O senhor Fernando, chamemos-lhe assim, trabalha aqui mesmo ao lado há uns 4 meses. Cabelo todo branco, simpático, calmo, atento ao que se passa à sua volta. Precisa de tirar os óculos para ler coisas no telemóvel, tem alergias, escreve no seu computador com a cabeça quase colada a este, é culto e cordial. Passado uns tempos da sua vinda, fiquei a saber que lhe tinha morrida a esposa (!).
E... pasmem-se, só tinha passado 1 mês desde essa fatalidade.
Fiquei surpresa e admirada pela sua presença de espírito: decidido a não ficar em casa deprimido, veio trabalhar para aqui, ao pé de nós. Não está cá todos os dias, mas quando está, dá gosto. Faz-me alguma companhia e pelos vistos eu a ele. Sempre que me apanha sozinha lá vão 2 ou 3 dedos de conversa. Conversas simples sobre coisas simples.
Aqui há tempos disse-me "Sabe...desculpe estar a interrompê-la... mas sabe... humm... faz hoje 3 meses que a minha esposa faleceu...". Gaguejei enternecida. O que dizer face a isto? O que dizer a um homem mais velho, com bem mais experiência de vida do que eu (que fujo da ideia da Morte como do Diabo) e cujo amor desapareceu há tão pouco tempo? Sou péssima nestas coisas. Mesmo. Na altura o que me saiu foi um "Lamento..." meio triste meio não sei bem o que dizer, alguém me acuda. E fui sincera "Não sei o que lhe hei de dizer...desculpe." E ele respondeu-me uma coisa tão verdadeira... "Não faz mal. Já está a ouvir e isso é bom."
Apeteceu-me abraçá-lo e dizer aqueles clichés de que tudo vai melhorar. Mas nem tenho à vontade para isso, nem queria vê-lo a chorar (bem sei o poder de uma mão no ombro ou de um abraço quando estamos vulneráveis). E... que sei eu sobre isso? Eu que me fechei sempre em copas quando os meus avós morreram, que não consigo lidar nada bem com a Morte. Eu que FELIZMENTE ainda tenho pais, tenho o meu companheiro comigo, tenho os meus lindos filhos, tenho os amigos todos vivos. Todos de boa saúde.
Ontem, sozinhos, voltou a virar-se para mim. "Sabe, a minha esposa faleceu faz hoje 4 meses."
O meu coração ficou mais uma vez pequenino e bateu com força. Que digo agora? Pergunto se está a custar muito? Claro que sim. Óbvio. Sei que está sozinho em casa, tem o filho e o neto longe.
Resolvi então encher-me de coragem e perguntei-lhe de que tinha falecido a esposa. Foi o melhor que fiz. Falou sobre os problemas de saúde dela, que já vinham de nascença e que com a idade tinham deteriorado o corpo. Mostrou-me a fotografia de uma linda senhora, elegante e composta. Falou-me dela. Falou-me do filho. Vi fotografias do neto. Partilhou mais um bocadinho da sua vida. Não partilhei a minha, aquele momento era dele.
Em jeito de conclusão disse-me "Enfim... é assim a vida". Respondi algo como "É como se diz por aí... o melhor é aproveitarmos todos os bocados bons do dia a dia, não é?". "É isso mesmo" respondeu-me pensativo. "É isso mesmo."
Quando mais tarde saíamos do escritório, não soube bem o que lhe dizer . Tenha o resto de um bom dia? Eu sabia que ele estava a ter um mau dia, um dia triste. Então disse-lhe uma coisa um bocado parva. "Até amanhã... Sr. Fernado...humm... lamento... os meus sentimentos." como se a esposa tivesse acabado de falecer.
Sei lá. Continuo, nos meus quase 40 anos, sem saber bem o que se diz a alguém que perdeu quem ama. Que frase tão idiota. Desculpe-me Sr. Fernando. Cá nos vemos amanhã.
Doces para os meus doces... Um diário bem docinho sobre a vida d.M (depois da Maternidade)
quinta-feira, 5 de maio de 2016
quarta-feira, 4 de maio de 2016
Madona?
