segunda-feira, 20 de julho de 2015

O Pau-Pau

O sítio onde trabalho tem vista para um largo que no inverno chega a ser a maior seca que existe, mas que no verão é palco de inúmeras personagens que se passeiam por lá. Uns passeiam cães, outros estão de ida (ou vinda) para a praia. Outros passeiam carrinhos de bebés. Outros fazem jogging. Outros fazem descargas de mercadorias...
Muitas vezes, um chinês empurra vigorosamente um carrinho de supermercado, cheio de compras, até ao seu restaurante (chinês claro). Agora em férias escolares, muitas crianças brincam por ali, umas andam de bicicleta, outras saltitam enquanto os pais bebem café na pastelaria mais próxima. Uma dessas crianças é a filha desse chinês.
Tem uns 8 anos e passa o dia na rua a brincar sozinha. Já a vimos (divertidos até ao tutano) a dançar o vira, a ensaiar canções, a ver-se ao espelho do nosso sítio (sem saber que estava a ser observada), a apanhar pedras e falar sozinha, etc. Um dia apareceu acompanhada. Era um cãozinho rafeiro, do mais fofo que se pode imaginar, bege (parece um labrador, mas versão rafeirolas), bem novinho e saltitão. Vejo esse cão todos os dias agora. E todos os dias perco uns minutos aqui e ali para o observar e sorrir.
Adoro cães. Adoro mesmo. Sempre adorei. E mais uma vez lembrei-me da minha infância e adolescência a pedir aos meus pais um cão, pedidos cada vez mais ocos com o tempo, dado que sabia perfeitamente que nunca me dariam um. Hoje em dia percebo-os lindamente. Um cão é mais um filho, mais uma (grande) responsabilidade, mais um ser que pertence à nossa família e que, se somos cuidadosos e responsáveis, teremos de cuidar com amor e carinho.
Mas com ele vêm os problemas das férias, do passear todos os dias esteja sol ou chuva, das eventuais doenças, veterinários, das rações específicas, etc etc. E por isso adquirir um cão nunca é uma decisão que se faz de ânimo leve. Nestes últimos dias tenho-me perguntado se alguma vez cumprirei o meu sonho de menina de ter um cão. Espero que sim. Que um dia chegue o momento adequado. Se não chegar também não é grave, mas adorava ter um companheiro de 4 patas. Neste momento é impossível. Chegam 2 filhos, 3 é demais.
Enquanto isso delicio-me com a menina chinesa que, entretanto, todos os dias faz amigos novos, atraídos pelo Pau-Pau (o nome dele). E lá vejo o Pau-Pau a saltitar, a correr atrás deles, a ir buscar bolas, a ir levá-las, a ir buscar paus, a ladrar excitado com tanta brincadeira, a coçar-se preguiçosamente na relva, a descansar à sombra enquanto recebe festinhas da miúda.
Enquanto isso, rio-me também das nossas conversas sobre o futuro do Pau-Pau que, segundo alguns, está na fase da engorda para depois ser servido como Porco Doce no restaurante dos pais :P
Hoje passei horas, literalmente, a ouvir chamar o nome do cão. Os miúdos não paravam. Sim, ok, às vezes cansa um bocadinho. Afinal estamos a trabalhar e ouvir a gritaria o dia todo não ajuda. Mas, da minha parte, consegui sempre abstrair-me e, principalmente, desfrutar da visão do cão a brincar.
E secretamente tive inveja dos miúdos a brincarem inocentemente com aquele ser tão fantástico e fofinho. Hoje teria gostado de ser criança e de abraçar as vezes que quisesse o cãozito, e correr na relva/passeio de um lado para o outro.
Bons momentos, bons pensamentos :)

A todo o vapor

E eis que com os recentes 10 meses feitos o P. demonstra ter cada vez mais neurónios. Sempre que menciono a palavra papa fica aflito e desconfio que se pudesse marchava logo qualquer coisa. Hoje perguntei-lhe "onde está o pé?" e ele olhou para baixo para o pé dele (UAUUUUUU fiquei em êxtase, o puto é um génio precoce, já sabe onde estão os pés hehe). Se lhe colocar o comando a um metro dele, lá vem ele a rastejar rapidamente, mas quando o apanha e começa a querer morder, fica em suspenso quando lhe diga que Não! não, o comando não é para a boca. Umas vezes resmunga e obedece, outras chora desconsolado (para segundos depois enfiar o comando na sua bocarra babosa). Hoje percebi que ele sabe quando sou eu que o vou buscar: geralmente vou busca-lo mais cedo do que as outras mães, mas hoje ele foi o último a ser repescado. A educadora disse que cada vez que aparecia uma mãe que não era a dele desatava a chorar lol (tadito). Quando finalmente apareci eu, foi a loucura!

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Mensagens

Não há nada que me irrite mais do que mandar mensagens e não obter resposta. Nada. Pode ser sim ou sopas, ou talvez não sei. Mas o silêncio é algo que me toca as cordas  dos nervos. Eu não o faria e detesto que mo façam. É uma questão de respeito pela outra pessoa. Só isso.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

10 meses

10 meses. E a nossa cumplicidade cresce. E eu cada vez mais viciada em ti meu bebé lindo. És um fofinho. Fazes o meu coração transbordar de felicidade.
E eu amo-te do fundo do coração.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Gatinhar

Acho que o P. está a começar a entrar na fase do gatinhanço. Ultimamente agarra ferozmente o tapete para se arrastar até conseguir agarrar o comando da TV - o melhor isco que temos (qual boneco qual quê... as novas tecnologias é que é). Passa por cima de tudo tão fixado que está naquilo.
E já o vi de barriga para baixo a empinar o rabiosque :)

É muito doce passar por isto outra vez. Ter visto isto no M., ser a excitação que foi, e agora ver isso neste novo boneco... é... um privilégio!

domingo, 12 de julho de 2015

Irmãos - coisas

Muita coisa se fica a conhecer sobre 2 crianças quando vamos no carro e a mais velha (de quase 5 anos) vem a dormir ferrada, e a mais nova (um texugo de apenas 9 meses) palreia ininterruptamente, põe a chucha, tira a chucha, choraminga irritada, volta a sossegar, volta a palrar. E... basicamente não se cala.
Chegamos a casa com a cabeça em papas.
Aliás é assim que chego a casa todos os dias depois do nosso trajecto desde a creche lol