Pois é, o Sr. Sóssó deve estar a sentir-se um bocado só na prisão. Pese embora os seus amigos, como o Sr. Soares, venham defendê-lo e dá-lo com um homem exemplar, neste caso a minha opinião é que não há fumo sem fogo. Mas mesmo assim, o que aconteceu à famosa "inocente até prova em contrário"? Parece-me que o público em geral acha que fazer de bode expiatório um dos ex-líderes mais amados/odiados de Portugal (acusado de fraudes como cidadão e não como PM) vai salvar este país da ruína em que vive atualmente. A malta quer ver o circo pegar fogo a todo o custo.
Mas mesmo sendo culpado, não é a sua culpabilização, nem o circo mediático à sua volta que nos vão salvar. O que talvez ajude é se este não for um caso único. É se as finanças começarem finalmente a analisar à lupa políticos e ex-políticos, empresários e empresas. Se o "sistema" começar a funcionar seriamente e a condenar todos por igual, em vez de deixar escapar aqueles que são um bocadinho mais iguais do que os outros, então começarei a acreditar... Se isto for o início de uma nova era mais justa e eficaz em Portugal eu até começo a aplaudir a coisa (se bem que preferia mais descrição e menos enforcamento antecipado em praça pública). Se não, dispenso e fico a pensar é que o Sóssó devia era ter tido mais cuidado em não ostentar a vida de luxo que fazia em Paris. Foste burro em achar que te safavas só porque até tens algum carisma pá.
Doces para os meus doces... Um diário bem docinho sobre a vida d.M (depois da Maternidade)
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
O mais novo
Há dias (ou seja, noites) em que penso que vou mas é rifar-te. Penso que já não tenho idade ou energia para isto (sim, é preciso muita mesmo e embora a idade nos traga paciência e calma, não traz seguramente energia), penso "filhos?... nunca mais!!" quando demoras 2h a adormecer e eu só quero é encostar-me e fechar os olhos, e todos os meus poros estão num ataque de nervos. Depois, há dias como o de hoje, em que a noite até correu bem, em que acho que até dormiste melhor, e olho com atenção para essas bochechas maravilhosas e penso que és a coisa mais bonita que me aconteceu nos últimos tempos e que até és tão bonzinho e que eu sou uma parva por me estar a queixar. Que privilégio ter um novo bebé em casa! Um bebé saudável e tão bonito... Que privilégio ver, já com outros olhos (no 1º filho o choque do cansaço é tal que penso que aproveitamos menos ao início), o desenvolvimento de uma criança. Não há nada mais fascinante, nada. Todos os bebés têm o mesmo padrão de desenvolvimento (no geral claro) e apesar de já saber o que aí vem, cada passo que dás é um renascer para mim, é o relembrar de como isto é mesmo mesmo especial.
O P. já tem 2 meses (e quase meio) e já passa muito tempo a balbuciar, especialmente se lhe damos atenção. Agita-se todo, sorri um sorriso desdentado lindo, e até já faz chorinho e beicinho quando vê que não vai ter colo (é já grande um manhoso... e tão novo o espertalhão...). Fica numa grande excitação com o móbil da cama (os amiguinhos dele como lhe chamo) e segue atentamente o que o irmão faz (vai ser lindo vai) embora este não lhe dê especial cavaco (dá umas beijocas e festas mas está noutra, quer é saber dos Vingadores). Começa a mostrar algum interesse pelas mãos: lambe-as :) Se está sem chucha (da qual até nem é especial amigo) mete a mão na boca e fica horas a lambê-la (cada maluco com a sua mania... ahahahah). E ultimamente tenho percebido que este pequeno de facto adora estar ao colo, mesmo que às vezes faça ar de quem não está nem aí.
Mas, outras vezes, ficamos bem juntinhos a namorarmo-nos. Ele olha-me longamente, eu falo baixinho (ou não digo nada) e faço-lhe inúmeras festinhas naquela sua cabeça deliciosamente redonda. Já me tinha esquecido de como é bom estar abraçada a um bebé. Aquele corpinho quentinho junto a nós. A conhecermo-nos.
E, regra geral, ele vai fechando os olhos até adormecer, mesmo que não seja um sono profundo, mas apenas uma bela ronha, que sabe tão bem especialmente agora que está frio.
