A música é linda. O vídeo é delicioso. Can't get enough.
Sweets for my Sweets
Doces para os meus doces... Um diário bem docinho sobre a vida d.M (depois da Maternidade)
sábado, 29 de março de 2025
Desabafo
Adoro ir a feiras e feirinhas. Coisas de aldeia ou coisas mais refinadas. Tanto me faz.
Hoje fui a um mercado muito conhecido que apresenta novidades 4 vezes ao ano (as estações do ano). Adorei tudo; estava tudo muito giro e colorido; um bocado crowded demais, mas é o que é, é aceitar que está bom tempo e as pessoas saem à rua; havia marcas de roupa, de sapatos, de malas, de bujigangas, de joalheria, de meias, de cosméticos, de decoração, de comida - tudo o que possam imaginar,. E não vou dizer que não é inspirador ver aquelas pessoas todas a empreender e mostrarem os seus trabalhos. É. E o local era verdejante e lindo. Mas...
... desmotiva qualquer um (pelo menos a mim!) olhar para o preço de, por exemplo, uma camisa de manga curta e ver no preço 79 €... E depois olho para os calções do conjunto (um pedaço de tecido bem curto) e estão marcados 69 €.
Mas... está tudo maluco?
A malta perdeu a noção?
Aquela empresa tem clientes?
Voltam esses clientes?
Fidelizam-se?
A empresa tem lucro?
Ou aquilo são hobbies e não pretendem faturar nada?
Ou de facto há um público rico que não se importa de gastar uma fortuna numa camisa simples beje?
Não percebo.
Birdy - Keeping Your Head Up
O que é que se passa que só ando a descobrir miúdas incríveis?
Adoro isto!
Nova coqueluche
Holly Humberstone - Scarlett
Descobri isto por acaso no Spotify.
Simplesmente adoro.
Adoro a música, a vibe da rapariga, o tom do vídeo, tudo.
Já está na minha playlist de ouvir para correr ou para ouvir aos berros enquanto guio.
P.S. Absolutamente adorava guiar um camião daqueles (vídeo). Quando era miúda o meu avó teve durante uns tempos uma carrinha enorme, super alta. Levava ali coisas da quinta ou da loja. Um dia pude ir no banco da frente (aqueles que eram corridos e onde cabem 3 pessoas e onde não há cintos). Parecia que estava no topo do mundo. Adorei!
sexta-feira, 28 de março de 2025
O violinista
Olá meus caros,
Como sabem sou uma sucker por boas histórias. E hoje trago-vos uma boa e curta história. Verídica e que me deliciou quando o protagonista ma contou.
Aqui há uns 2 anos fui a um almoço de família alargada. Já não me recordo bem qual era o propósito do evento. A minha família alargada tem um elemento que é músico e nesse dia levou 2 amigos (músicos também) para tocarem algo para toda a gente.
Eu não conhecia os senhores de lado nenhum, mas calhou estarmos na mesma mesa redonda (a minha sorte!), que nem os cavaleiros da Távola Redonda. Eu caladinha que nem um rato, completamente à parte, a ouvir a conversa já que sou uma excelente ouvinte e não tinha realmente nada para dizer. Eles partilhavam entre si histórias engraçadas de concertos que tinham dado etc e tal. Ambos eram violinistas e estavam um bocado a armar-se numa de "a nossa vida é tão interessante e na viagem para tocar não sei onde aconteceu isto e aquilo". Ambos tinham os violinos consigo, pousados ao seu lado.
A certa altura alguém perguntou: "É esse o tal violino?". E um deles: "Sim, é, agora toco sempre com ele." Que nem um cãozinho que ouviu a palavra "biscoito" quase senti as minha orelhas levantarem-se. Tremeram de excitação.. "o tal violino? que tal? o que tinha o violino?" Olhei para a caixa e era uma caixa velha, madeira gasta. O tal senhor tirou o violino de lá e, para mim, nada a apontar: um simples violino também ele com ar gasto e antigo, bastante usado.
A conversa continuou: "Então mas ó X, já o meteste no seguro? Já está coberto? quanto é que te pagam se o perdesses ou se se estragasse?". Eu a leste, sem perceber nada. Porque raio teria ele um seguro para aquele violino. Perdi a vergonha, a curiosidade falou mais alto, meti então conversa e perguntei o que tinha aquele violino de especial. E a minha curiosidade foi saciada.
Há algum tempo atrás esse músico (um homem muito magro, normal, nariz comprido, cabelo liso com risca ao meio) tinha tocado em alguns bares num cidade qualquer estrangeira (não me lembro já dos vários pormenores da história, mas o tom geral do que vou contar aconteceu mesmo). Ele tocava violino volta e meia em alguns sítios.