Este não é o melhor ângulo que já vimos da cantora, pois não? Moça...já tens idade para teres juízo, não estás num concerto teu. :P
segunda-feira, 2 de maio de 2016
Dia da Mãe
E foi mais um lindo dia (e cheio!) em família, com as mães.
Parabéns mães! Mães nossas e mães de todos os outros pelo mundo fora.
Parabéns especialmente à minha linda mãe, obrigada pela paciência, carinho, amor e educação! És obviamente a melhor mãe do mundo!
E parabéns a mim que passo por mais um ano como mamã (a palavra que mais oiço quando estou com os meu filhotes).
Obrigada minhas pulgas por me fazerem infinitamente feliz, cansada e passada às vezes (ahahaahah) :P Obrigada por me fazerem ver a vida por outro prisma (desde que o primeiro nasceu). E por me mostrarem como as crianças são tão diferentes umas das outras (desde que o segundo nasceu). Por me fazerem ver como se experimenta o mundo com novos olhos e me fazerem viver de novo por causa disso. Um beijoca bem melosa (aliás 1000) daqui da vossa mãe-galinha!
Parabéns mães! Mães nossas e mães de todos os outros pelo mundo fora.
Parabéns especialmente à minha linda mãe, obrigada pela paciência, carinho, amor e educação! És obviamente a melhor mãe do mundo!
E parabéns a mim que passo por mais um ano como mamã (a palavra que mais oiço quando estou com os meu filhotes).
Obrigada minhas pulgas por me fazerem infinitamente feliz, cansada e passada às vezes (ahahaahah) :P Obrigada por me fazerem ver a vida por outro prisma (desde que o primeiro nasceu). E por me mostrarem como as crianças são tão diferentes umas das outras (desde que o segundo nasceu). Por me fazerem ver como se experimenta o mundo com novos olhos e me fazerem viver de novo por causa disso. Um beijoca bem melosa (aliás 1000) daqui da vossa mãe-galinha!
quinta-feira, 28 de abril de 2016
O dia em que me ia matando!
Pois é verdade. É verdade que os pais fazem tudo pelos filhos e embora o título disto seja um bocado dramático em relação à simplicidade da história :P foi assim que eu me senti na altura.
Ora bem. É preciso dizer que em minha casa ainda não há cancelas nas escadas para proteger a criançada. É algo que está na lista do to-do mas que ainda não do nada... Primeiro porque o raio das escadas são suis generis e porque até agora não houve muita urgência (o M. já é um miúdo crescido e pode descer e subir as escadas quando bem lhe apetece sem que fiquemos apreensivos), e, segundo, porque o P. sempre que vai para o piso superior tem-nos a nós colados, e porque ainda não há o risco de ele sair do quarto a meio da noite (ainda dorme no berço com grades).
Ora bem. Estava eu e o resto da famelga, numa bela manhã, no piso superior da nossa casa, depois de biberão do P. tomado na cama, etc e tal, quando, depois de vestirmos o pikeno, começamos a ir para baixo. O macho adulto da casa foi antes ao nosso quarto buscar qualquer coisa e os miúdos seguiram-no. Tudo controlado. Ou pelo menos assim achava eu. A fêmea adulta da casa ficou literalmente 2 segundos para trás, no outro quarto a arrumar algumas roupas, quando vê a pulga pequena, repentinamente, fazer um desvio e dirigir-se às escadas. O desvio foi tão rápido que lhe ia dando uma coisita má... Só eram precisos uns 6 passos dele e estava à beira da escada e a olhar para o precipício. Ela dá um berro (um som estranho, mistura de grito assustado, a chamar pelo pai, com som de mãe-galinha boc!), e só tem o instinto de correr (eu diria literalmente amandar-se para fora da porta, assim tipo à guarda-redes) e tentar alcançar a cria antes que esta se estampasse escadas a baixo.
A cria, talvez por causa do grito, pára e olha para trás. O macho alfa da casa, que de repente já estava ali ao lado, pega nela rapidamente, e a mãe-galinha cai para o chão a soluçar, mix de imaginar o que podia ter sido com uma dor horrível no braço e no pé (pensei que tinha partido os dedos!!). Tinha batido com força na ombreira da porta durante o "processo de salvamento".
Jesus... que dores! Até tremia.
