sexta-feira, 7 de agosto de 2026

"mores" da vida...

 

Ontem, apenas porque sim, e porque já imensa gente viu e comentou e eu quis ver e dar os meus palpites também, comecei a ver o documentário da família Patrocínio (sim, aquelas famosas manas portuguesas). No meio da filmagem a mostrar a vida de uma delas, a mais velha, ela e o marido (um segundo casamento com um pelos vistos conhecido "empresário da noite") eram filmados a jantar com os filhos todos, e outras situações random. E... era "mor" para aqui, "mor" para ali, "mor" para acolá. Não sei. Era estranho. 

Não me identifico com essa nomeclatura fofinha a toda a hora; não digo que não se diga Amor!, mas pessoalmente nunca me dirigi a ninguém assim (sim, devo ser traumatizada, ou então um coração de gelo) e então em substituição do nome próprio... lol... de todo mesmo. 

Pode-se chamar alguém carinhosamente claro, algum termo engraçado e fofo, ou o "inho" ou "inha" no fim (que, de qualquer modo, me lembra sempre a maneira como chamamos os nossos filhos ou seres mais indefesos, não propriamente o nosso par romântico que está ao nosso nível). 

Mas "mor" a toda a hora? A pessoa não tem nome?

É mais queque assim? Ou mais fino? Ou mais cool? Ou ama-se mais porque se diz essa palavra a toda a hora??

Ah!, isso lembra-me quem tem no telemóvel o nome do namorado ou marido etc escrito como "Amor" ou outras cenas do estilo. Tens um marido que se chama João, mas o nome que aparece no telemóvel é "Amor". Quem vir já sabe que a pessoa é o amor... ou um amor... ou isso tudo. Mas não sabe o nome. 

A pessoa tem um treco na rua, queremos ajudar, e vamos telefonar ao... Amor. E não ao João, António, José, Martim, etc... "Está lá? Sr. Amor? Era só para dizer que venha para casa, ou vá ter ao hospital, porque a Marta caiu redonda no chão, ou partiu uma perna, etc."

"Amor". "mor". "loves", etc...

É porque deve ser "suposto" tratar assim, imagino. Assim mostra-se ao mundo o quão apaixonado se está, o quanto se ama...


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