O meu bonequinho pequeno é mesmo lindo! E até acho que se vai sair ao meu avô materno e vai ficar com uns fantásticos olhos cinzento-azulados. O M. está um super giraço! mas que se cuide que o irmão não vai ficar nada atrás... :)
O P. já tem 2 meses (e quase meio) e já passa muito tempo a balbuciar, especialmente se lhe damos atenção. Agita-se todo, sorri um sorriso desdentado lindo, e até já faz chorinho e beicinho quando vê que não vai ter colo (é já grande um manhoso... e tão novo o espertalhão...). Fica numa grande excitação com o móbil da cama (os amiguinhos dele como lhe chamo) e segue atentamente o que o irmão faz (vai ser lindo vai) embora este não lhe dê especial cavaco (dá umas beijocas e festas mas está noutra, quer é saber dos Vingadores). Começa a mostrar algum interesse pelas mãos: lambe-as :) Se está sem chucha (da qual até nem é especial amigo) mete a mão na boca e fica horas a lambê-la (cada maluco com a sua mania... ahahahah). E ultimamente tenho percebido que este pequeno de facto adora estar ao colo, mesmo que às vezes faça ar de quem não está nem aí.
Mas, outras vezes, ficamos bem juntinhos a namorarmo-nos. Ele olha-me longamente, eu falo baixinho (ou não digo nada) e faço-lhe inúmeras festinhas naquela sua cabeça deliciosamente redonda. Já me tinha esquecido de como é bom estar abraçada a um bebé. Aquele corpinho quentinho junto a nós. A conhecermo-nos.
E, regra geral, ele vai fechando os olhos até adormecer, mesmo que não seja um sono profundo, mas apenas uma bela ronha, que sabe tão bem especialmente agora que está frio.
O meu bonequinho pequeno é mesmo lindo! E até acho que se vai sair ao meu avô materno e vai ficar com uns fantásticos olhos cinzento-azulados. O M. está um super giraço! mas que se cuide que o irmão não vai ficar nada atrás... :)
terça-feira, 4 de novembro de 2014
Carinha laroca
Haverá algo mais fofinho do que uma carinha laroca de mês e meio que, depois de muito se espreguiçar ao acordar, olha para nós e nos dá um mega sorriso do estilo "olá mamã! és tu!"?
Não, não há :)
Não, não há :)
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Ansiosa
O que fazer ou pensar quando chegamos aos 38 anos e já somos consideradas demasiado velhas para começar trabalhos novos, quando toda a gente só quer estagiários a pagar 600 euros (ou menos!). Isto deixa-me ansiosa. Muito.
Respiro fundo e pergunto-me o que me reserva 2015 a nível de trabalho.
O que vai acontecer?
Isto tem pernas para andar ou vai ter o fim anunciado desde que começou?
É para ir para a frente ou é para mudar de rumo?
Ainda vou ter de me chatear ou vai correr tudo sobre rodas?
Ai vida... mas porque é que a minha sorte profissional mudou tanto?
Porque raio é que me deixaram ir?...
Respiro fundo e pergunto-me o que me reserva 2015 a nível de trabalho.
O que vai acontecer?
Isto tem pernas para andar ou vai ter o fim anunciado desde que começou?
É para ir para a frente ou é para mudar de rumo?
Ainda vou ter de me chatear ou vai correr tudo sobre rodas?
Ai vida... mas porque é que a minha sorte profissional mudou tanto?
Porque raio é que me deixaram ir?...
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Rene Rene...
... o qué qui ocê feiz com ocê?
Poix... tal como o resto mundo também eu já olhei duas vezes para as novas fotografias da atriz. Caramba? isto é só processo de envelhecimento? ou fez plásticas? Bem sei que ela tem algo como uns 45 anos mas hoje em dia isso já nem é coisa do outro mundo. Cadé aquele ar fresquinho e fofo que ainda existia há poucos meses? Bolas...
Assim de repentes diria que se esqueceu de por base e que "corrigiu" aqueles olhos meio achinesados que lhe davam tanta piada.
Acho-a bonita na mesma, mas está tão diferente...
Poix... tal como o resto mundo também eu já olhei duas vezes para as novas fotografias da atriz. Caramba? isto é só processo de envelhecimento? ou fez plásticas? Bem sei que ela tem algo como uns 45 anos mas hoje em dia isso já nem é coisa do outro mundo. Cadé aquele ar fresquinho e fofo que ainda existia há poucos meses? Bolas...
Assim de repentes diria que se esqueceu de por base e que "corrigiu" aqueles olhos meio achinesados que lhe davam tanta piada.
Acho-a bonita na mesma, mas está tão diferente...