Conclusão: um braço com uma nódoa negra do tamanho do mundo, bem pisada e gira. E um dos dedos do pé todo negro (agora já está meio rosa/violeta). A coisa boa: acho que não parti nada. E a coisa melhor ainda? foi apenas um susto e a cria lá continuou a sua vida.
Mas a coisa mesmo mesmo boa? Foi ver a reacção do M. Ficou ali o tempo todo comigo sentado no chão, à espera que a coisa melhorasse (sim, deitei umas lagrimitas) e a perguntar se ainda doía. O meu filhote esteve ali ao meu lado, foi solidário, caneco! E isso fez com que eu rebentasse de orgulho. O meu miúdo é mesmo bom rapaz!
Que diferença. Aqui há 1 ano ou 2 ele continuaria na dele a brincar, sem ligar nenhuma, sem noção das dores dos outros. Está mesmo crescido. Ele não podia fazer nada, mas ficou solidário. Fiquei muito feliz pela atitude. Fiquei a imaginar se fosse um colega que se tivesse aleijado a sério. Provavelmente ele também ficaria ali a dar-lhe apoio ou então iria chamar alguém.
Conclusão: nas coisas menos boas podemos sempre ter momentos bons.
Ah! e conselho: não deixem de fazer hoje o que podem fazer amanhã. Isto é mais para moi même que nunca mais me aplico a ver uma solução para o raio das cancelas... Já estou a ver o P., daqui a uns tempos, já sem estar no berço, à noite a levantar-se e a resolver ir passear...
Cancela!! Cancela!! Temos de ir ver da cancela!
P. - 19 meses
M. - 5 anos (quase quase 6)
Ora bem. É preciso dizer que em minha casa ainda não há cancelas nas escadas para proteger a criançada. É algo que está na lista do to-do mas que ainda não do nada... Primeiro porque o raio das escadas são suis generis e porque até agora não houve muita urgência (o M. já é um miúdo crescido e pode descer e subir as escadas quando bem lhe apetece sem que fiquemos apreensivos), e, segundo, porque o P. sempre que vai para o piso superior tem-nos a nós colados, e porque ainda não há o risco de ele sair do quarto a meio da noite (ainda dorme no berço com grades).
Ora bem. Estava eu e o resto da famelga, numa bela manhã, no piso superior da nossa casa, depois de biberão do P. tomado na cama, etc e tal, quando, depois de vestirmos o pikeno, começamos a ir para baixo. O macho adulto da casa foi antes ao nosso quarto buscar qualquer coisa e os miúdos seguiram-no. Tudo controlado. Ou pelo menos assim achava eu. A fêmea adulta da casa ficou literalmente 2 segundos para trás, no outro quarto a arrumar algumas roupas, quando vê a pulga pequena, repentinamente, fazer um desvio e dirigir-se às escadas. O desvio foi tão rápido que lhe ia dando uma coisita má... Só eram precisos uns 6 passos dele e estava à beira da escada e a olhar para o precipício. Ela dá um berro (um som estranho, mistura de grito assustado, a chamar pelo pai, com som de mãe-galinha boc!), e só tem o instinto de correr (eu diria literalmente amandar-se para fora da porta, assim tipo à guarda-redes) e tentar alcançar a cria antes que esta se estampasse escadas a baixo.
A cria, talvez por causa do grito, pára e olha para trás. O macho alfa da casa, que de repente já estava ali ao lado, pega nela rapidamente, e a mãe-galinha cai para o chão a soluçar, mix de imaginar o que podia ter sido com uma dor horrível no braço e no pé (pensei que tinha partido os dedos!!). Tinha batido com força na ombreira da porta durante o "processo de salvamento".
Jesus... que dores! Até tremia.
Conclusão: um braço com uma nódoa negra do tamanho do mundo, bem pisada e gira. E um dos dedos do pé todo negro (agora já está meio rosa/violeta). A coisa boa: acho que não parti nada. E a coisa melhor ainda? foi apenas um susto e a cria lá continuou a sua vida.
Mas a coisa mesmo mesmo boa? Foi ver a reacção do M. Ficou ali o tempo todo comigo sentado no chão, à espera que a coisa melhorasse (sim, deitei umas lagrimitas) e a perguntar se ainda doía. O meu filhote esteve ali ao meu lado, foi solidário, caneco! E isso fez com que eu rebentasse de orgulho. O meu miúdo é mesmo bom rapaz!
