terça-feira, 17 de maio de 2016

E já está!

É oficial.
20 meses de P.
Desde há 1 semana que já consegue abrir portas e já não há sossego.
Cancelas instaladas logo no dia a seguir lol

quinta-feira, 12 de maio de 2016

50 Shades of Grey

Já vos disse que vi há umas semanas, finalmente!, o 50 Shades of Grey?
















Devia ter as minhas expectativas tão baixas, depois de tudo o que se disse, mas tão baixas mesmo, que... até achei o filme fofinho. Ahahah! Aquilo... pronto... era um romance... com umas cenas mais picantes lá pelo meio, mas nada de bradar aos céus (no bom ou no mau sentido).
Ah e também achei que tinha uns salpicos de comédia. Pelo menos sempre que a moça mordia os lábios eu partia-me a rir. Deu-me para isso, o que se vai fazer... Imaginava o realizador a gritar-lhe "e agora... morde os lábios pá! Morde!! MOR-DEEE!!". Ele olhava para ela e zás: ela mordia o lábio. Ela imaginava qualquer coisa com ele e zás, mordia o lábio. Ela ia de encontro ao elevador e zás... mordia o lábio. (lol pronto, aqui exagerei, isso nunca aconteceu, mas talvez tenha acontecido ela ver o sofá dele e zás... morder o lábio) Ahahahaha!
Ou seja, deu para rir, foi giro ver algumas pequenas coisas de sadomaso, e no fim eu só pensava "Vai atrás dela, vai atrás delaaaaaaaaaaaaaaa!!!". (a minha veia romântica está sempre lá).
50 Shades - check! visto! done.

p.s. Ah, mas devo dizer que ela estava perfeita no seu papel, já há muito que não via uma atriz com um ar tão inocente.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

E o "romance" continua...

Mais uma noite em que vais gemendo, já nem sei porquê. Estás a tomar antibiótico... Não está a funcionar? dá-te assim tanta má disposição? Numa noite não te deixo vestido com tanta roupa, "deve ter calor". Na outra volto a vestir-te mais, "se calhar tem frio". Na outra ainda ponho-te um gel nas gengivas, "são os 2 dentes que estão agora a nascer". E as noites sucedem-se, os gemidos, o desconforto, e com isso a minha preocupação, as voltas na cama. E hoje acordas sem a tua boa disposição matinal. Resmungas, choramingas, passas do estado alegre ao da choradeira, queixas-te de qualquer coisa que não sei o que é. Não te compreendo. Queria tanto que me dissesses o que se passa.
Vejo o teu desconforto, na escola também vêem o teu desconforto. Mas continuas sem febre. Mas continuas queixoso.
Deixo-te na creche com o coração feito em mil pedaços e a bater forte. Olhas para mim resignado, já nem choras, já sabes que não volto atrás, já sabes que te deixo ali e só volto mais tarde, bem que podes chorar que não adianta. Ainda tenho na minha mente o teu olhar pálido, quase sem expressão, resignado. Estas obrigações do ter de ir trabalhar no matter what deviam ser abolidas. Ninguém devia ter de abandonar os filhos quando se sabe que eles não estão bem, não há sentimento pior. Devíamos poder dizer (e fazer): hoje fico em casa porque a minha criança precisa de mim. Ontem quando o fui buscar ficou como novo, estava contente, no carro "falava" comigo, às vezes também acho que tem saudades. Mas depois da euforia do vieste buscar-me! lá volta a choradeira sem razão aparente, as queixas. E fico eu "rezingona", com menos paciência para o M. (esta semana anda um bocado negligenciado...), irritada com o T.
Diz-me o que tens batatinha fofo, que esta incógnita está a matar-me...

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Os sorrisos matinais

Escrevo isto porque reparo que o teu irmão também fazia o mesmo quando era pequeno.

Meu querido P., fico sempre aliviada, surpresa, agradecida e apaziguada, quando, depois de uma má noite (praticamente sem dormir), com choradeiras à mistura ou incomodações visíveis, te vou acordar. Ainda dormes, cansado da azáfama nocturna, mas quando te chamo docemente, só te vejo a levantar a cabecita linda e a sorrires para mim. Umas vezes levantas logo os braços para saíres dali, outras rebolas na cama com sono, mas já com um sorriso maroto.
Sei que me adoras ver de manhã. É um sentimento mútuo. És o meu bebé e aqueces-me o coração quando te vejo. Ver que acordas bem disposto acalma o meu ser cansado. Penso sempre que tudo vale a pena perante a tua boa disposição matinal. Meu amorzinho fofo, és o maior!