Vários | maternidade
Veio-me agora um rasgo de genialidade à mente sobre os primeiros tempos de maternidade (lembro que ainda só vou no 1º mês):
Penso que existem 3 primeiras etapas nesta fase:
- 1ª- Fase super mulher. Os primeiros dias são de pura energia (e alegria, o deslumbre ajuda). A adrenalina do parto e a excitação do novo bebé dão-nos uma grande energia (falo por mim claro), mesmo que o numero de horas dormidas seja zero ou quase.
- 2ª - Fase tartaruga. Ao fim de 15 dias, e mesmo continuando a dormir uma média de 4 horas por dia (por vezes com intervalos pelo meio) pensamos: ah não tenho dormido nada mas consigo funcionar, raciocinar, fazer coisas, etc. (um bocado lenta mas tudo se fazzzzzzzzz...) Maravilha! Isto de ser o 2º é logo outra coisa - já tenho "calo", já me habituei a descansar/dormir menos e consigo. Espetáculo.
- 3ª - Fase Pausa / Stop / Não aguento mais. Atinge-se o primeiro mês finalmente! Já ultrapassámos um pequeno susto de mega constipação e alterno entre os dias em que me sinto com alguma energia depois de o bebé ter dormido finalmente 5h à noite (e nós umas 3h e tal seguidas), e os dias em que choro copiosamente por já não aguentar mais este ritmo há tantos dias e semanas... (nem vou falar das aventuras da amamentação...)
Passar 24h a dar de comer, por a arrotar, dar colo, dar consolo e, de repente, mal tivemos tempo de aquecer uma sopa para comer, e voltamos a fazer o mesmo... é obra. Psicologicamente uma pessoa começa a bater mal por estar tanto tempo em casa (as saídas resumem-se a médicos, centros de saúde e por aí) e fisicamente às vezes sente-se que não há energia para levantar um braço, quanto mais um ratinho (ou será ratão) de 4,350 kg...
Sair sem o bebé para ir fazer compras ao supermercado (obrigada querida mãe ;)) é o máximo, uma excitação. Ir 1 ou 2h ao centro comercial faz-nos sentir leves e livres (mas depois voltamos a correr para casa para tocar e olhar a nossa bolinha de mel).
A licença ainda mal começou. E as peripécias de um novo bebé ainda vão no adro. Espero sinceramente que não chova muito este outono/inverno porque se fico fechada em casa a maior parte do tempo vou dar em maluca :P Quero fazer algumas saídas com o P., ele precisa de respirar ar puro e eu preciso de ar puro em todos os poros.
Depois volto a pensar nas coisas mesmo boas e deliciosas: qualquer dia já se vira sozinho, depois vai-se sentar, depois vai interagir mais connosco, sorrir, gatinhar. Vai começar a balbuciar coisas. Vou ouvir novamente o "mamã" dito por um ser pequenino. E mal posso esperar por ver novamente o mundo através dos olhos de um bebé :)
Curiosidades de 1 mês de vida:
- O meu cabelo é fascinante para o P. Sempre que olha para mim, não olha para os meus olhos, olha é fixamente para o meu cabelo acima da testa. Consegue estar horas nisto. Acho que me anda a tirar as medidas ;)
- No outro dia fomos brindados com uns sorrisos gigantes deste ratinho. Assim do nada... Foi o que lhe valeu senão rifavamo-lo ;)
- Hoje quando acordou e fui lá (ja esperneava e chorava de fome) brindou-me com novo sorriso do estilo Olá mamã :D Foi o máximo!! é simplesmente delicioso!
- A noite passada incrivelmente dormiu pela primeira vez das 11h da noite às 6h da manhã!!!!!!!!!!!!!!!!!!! E tem 1 mês!!! Deve ter sido porque no dia anterior mal dormiu durante o dia... O mais curioso é que eu às 4h e tal já estava acordada a pensar porque raio é que ele não acordava (não tem fome?, não lhe faz mal tantas horas sem comer? pobre T. lol.... e quem não dormiu fui eu (e ele)... a parva.
- Já faz birras de sono. Chora que se farta, depois se está com a chucha faz aqueles sons que eu adoro (são mesmo fofos) do oinhoinhoinhnnnn, e depois de se remexer todo, etc etc... lá começa a adormecer.
- Curiosamente até agora não tem tido as famosas (e tortuosas) cólicas (deixa-me bater na madeira). Sempre que come fica um bocado incomodado do estômago porque é um alarve e o leite cai-lhe quem nem uma bomba no estômago (e depois engole litradas de ar), mas aqueles episódios que tivemos com o M. de ele berrar durante horas, não. Dou graças aos céus! A ver se isso se mantém.