Que diferença. Aqui há 1 ano ou 2 ele continuaria na dele a brincar, sem ligar nenhuma, sem noção das dores dos outros. Está mesmo crescido. Ele não podia fazer nada, mas ficou solidário. Fiquei muito feliz pela atitude. Fiquei a imaginar se fosse um colega que se tivesse aleijado a sério. Provavelmente ele também ficaria ali a dar-lhe apoio ou então iria chamar alguém.
Conclusão: nas coisas menos boas podemos sempre ter momentos bons.
Ah! e conselho: não deixem de fazer hoje o que podem fazer amanhã. Isto é mais para moi même que nunca mais me aplico a ver uma solução para o raio das cancelas... Já estou a ver o P., daqui a uns tempos, já sem estar no berço, à noite a levantar-se e a resolver ir passear...
Cancela!! Cancela!! Temos de ir ver da cancela!
P. - 19 meses
M. - 5 anos (quase quase 6)
terça-feira, 19 de abril de 2016
O bebé P.
O P. já fez 19 meses! (caneco, qualquer dia tem 2 anos...) e cada vez é mais safadolas.
É um simpático cheio de energia. Adora cantar, divertir-se é com ele. Canta no carro, quer que eu cante com ele, adora dedilhar a guitarra, e este fim de semana (numa festa de anos onde se tocou violino e violoncelo) foi a estrela da festa a tocar o violoncelo. O rapaz nem cabia em si de contente ao pegar no arco e a fazer sons.
A sua música favorita neste momento são os Parabéns! Por isso por aqui cantam-se os parabéns diariamente. E todos fazem anos, o pai, a avó, o mano, o cão, as educadoras, etc... E não faltam muitas palmas no fim e a satisfação sonora do petiz "yeeeeehhhhhhhhhhhhhhhh"
Os seus bonecos (peluches) favoritos continuam a ser o seu amado Burrinho. Tem 3 (para o caso de perder algum, a mãe foi previdente). Dorme com eles (essenciais quando semiacorda à noite), anda de carro com um deles, dá beijinhos, penteia-os e dá de comer (em caso de crise o Burrinho é chamado à recepção mesmo que isso signifique embodegar-se todo...)
O. P. já dá beijinhos. Maioritariamente nos seus bonecos, claro. Mas por vezes a máquina de lavar a roupa também é premiada, ou os nossos joelhos, ou o frigorífico (vá-se lá saber porquê), ou qualquer outro objecto digno de óbvia devoção.
O P. gosta de estar ao colo q.b. Só às vezes e quando a coisa lhe interessa. Se vou cozinhar adora ir espreitar a panela (estou pró em fazer as coisas só com uma mão e tê-lo encaixado na anca do lado oposto); adora ir ver os carros à janela, ou o cão, ou algum pássaro, ou algum avião. Tudo no bom do colinho.
Adora o pai e o irmão, mas quem tem de ter perto a todo o custo é a mamã. Esta bem pode estar na sala a um canto sem fazer nada. Mas tem de estar. Mal ela ousa ir ao quarto ou até à cozinha (que é logo ali ao lado) o bebé P. vai logo atrás a chamá-la não vá ela desaparecer 1 segundo da sua vista.
Até no WC ele se junta a ela. Enquanto ela descansa na sanita, ele dá-lhe os brinquedos todos que se encontram na banheira, os champôs, cremes, etc. Para a ajudar, ele tenta afincadamente despejar a sanita mesmo com ela ali sentada, mesmo com ela a tentar que ele não o faça. Só ainda não conseguiu o seu intento porque é precisa alguma força... Mas consegue abrir a água do bidé. Muitas vezes seguidas. Ultimamente mal a mãe se senta começa ele "hummrrrmmmrr" enquanto simula estar a fazer algum esforço... Não P., não estou a fazer cocó, é xixi. "hiiiiiiiiiii" diz ele. Isso mesmo, digo eu. Onde está o xixi do P.? Ele olha e toca na sua zona da fralda "hiiiiiiiiiii". E o cão, P.? E lá vai ele à janela ver o cão da vizinha. Se estiver lá guincha de contentamento. Se não estiver diz um enfático "ohhhhhhhhhh".
