Mais uma noite.
Mais uma direta.
Direta das quase 11h da noite às 7 da manhã.
Sem encontrar posição, a tentar não pensar em nada, mas com o corpo ainda em super estado de alerta sem conseguir descansar.
Ponto positivo: não chorei.
São 3 dias sem dormir absolutamente nada. Olheiras até aos pés, cinzentas-azuladas... nem sei de que cor são. Papos inchados.
Mas não chorei.
Quando me levantei hoje não estava escuro, estava alguma luz (mas não sol). Ajuda a animar.
Perguntaram-me: dormiste bem?
Respondi apenas: Não.
Não quis acrescentar mais nada. Não há nada a explicar ou inventar. Não, não domi bem. De facto não dormi mesmo nada, zero. Mas essa informação não interessa.
Já não me foi perguntado mais nada de volta. Acho que o meu tom foi: não quero mais perguntas.
Outro ponto positivo: o gato veio novamente dormir comigo. Já o tinha feito há uma semana, por aí. É muito muito raro fazê-lo. Curiosamente da outra vez que o fez foi também num momento em que parecia o fim do mundo (e era o começo do fim do mundo, eu é que ainda não tinha percebido). Esta noite, a meio da noite foi-se aninhar novamente ao lado das minhas pernas, encosta o lombo ali e sinto o peso dele e sinto-o a descontrair para dormir. Já da outra vez pensei o mesmo que pensei hoje: é curioso como os animais parecem detetar o nosso estado de espírito, quando precisamos de.. alguma coisa.. algum sinal.. algum conforto. As pessoas dizem que as crianças são o melhor do mundo. Acho que são uma coisa incrível sim, especialmente as nossas que são parte de nós, mas o melhor do mundo continuo a achar que são os animais. Aquela pureza toda não se encontra em mais lado nenhum. Acho que foi por isso que quis incluir um animal no meu novo desenho. É o símbolo de algo puro e simples.
Sinto-me mais calada do que o normal. Sem chorar, mas em silêncio absoluto. Não quero ouvir música ou podcasts, nada nos ouvidos. Quero silêncio.
Ao trabalho.
Sem comentários:
Enviar um comentário