terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

A guitarra

Isto calha a todos pelos vistos. O P. desde que pôs a vista em cima da guitarra que não quer outra coisa. Fica sentado ao lado dela, dedilha-a, põe-na de pé, vira-a, volta a tocar nas cordas. Está fascinado. Mais um ano e anda a fazer shows como fazia o M. que parecia uma autêntica estrela de rock.
Agora é a vez do P.
O fascínio da música, dos sons, mas num instrumento que não é de brincar. Se vai ao quarto do M. corre logo para o armário onde ela está guardada. Já a tirei para fora para ele. Só espero que não a parta. Gosto tanto de o ver fascinado com aquilo :)
Isto é mesmo muito giro!

Ansiedade

Ando dividida entre os bocejos e os semi-ataques de pânico.
O projecto onde me encontro inserida já não é o projecto original e luto contra as horas em que penso que isto vai mudar para melhor e ando positiva, e as horas em que penso "quem estás a querer enganar, tu detestas estes trabalhitos que te têm dado a fazer". Luto entre o "não ganho mal, estou perto das escolas dos miúdos, etc etc" e o "o que é que eu ainda aqui estou a fazer".

No outro dia sonhei que estava no início da minha "carreira". E a sensação era horrível. Era aquela sensação de quando acabamos a faculdade, não temos emprego, ninguém nos dá uma hipótese e temos aquela sensação de insegurança de "o que é que vai ser de mim no futuro". 

E passados uns 15 anos de trabalho pergunto-me quase diariamente agora o que vai ser de mim. O problema é que isto já não comporta aquela excitação, que existe apesar de tudo, quando se tem 20 anos. Não. Agora à beira dos 40 pergunto-me o que correu mal, como é que um trabalho que parecia tão giro e promissor se transformou num trabalho mais ou menos e numa empresa que faz tudo e mais alguma coisa menos dedicar-se ao seu propósito inicial. Tento conversar sobre estes projetos e manter a conversa animada, mas no fundo não me identifico com isto, com toda esta filosofia. 

Estou a viver um sonho que não é o meu. Estou a trabalhar para sonhos que não são os meus. Eu quero outras coisas, mas por força das circunstâncias vi-me numa empresa que já não sei o que é mais.

Dizem que a vida começa aos 40. Mas terei eu forças para mudar de vida aos 40? Existe mercado para mim? Se eu saísse iria ficar no desemprego? Iria arrepender-me? Iria até pensar "aquilo não era assim tão mau, o que foste tu fazer?".

O problema é que sofro défice de companhia. Sempre estive acompanhada por muita gente. Mesmo estando calada, adoro sentir o frenesim à minha volta. E isto agora é uma pasmaceira o dia quase todo. As pessoas entram e saem disto e eu começo a desistir de investir em relações no trabalho. Para quê?

Preciso de pessoas à minha volta, de me rir, de comentar um trabalho. 
Este silêncio e esta solidão matam-me.
 


quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Desanimada

Desanimada com este inverno e este início de 2016.
P. ainda doente. Com febre desde sábado. Otite e antibiótico. Mas agora também deve ter apanhado nova virose  e espirra e tosse como se não houvesse amanhã. Isto é o que dá quando o resto da família faz visitas e está constipada. Depois é beijos para aqui e para ali no P., pegam nas mãos, mais beijinhos. E o rapaz que já não anda bem... zás! A partir de agora só há visitas lá em casa após inquérito sobre viroses. A sério que vai ser assim.
Febre baixou 2ª e 3ª para voltar a subir quarta. Quinta ainda andamos assim a ir para os 39º...
Depois o drama das baixas, das faltas, da ajuda (preciosa) da minha mãe, a única que nos dá uma mão neste departamento (aliás nem é dar a mão, ela literalmente assegura que não nos despeçam por faltas constantes).
T. tosse constantemente. M. lá se vai aguentando com umas mezinhas. E eu ando a arrastar-me mais uma vez. Já não sei se estou doente ou se é puro cansaço. Passei dias a tremer de frio mas não tinha febre. A conclusão a que chego é que é frio de não dormir a ponta de um corno.