Aponta todo e qualquer objecto enquanto aguarda que digamos o seu nome. Diz claramente as palavras "mamã, papá, iô-iô (que é o nome do irmão sabe-se lá porquê), vovó e vovô". A sua palavra recém adquirida e que repete à exaustão é "carro". Diz "carrrrrrru". Também diz "maeeeeeeeeee" ou "paiiieeeeeee" quando nos chama. Quando se refere aos animais é pelo som que eles fazem. Iôn-iôn-iôn (o burro), anu-aun (o cão), nhau-nhau (gato). Também adora passarinhos e quando os vê é uma excitação! Pê-pê pê-pê!! (pui-piu!).
O P. não é uma paz de alma como o irmão. É daqueles que, sabem..., daqueles que se atira para o chão. Quando é contrariado com qualquer coisa zás... lá vai ele para o chão. Senta-se rapidamente e atira-se para trás. Mas devagar, com ar de desafio. O que ele quer dizer é "olha que eu me deito mesmo aqui no chão!! tu vê lá, olha que é agora e já!!!" (penso que o sacaninha começou a fazer isso quando percebeu há uns meses que nós não gostávamos que ele se deitasse no chão da cozinha - que não é o sítio mais limpo da casa e é frio). E então desce a cabeça lentamente para trás, em tom de desafio completo ("olha que estou mesmo mesmooooo a deitar-me por completo no chão!!!").
Mas às vezes refina a coisa. E então vira-se de barriga para baixo e começa a bater com os pés. Quando ignoramos, pára. Se voltamos a olhar para ele, volta à carga. Qualquer coisa, qualquer coisinha que não lhe agrade, pumba, chão com ele (com ou sem guinchos zangados). Ah ou então atira o que tiver à mão para o chão. Se tiver a chucha na boca...zás. Chão. Se estiver algum brinquedo no chão, apanha-o e zás... chão. (Confesso que às vezes é desesperante... ele não cede, e quando cede começa a chorar e fica ainda mais zangado. É tramado.) O que lhe vale é que tão cedo está zangado como se distrai e fica a rir.
O P. não gosta que lhe tirem os brinquedos (ou o que seja que tenha interesse para a sua pessoa). Começa logo a protestar. Se percebe que tem de ir lavar as mãos para ir comer, e tem MESMO de largar o brinquedo x, começa logo a andar mais depressa para longe. Foge rapidamente a ver se se safa. Não safa. E fica mesmo chateado. Mas a coisa passa quando percebe que é a oportunidade perfeita de por as mãos na água por baixo da torneira, e talvez quem sabe até mexer nela. Adora tomar banho, especialmente se for com o irmão (e cada vez mais é). Chapinha com força na água e, no final, todos os que estiverem dentro da casa de banho acabam por tomar um salutar banho. O todos inclui os pais, a roupa dos pais, o chão, as paredes, a porta. O tapete já chegou a ter de ir para o estendal secar... Mas é uma alegria! :) e a verdade é que são momentos divertidos para todos, especialmente ao fim de semana em que o banho se pode estender calmamente por mais tempo.
O P. não tem medo do secador. Aliás por ele estava sempre a ligá-lo e desligá-lo. Acha piada a apanhar com o vento. Também adora ligar e desligar os candeeiros que apanha à mão. Ou ao pé (temos um que se liga com o pé). Adora pegar em telemóveis e acha o máximo quando alguém telefona. Pergunta sempre se é a vovó ou o papá.
Adora bichos. Com a estação agora a mudar é ver bichos de conta e marias-café a passearem-se pela sala, corredor ou cozinha. E é uma excitação! "ichh! ichhh" diz ele. Um deles já pereceu aos seus pés (coitado) mas foi um lapso, geralmente quer é mexer-lhes e dar-nos.
A sua atividade favorita nos últimos tempos é subir para o sofá e sentar-se. Levanta-se logo de seguida, mas o acto de se sentar é ímpar. Não vê ainda TV, apanha uns segundos aqui e ali quando o irmão está a ver desenhos animados, mas é tudo. O único verdadeiro interesse na TV é se aparecer o Panda. Ou aviões. Ou carros. De resto andar pela sala e cozinha é muito mais apelativo. Se pudesse andar o tempo todo a jogar à apanhada connosco era o que fazia :) Ou trepar pelo irmão e coisas afins.