Uma noite, uma senhora mais velha que o tinha visto tocar algumas vezes, no fim da atuação foi falar com ele. O falecido marido dela também tocava violino e ela não o queria deitar fora ou dar/vender a qualquer pessoa. Era um instrumento que fora muito querido e ela queria passá-lo a alguém que pudesse dar uma vida especial ao som que saía dali.
Como gostou do sentimento que esse músico transmitia ao tocar... achou que ele seria um bom canditado. Ele concordou, dado que era algo especial para ela. Combinaram então que um dia ela lhe traria o violino. O violino foi entregue (foi literalmente dado) e rumaram para Portugal novamente. Um dia, por curiosidade, perguntaram-lhe porque é que ele não levava o violino a ser avaliado dado que tinha um excelente som. O músico assim o fez. E pasme-se... era um instrumento valiosíssimo, de uma marca super valorizada no meio, já com bastantes anos e uso o que lhe dava ainda mais valor. Era um violino bastante antigo, e ele conseguiu arranjar os papéis e certificado a comprovar a origem e valor do dito. Disse-me que nunca iria vender o violino, que tinha feito o seguro por uma questão de assegurar um bem valioso, mas que queria continuar a tocar com ele, e continuava a levá-lo para todos os lados.
A história é só essa. Na altura contei-a fascinada a algumas pessoas, inclusive da família mais próxima. Todos acharam piada e passaram à frente. Era apenas uma história engraçada, uma coincidência.
Eu não passei à frente...
Enquanto o músico me contava esta história simples, a minha mente visualizava já o cenário do bar onde ele tocava, as pessoas a passearem lá fora em noites frias, um toque de jazz no fundo, a senhora a ouvi-lo várias noites seguidas, a bebida que segurava ao ouvi-lo, o seu aspeto (para mim tinha cabelo comprido enrolado num carrapito e ar boémio mas simples e muito envelhecido), ela a contar-lhe coisas do marido, ele a ouvi-la porque não queria ser mal-educado mas a desejar ir rapidamente para casa porque estava cansado... Essas coisas. Imaginei a vida que ele teria meses antes deste encontro se dar e de ter nas mãos o seu novo violino mistério. Talvez uma história de amor fugaz, talvez um antigo amor redescoberto, talvez o enfrentar um amor de anos que estava a acabar... Qualquer coisa podia ser. Quase cheguei a ouvir a música, na minha cabeça, que tocava se esta história fosse um filme. Um filme tom francês noir. Isto bem explorado e com uns pozinhos extra daria um excelente filme. Era só construir uma boa história romântica à volta dele. O violino era só o mote.
Para todos à minha volta foi apenas uma curiosidade gira de se contar. Para mim foi todo um romance/filme que se desenrolou na mente.
Se calhar devia escrever uma história sobre isto. Porque para mim esta história é só incrível!
sexta-feira, 21 de março de 2025
Ser "casa" de alguém
Olá meus caros,
Às vezes há pessoas que nos tocam profundamente. Surgem na nossa vida e não sei porquê há aquela sensação de que podemos falar de tudo livremente, sem julgamentos, sem nos contermos. Porque sabemos que mesmo que achemos que o que o outro está a dizer é parvo ou não faz sentido, mesmo que discordemos totalmente, sabemos que podemos discordar e dar a nossa opinião e talvez até ser bruto/a ou direto/a na maneira como o fazemos, que mesmo assim a outra pessoa ouvirá e vai digerir a informação e vai-nos dizer sempre o que pensa.
Se tiverem alguém assim na vossa vida (um amor, uma grande amizade, o que for) mantenham-no/a perto.
Saber que somos casa (espiritual, emocional, entre outros) de alguém... vale ouro. Se for recíproco, ainda melhor.
A vida é feita disso, senhores. Não interessa o tamanho da nossa casa, quintal, se temos muita roupa ou pouca. Isso são tudo bens materiais que no fim de contas nada valem para a nossa alma (acredito piamente nisso, daí não ter grandes objetos ou bens a que seja agarrada). São coisas boas, mas não são essenciais. O que interessa são as relações que criamos com os outros.
E tu aí desse lado, se estás a ler isto é porque de certeza que fazes parte da minha pequeníssima lista de casa. 💓
quinta-feira, 20 de março de 2025
"Horários trocados"
Horários trocados...
Horas sem fim...
Fim à vista?...
Ou vista sem fim?...
Troquei as horas?
Ou elas trocaram-me a mim?
Foi uma piada do destino?
Ou os deuses a rirem-se de mim?
Foi um dia a uma hora
Viu-se a hora a passar
E transformaram-se as horas
As horas passam devagar
E a vida, essa segue
Sempre a tecer e a tramar