quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Me

Sinto-me esgotada. 

Em 2 dias parece que me sugaram a energia do ano todo. 

Estou provavelmente no ponto mais baixo e incerto a todos os níveis. Se o trabalho corre mal, o amor ainda pior (se bem que para fora pareço estar super bem - e falo em amor, e não em vida estável).

Sinto um peso no peito e uma ansiedade como há muito não sentia. Se dantes conseguia dar a volta a qualquer questão emocional porque o meu cérebro sobrepõe-se às emoções... desta vez não estou a conseguir. Por muito que por muitas vezes já tenha sentido que era isso que devia fazer, dar a volta. Já muitas vezes tive a razão a chamar-me de volta, a lembrar tudo o que pode ser negativo (mais, eu própria invocava isso racionalmente mesmo para me convencer). Mas está a ser difícil usar a razão.

Hoje de manhã (e porque até dava) pedi para não ser eu a levar os filhos à escola. Não me conseguia levantar. Tenho o corpo pesado, custa-me a levantar a mão, a levantar os braços... Hoje não consegui fazer o jantar. Desencantou-se alguma coisa rápida porque tinha de ser, havia miúdos para comer. Comi porque tinha de ser. Não tenho qualquer fome.

Olho-me ao espelho. Pareço um cadáver de olheiras muito fundas. Fui sair para um almoço e tive de carregar mais no blush e no resto da maquilhagem. Para parecer que estava viva. Não sei se fui muito bem-sucedida. 

Tenho os lábios sem qualquer cor. Desapareceu... Já são claros, mas agora parece que saiu qualquer tipo de vida deles. É estranho. Estão estranhos.

Passei o almoço a falar de trabalho e projetos e de como podemos colaborar. Mas é tudo um ponto de interrogação.

Tal como o resto.

O meu caminho está preso a ti. 

Lamento.

Por ti e por mim.

Não sei como será o jantar que tenho para comemorar um aniversário. O aniversário de alguém que vi 3 vezes na vida. A comemorar com pessaos que vi igualmente esse número de vezes ou menos.

Não quero fazer nada. Não quero sorrir.

Hoje fiz um esforço para sorrir à minha amiga. Ela está com a vida a recomeçar a correr bem e quis animá-la e puxá-la para cima. Ela não sabe dos meus problemas e nem tem de saber.

Tudo agora é um esforço.

Abrir o computador para trabalhar.

Ir fazer comida (não tenho qualquer vontade, já ando assim há 1 semana)

É como se nada me interessasse.

Não me interessa que horas são, o que se vai fazer, ver, nada. 

Tudo, literalmente tudo é um esforço.

Literalmente queria ficar na cama o dia todo a dormir. 

Provavelmente é o que irei fazer no fim de semana. Pelo menos as manhãs.. ficar até não poder mais. Porque levantar-me é enfrentar a realidade.

E fonix... a realidade é dura.

Só quero dormir e chorar. 

Mais nada. 


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