Ontem fui-me abaixo novamente. Chorei ao telefone com a pediatra, chorei na farmácia (a pobre farmacêutica lá me consolou ahahaha, disse que me compreendia bem porque também tinha filhos pequenos e depois deu-me 2 caixas de vitaminas  - ómega 3 e mais outra coisa - a ver se arribo.)

Depois as lágrimas secam. E fico só com um ar sério e zombie. Tenho de ver se tomo melhor conta de mim. Durmo pouco, como mal, não faço exercício, etc etc. Começo a ter sequelas disso, sinto-me perra, levanto-me da cadeira e quase me doem as articulações ao levantar. É ridículo. Só tenho 39 anos. Tenho de cuidar melhor de mim.

O tempo está cinzento como os meus pensamentos.
Que passem estas gripes e otites de uma vez por toda. Por favor!
Por favor!

P.S. E o tio E., o último irmão vivo do meu avô materno, morreu esta madrugada. É estranho. Já não o via há anos, mas lembro-me bem dele. De ir à loja e de lá estarem os 3 irmãos restantes na grande azáfama que a loja sempre foi. Era o último de 14 se bem me lembro. E lá se foi a linhagem mais velha viva. Agora restamos nós: as filhas e as netas. E bisnetos (os meus filhos e os filhos das outras netas). E a vida continua. E eu continuo a achar tão estranha esta sequência implacável.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Aahaha gostei

http://ionline.pt/494185?source=social

Bom artigo :)

Novidades...

... dos últimos dias:

- O P. começou a andar sozinho!! E no dia de anos do T.!! Não consigo pensar em prenda mais doce do que essa :)

- O P. voltou a ter uma otite. Daquelas bem giras que dá febres de 39 e mais, e que lhe metem a cara mais infeliz do mundo. Isto depois de ter ido 2 dias à escola (antes foi virose). O meu batatinha pequeno... Muito sofro eu com estas doenças tuas (banais felizmente)... Este início de ano tem sido giro, tens passado mais tempo em casa do que na escola.

- O M. dormiu parte de uma noite sem a sua luz de presença :)  Foi por iniciativa própria! Depois a meio da noite lá deve ter acordado e acabou por ligar a luz. Mas isso não interessa nada! A atitude dele foi de menino crescido a mostrar que já não tem tanto medo do escuro. Boa meu fofo!

- Bateram-me no carro. Foi light mas foi o suficiente mas me deslocar o para-choques traseiro. E numa de boa vontade não accionei o seguro da mulher que me bateu (ela pediu para não o fazer, que pagava à parte). Vamos a ver se ir numa de boa vontade não me vai lixar a vida. Espero que me atenda o telefone quando lhe quiser apresentar a factura do mecânico...

E para já é isto.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

A máquina de lavar

Chego a casa. A minha mãe põe-me no chão e eu desato a gatinhar pela sala. Depois lembro-me do grande amor da minha vida. E vou em grande velocidade para a cozinha. A minha mãe diz-me "de pé! de pé!" porque não gosta de eu ande com as mãos no chão sujo e eu faço-lhe a vontade. Depois contorno a porta e... lá está ela!! A minha querida máquina da lavar a roupa!
Adoro-a. Mesmo a sério!
Se estou a comer na cadeira da papa só a quero ver, se a porta da cozinha a tapa fico rezingão, choramingo e quase não como a chorar (os meus pais lá vão abrir a porta...); se estou no chão gosto de a abrir e fechar; se há roupa lá dentro adoro meter esta lá fora e... depois dentro. Ultimamente também gosto de espreitar e de fazer rodar o tambor. E quando a máquina está a lavar então é incrível!!! Fico hipnotizado!!
Os botões... isso também é espetacular! Carrego em alguns e às vezes acendem-se luzes, mas o chatos dos meus pais vêem logo tirar-me dali. Ai a minha máquina! Vou sempre adorar-te!

P. com 15 meses


Irmãos...

... num fim de semana chuvoso.

Um brinca aos Legos (o desgraçado está obrigado a brincar com eles só em cima da mesa porque se o irmão lhes pega ainda julga que aquelas peças "mini-minúsculas", como diz o M., são um belo acepipe para comer).

O outro espreita o mano, tenta apanhar alguma coisa da mesa, e depois resume-se à cozinha de brincar :)