"A Aldeia Quase Perfeita"

A ver meus caros/as :)

Muito, muito giro! Mais um filme que comprova que o cinema francês é dos melhores que anda por aí. Este é uma comédia muito boa!
http://cinecartaz.publico.pt/Filme/347649_uma-aldeia-quase-perfeita




sexta-feira, 6 de maio de 2016

O Mosquito! (e otites)

(ai vida... não... não me digas que tenho outro filho paranóico com mosquitos)

E pronto. Após 5 dias de tosse constante, diurna e nocturna, após toda a gente a dormir 1 na escala de 1 a 5, eis que esta noite o P. nos deu o golpe de misericórdia. E não tossiu uma única vez!!
Mas acordou umas 4x a chorar baba e ranho. Não acalmava e sempre que eu ia lá era bracitos no ar imediatamente. Acalmava logo no colo... 20 ou 30 minutos ali, cama. Daí a 1h... buáááaááá!!! My God... Foi duro. Demos biberão, não queria! Deixámos chorar um bocado, não acalmava. Dávamos colo...acalmava, mas voltava a berrar passado um tempo.
A certa altura, enquanto o acalmava sentada no cadeirão, ouvi um mosquito! E fez-se luz! E pensei: Oh nãoooooooooooooooooo!!! Desejo sinceramente que este circo de hoje não se repita com a mosquitada que aí vem com o tempo húmido e quente. Seria giro seria. O mais velho já acalmou com os pesadelos dos mosquitos, era só o que faltava que este fosse igual!
Ou seja, hoje vou já à Chicco comprar, a correr, aqueles ultra-sons contra os mosquitos!
É que é já!!

UPDATE (passados 2 dias)
Não, não era um mosquito... era uma bela otite a instalar-se num ouvido!! Mas foi apanhada a tempo e, embora medicado, já está na escola. Em vez de me queixar vou só dizer que fico contente por ter passado 3 meses sem qq otite, a média já está a melhorar. Também devo dizer que tinha um feeling que algo iria acontecer dado que ele está com 2 dentolas a sair há imenso tempo.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

O senhor Fernando

O senhor Fernando, chamemos-lhe assim, trabalha aqui mesmo ao lado há uns 4 meses. Cabelo todo branco, simpático, calmo, atento ao que se passa à sua volta. Precisa de tirar os óculos para ler coisas no telemóvel, tem alergias, escreve no seu computador com a cabeça quase colada a este, é culto e cordial. Passado uns tempos da sua vinda, fiquei a saber que lhe tinha morrida a esposa (!).
E... pasmem-se, só tinha passado 1 mês desde essa fatalidade.
Fiquei surpresa e admirada pela sua presença de espírito: decidido a não ficar em casa deprimido, veio trabalhar para aqui, ao pé de nós. Não está cá todos os dias, mas quando está, dá gosto. Faz-me alguma companhia e pelos vistos eu a ele. Sempre que me apanha sozinha lá vão 2 ou 3 dedos de conversa. Conversas simples sobre coisas simples.
Aqui há tempos disse-me "Sabe...desculpe estar a interrompê-la... mas sabe... humm... faz hoje 3 meses que a minha esposa faleceu...". Gaguejei enternecida. O que dizer face a isto? O que dizer a um homem mais velho, com bem mais experiência de vida do que eu (que fujo da ideia da Morte como do Diabo) e cujo amor desapareceu há tão pouco tempo? Sou péssima nestas coisas. Mesmo. Na altura o que me saiu foi um "Lamento..." meio triste meio não sei bem o que dizer, alguém me acuda. E fui sincera "Não sei o que lhe hei de dizer...desculpe." E ele respondeu-me uma coisa tão verdadeira... "Não faz mal. Já está a ouvir e isso é bom."
Apeteceu-me abraçá-lo e dizer aqueles clichés de que tudo vai melhorar. Mas nem tenho à vontade para isso, nem queria vê-lo a chorar (bem sei o poder de uma mão no ombro ou de um abraço quando estamos vulneráveis). E... que sei eu sobre isso? Eu que me fechei sempre em copas quando os meus avós morreram, que não consigo lidar nada bem com a Morte. Eu que FELIZMENTE ainda tenho pais, tenho o meu companheiro comigo, tenho os meus lindos filhos, tenho os amigos todos vivos. Todos de boa saúde.
Ontem, sozinhos, voltou a virar-se para mim. "Sabe, a minha esposa faleceu faz hoje 4 meses."
O meu coração ficou mais uma vez pequenino e bateu com força. Que digo agora? Pergunto se está a custar muito? Claro que sim. Óbvio. Sei que está sozinho em casa, tem o filho e o neto longe.
Resolvi então encher-me de coragem e perguntei-lhe de que tinha falecido a esposa. Foi o melhor que fiz. Falou sobre os problemas de saúde dela, que já vinham de nascença e que com a idade tinham deteriorado o corpo. Mostrou-me a fotografia de uma linda senhora, elegante e composta. Falou-me dela. Falou-me do filho. Vi fotografias do neto. Partilhou mais um bocadinho da sua vida. Não partilhei a minha, aquele momento era dele.
Em jeito de conclusão disse-me "Enfim... é assim a vida". Respondi algo como "É como se diz por aí... o melhor é aproveitarmos todos os bocados bons do dia a dia, não é?". "É isso mesmo" respondeu-me pensativo. "É isso mesmo."
Quando mais tarde saíamos do escritório, não soube bem o que lhe dizer . Tenha o resto de um bom dia? Eu sabia que ele estava a ter um mau dia, um dia triste. Então disse-lhe uma coisa um bocado parva. "Até amanhã... Sr. Fernado...humm... lamento... os meus sentimentos." como se a esposa tivesse acabado de falecer.
Sei lá. Continuo, nos meus quase 40 anos, sem saber bem o que se diz a alguém que perdeu quem ama. Que frase tão idiota. Desculpe-me Sr. Fernando. Cá nos vemos amanhã.