À hora de jantar é a alma da festa. Por muito cansados que estejamos todos (M. incluído), todos se animam com a sua excitação por tudo o que o rodeia. Puxa-nos para cima, "obriga-nos" a cantar, dançar, bater palmas. Faz-nos rir mais e faz-nos apreciar todos os dias a verdadeira inocência. O P. tem-nos feito a todos mais felizes :)
É um simpático cheio de energia. Adora cantar, divertir-se é com ele. Canta no carro, quer que eu cante com ele, adora dedilhar a guitarra, e este fim de semana (numa festa de anos onde se tocou violino e violoncelo) foi a estrela da festa a tocar o violoncelo. O rapaz nem cabia em si de contente ao pegar no arco e a fazer sons.
A sua música favorita neste momento são os Parabéns! Por isso por aqui cantam-se os parabéns diariamente. E todos fazem anos, o pai, a avó, o mano, o cão, as educadoras, etc... E não faltam muitas palmas no fim e a satisfação sonora do petiz "yeeeeehhhhhhhhhhhhhhhh"
Os seus bonecos (peluches) favoritos continuam a ser o seu amado Burrinho. Tem 3 (para o caso de perder algum, a mãe foi previdente). Dorme com eles (essenciais quando semiacorda à noite), anda de carro com um deles, dá beijinhos, penteia-os e dá de comer (em caso de crise o Burrinho é chamado à recepção mesmo que isso signifique embodegar-se todo...)
O. P. já dá beijinhos. Maioritariamente nos seus bonecos, claro. Mas por vezes a máquina de lavar a roupa também é premiada, ou os nossos joelhos, ou o frigorífico (vá-se lá saber porquê), ou qualquer outro objecto digno de óbvia devoção.
O P. gosta de estar ao colo q.b. Só às vezes e quando a coisa lhe interessa. Se vou cozinhar adora ir espreitar a panela (estou pró em fazer as coisas só com uma mão e tê-lo encaixado na anca do lado oposto); adora ir ver os carros à janela, ou o cão, ou algum pássaro, ou algum avião. Tudo no bom do colinho.
Adora o pai e o irmão, mas quem tem de ter perto a todo o custo é a mamã. Esta bem pode estar na sala a um canto sem fazer nada. Mas tem de estar. Mal ela ousa ir ao quarto ou até à cozinha (que é logo ali ao lado) o bebé P. vai logo atrás a chamá-la não vá ela desaparecer 1 segundo da sua vista.
Até no WC ele se junta a ela. Enquanto ela descansa na sanita, ele dá-lhe os brinquedos todos que se encontram na banheira, os champôs, cremes, etc. Para a ajudar, ele tenta afincadamente despejar a sanita mesmo com ela ali sentada, mesmo com ela a tentar que ele não o faça. Só ainda não conseguiu o seu intento porque é precisa alguma força... Mas consegue abrir a água do bidé. Muitas vezes seguidas. Ultimamente mal a mãe se senta começa ele "hummrrrmmmrr" enquanto simula estar a fazer algum esforço... Não P., não estou a fazer cocó, é xixi. "hiiiiiiiiiii" diz ele. Isso mesmo, digo eu. Onde está o xixi do P.? Ele olha e toca na sua zona da fralda "hiiiiiiiiiii". E o cão, P.? E lá vai ele à janela ver o cão da vizinha. Se estiver lá guincha de contentamento. Se não estiver diz um enfático "ohhhhhhhhhh".
Aponta todo e qualquer objecto enquanto aguarda que digamos o seu nome. Diz claramente as palavras "mamã, papá, iô-iô (que é o nome do irmão sabe-se lá porquê), vovó e vovô". A sua palavra recém adquirida e que repete à exaustão é "carro". Diz "carrrrrrru". Também diz "maeeeeeeeeee" ou "paiiieeeeeee" quando nos chama. Quando se refere aos animais é pelo som que eles fazem. Iôn-iôn-iôn (o burro), anu-aun (o cão), nhau-nhau (gato). Também adora passarinhos e quando os vê é uma excitação! Pê-pê pê-pê!! (pui-piu!).
