 28 de abril de 2013

As minhas leituras

Adoro ler. Adoro. Ler para mim é vestir a pele de outras pessoas, é viver outras histórias, é reforçar histórias que já foram minhas, é conhecer outros pontos de vista, é ser mil e uma coisas que nunca poderemos ser e viver só com uma vida.



Tenho sido, ao longo dos anos, super influenciada e contagiada por amigos e por alguns elementos da minha família. Enquanto nos meus anos pré-teenager devorava livros de aventura (Enid Blyton e afins -as edições antigas, que descobri em casa dos meus avôs) como Os Cinco, As Gémeas, etc.; em teenager descobri o genial Arthur Conan Doyle numa edição bem antiga do Sherlock Holmes, algures numa prateleira alta na casa dos meus pais. Os livros escuros, de capa dura, formavam a Baker Street à noite, quando juntávamos as lombadas todas. O meu coração estava rendido e pertenceu aquele género durante anos... (Agatha Christie, etc).  Depois descobri os clássicos (Charles Dickens, Tolstoi, entre outros). 
A minha parte favorita era sem dúvida descobri-los em casa dos meus pais e avós, "roubá-los" e torná-los meus. E se foram meus... Li-os avidamente, vivi aquelas personagens todas da cabeça aos pés. Foram horas da minha vida, das quais não me arrependo nada de ter "desperdiçado" em sofás, na cama, onde fosse, a ler.


Já em adulta experimentei os romances mais ou menos cor-de-rosa (os muito melosos não têm muito a ver comigo mas... não queria morrer inculta) e li Sveva Casati Modignani, Joanne Harris.

Ultimamente, mais do que influenciada por 2 ou 3 pessoas, ando a levitar por estes (ver mais abaixo). Livros densos de sentimentos, de histórias simples mas complexas, de mentes fora do comum. Aqui estão eles:


sábado, 20 de abril de 2013

Livros eróticos

Li recentemente este livro porque confesso que estava muito curiosa em relação ao boom dos livros eróticos. O interessante é que este género sempre existiu (já li na minha juventude Henry Miller que bastasse) mas, por alguma razão que me ultrapassa, quando surgiram As Cinquenta Sombras de Grey, o mundo parou. Aliás - as mulheres pararam. E decidiram que afinal ler livros eróticos não tinha de ser tabu e que até era cool, e que estamos no ano 2013 e somos todas mulheres emancipadas (pelo menos em alguns países do mundo).

Isto embora ainda veja algumas capas a tapar os tais livros... Afinal ninguém quer ser julgada apesar de sermos emancipadas... Anyway....

O curioso é que não queria ler os Grey, estava farta de tanta publicidade e depois de ter folheado algumas páginas numa livraria desisti. Dediquei-me então ao Porque És Minha, outro livro do género. E devo dizer que até gostei. Para o estilo de livro que é, claro. E vamos lá ser claras: sexo + sexo + sexo! O livro pouca história tem à parte da protagonista passar o tempo inteiro a tentar perceber porque é que o protagonista masculino, e o objeto da sua intensa atenção, tem uma pancada descomunal em relação ao domínio (não só de mulheres, mas de tudo à sua volta).
As cenas de sexo são a torto e a direito, bem explícitas, e chamam-se as coisas pelos nomes (expressões por vezes bem harcore porque isto não é "romance de cordel" minhas caras e meus caros). Quem não souber fazer sexo oral é só folhear umas quantas páginas, quem tiver dúvidas sobre como se usam pás (S&M) tira-as imediatamente, etc etc etc. São cenas bem descritas e (porque não?) excitantes (não vamos cá estar com coisas a fazermo-nos de púdicas...). O único problema é que são endless... Aquilo nunca mais acaba. É de tal modo que a certa altura chateia um bocado.

O curioso, é que depois de tanta posição sexual e de tanto "ah ele é simplesmente fabuloso e lindo", descobri o porquê de tanto reboliço à volta destes livros (que não são eróticos, por vezes a designação seria mesmo - pornográfico). Não é o sexo em si, não são as cenas em si. O que mexe com as mulheres é que, no geral, estes livros apresentam-nos homens confiantes. O perceber que todos os protagonistas dos livros são lindos e musculados e cheiram lindamente a perfumes caríssimos e vestem-se super bem, é um cliché, é mais um blá blá blá.
Parece-me que até podiam ser gorduchos e meio carecas. O que interessa é que são confiantes. Viram o mundo destas mulheres ao avesso porque sabem o que fazem, não têm medo de o fazer, gostam de o fazer, querem que elas gostem de o fazer, querem que elas tenham prazer em fazê-lo, querem arriscar, querem coisas novas, e se elas não sabem algumas coisas então eles ficam deliciados em ensinar-lhes.
Tudo, mas TUDO nestes homens transpira confiança. Eles sabem quem são. E é por isso que elas caem aos seus pés.

É por isso, e por isto: http://bongop-leituras-bd.blogspot.pt/2013/01/a-palavra-dos-outros-as-50-sombras-de.html

beijinhos e bom fim-de-semana :)