Fui buscá-lo e levei na mão um hoodie quentinho. Estava frio e ele estava só de T-shirt e uma camisa leve em cima.
Apesar do meu eterno esforço e insistência, não o vestiu. Estava bem, não estava frio, etc etc. Sorria e ignorava as minhas ameaças fofas que não metem medo a ninguém. Sorria e fez o caminho todo desde as lojas até ao carro a abraçar-me, com o braço em cima do meu ombro, sem qualquer vergonha ou embaraço de estar ali comigo (afinal, estar agarrado à mãe não deve ser muito cool...).
E assim fomos e lá fui desistindo, a cada passo, de o ver a vestir aquilo nem que fosse para me confortar o coração friorento e preocupado.
Mas pronto, ele confortou-me a alma, não me queixo. E aproveitei e agarrei-lhe a cintura o mais que consegui para o ter perto mais uns bocadinhos, já que hoje em dia já vão sendo raros.
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