O P. não é uma paz de alma como o irmão. É daqueles que, sabem..., daqueles que se atira para o chão. Quando é contrariado com qualquer coisa zás... lá vai ele para o chão. Senta-se rapidamente e atira-se para trás. Mas devagar, com ar de desafio. O que ele quer dizer é "olha que eu me deito mesmo aqui no chão!! tu vê lá, olha que é agora e já!!!" (penso que o sacaninha começou a fazer isso quando percebeu há uns meses que nós não gostávamos que ele se deitasse no chão da cozinha - que não é o sítio mais limpo da casa e é frio). E então desce a cabeça lentamente para trás, em tom de desafio completo ("olha que estou mesmo mesmooooo a deitar-me por completo no chão!!!").
Mas às vezes refina a coisa. E então vira-se de barriga para baixo e começa a bater com os pés. Quando ignoramos, pára. Se voltamos a olhar para ele, volta à carga. Qualquer coisa, qualquer coisinha que não lhe agrade, pumba, chão com ele (com ou sem guinchos zangados). Ah ou então atira o que tiver à mão para o chão. Se tiver a chucha na boca...zás. Chão. Se estiver algum brinquedo no chão, apanha-o e zás... chão. (Confesso que às vezes é desesperante... ele não cede, e quando cede começa a chorar e fica ainda mais zangado. É tramado.) O que lhe vale é que tão cedo está zangado como se distrai e fica a rir.
O P. não gosta que lhe tirem os brinquedos (ou o que seja que tenha interesse para a sua pessoa). Começa logo a protestar. Se percebe que tem de ir lavar as mãos para ir comer, e tem MESMO de largar o brinquedo x, começa logo a andar mais depressa para longe. Foge rapidamente a ver se se safa. Não safa. E fica mesmo chateado. Mas a coisa passa quando percebe que é a oportunidade perfeita de por as mãos na água por baixo da torneira, e talvez quem sabe até mexer nela. Adora tomar banho, especialmente se for com o irmão (e cada vez mais é). Chapinha com força na água e, no final, todos os que estiverem dentro da casa de banho acabam por tomar um salutar banho. O todos inclui os pais, a roupa dos pais, o chão, as paredes, a porta. O tapete já chegou a ter de ir para o estendal secar... Mas é uma alegria! :) e a verdade é que são momentos divertidos para todos, especialmente ao fim de semana em que o banho se pode estender calmamente por mais tempo.
O P. não tem medo do secador. Aliás por ele estava sempre a ligá-lo e desligá-lo. Acha piada a apanhar com o vento. Também adora ligar e desligar os candeeiros que apanha à mão. Ou ao pé (temos um que se liga com o pé). Adora pegar em telemóveis e acha o máximo quando alguém telefona. Pergunta sempre se é a vovó ou o papá.
Adora bichos. Com a estação agora a mudar é ver bichos de conta e marias-café a passearem-se pela sala, corredor ou cozinha. E é uma excitação! "ichh! ichhh" diz ele. Um deles já pereceu aos seus pés (coitado) mas foi um lapso, geralmente quer é mexer-lhes e dar-nos.
A sua atividade favorita nos últimos tempos é subir para o sofá e sentar-se. Levanta-se logo de seguida, mas o acto de se sentar é ímpar. Não vê ainda TV, apanha uns segundos aqui e ali quando o irmão está a ver desenhos animados, mas é tudo. O único verdadeiro interesse na TV é se aparecer o Panda. Ou aviões. Ou carros. De resto andar pela sala e cozinha é muito mais apelativo. Se pudesse andar o tempo todo a jogar à apanhada connosco era o que fazia :) Ou trepar pelo irmão e coisas afins.
À hora de jantar é a alma da festa. Por muito cansados que estejamos todos (M. incluído), todos se animam com a sua excitação por tudo o que o rodeia. Puxa-nos para cima, "obriga-nos" a cantar, dançar, bater palmas. Faz-nos rir mais e faz-nos apreciar todos os dias a verdadeira inocência. O P. tem-nos feito a todos mais felizes :)
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