O P. está portanto a ser complacente aqui para connosco. Tudo neste processo (parto e agora a rotina de recém nascido) tem sido mais relaxado (cansaço normal à parte).
Conclusão: o P. é mesmo um fofinho! :)
(mesmo assim gostava - aliás precisoooooo mesmo - de umas 8 horinhas de sono. Mesmo, mesmo, mesmo!)
Penso que existem 3 primeiras etapas nesta fase:
- 1ª- Fase super mulher. Os primeiros dias são de pura energia (e alegria, o deslumbre ajuda). A adrenalina do parto e a excitação do novo bebé dão-nos uma grande energia (falo por mim claro), mesmo que o numero de horas dormidas seja zero ou quase.
- 2ª - Fase tartaruga. Ao fim de 15 dias, e mesmo continuando a dormir uma média de 4 horas por dia (por vezes com intervalos pelo meio) pensamos: ah não tenho dormido nada mas consigo funcionar, raciocinar, fazer coisas, etc. (um bocado lenta mas tudo se fazzzzzzzzz...) Maravilha! Isto de ser o 2º é logo outra coisa - já tenho "calo", já me habituei a descansar/dormir menos e consigo. Espetáculo.
- 3ª - Fase Pausa / Stop / Não aguento mais. Atinge-se o primeiro mês finalmente! Já ultrapassámos um pequeno susto de mega constipação e alterno entre os dias em que me sinto com alguma energia depois de o bebé ter dormido finalmente 5h à noite (e nós umas 3h e tal seguidas), e os dias em que choro copiosamente por já não aguentar mais este ritmo há tantos dias e semanas... (nem vou falar das aventuras da amamentação...)
Passar 24h a dar de comer, por a arrotar, dar colo, dar consolo e, de repente, mal tivemos tempo de aquecer uma sopa para comer, e voltamos a fazer o mesmo... é obra. Psicologicamente uma pessoa começa a bater mal por estar tanto tempo em casa (as saídas resumem-se a médicos, centros de saúde e por aí) e fisicamente às vezes sente-se que não há energia para levantar um braço, quanto mais um ratinho (ou será ratão) de 4,350 kg...
Sair sem o bebé para ir fazer compras ao supermercado (obrigada querida mãe ;)) é o máximo, uma excitação. Ir 1 ou 2h ao centro comercial faz-nos sentir leves e livres (mas depois voltamos a correr para casa para tocar e olhar a nossa bolinha de mel).
A licença ainda mal começou. E as peripécias de um novo bebé ainda vão no adro. Espero sinceramente que não chova muito este outono/inverno porque se fico fechada em casa a maior parte do tempo vou dar em maluca :P Quero fazer algumas saídas com o P., ele precisa de respirar ar puro e eu preciso de ar puro em todos os poros.
Depois volto a pensar nas coisas mesmo boas e deliciosas: qualquer dia já se vira sozinho, depois vai-se sentar, depois vai interagir mais connosco, sorrir, gatinhar. Vai começar a balbuciar coisas. Vou ouvir novamente o "mamã" dito por um ser pequenino. E mal posso esperar por ver novamente o mundo através dos olhos de um bebé :)
Curiosidades de 1 mês de vida:
- O meu cabelo é fascinante para o P. Sempre que olha para mim, não olha para os meus olhos, olha é fixamente para o meu cabelo acima da testa. Consegue estar horas nisto. Acho que me anda a tirar as medidas ;)
- No outro dia fomos brindados com uns sorrisos gigantes deste ratinho. Assim do nada... Foi o que lhe valeu senão rifavamo-lo ;)
- Hoje quando acordou e fui lá (ja esperneava e chorava de fome) brindou-me com novo sorriso do estilo Olá mamã :D Foi o máximo!! é simplesmente delicioso!
- A noite passada incrivelmente dormiu pela primeira vez das 11h da noite às 6h da manhã!!!!!!!!!!!!!!!!!!! E tem 1 mês!!! Deve ter sido porque no dia anterior mal dormiu durante o dia... O mais curioso é que eu às 4h e tal já estava acordada a pensar porque raio é que ele não acordava (não tem fome?, não lhe faz mal tantas horas sem comer? pobre T. lol.... e quem não dormiu fui eu (e ele)... a parva.
- Já faz birras de sono. Chora que se farta, depois se está com a chucha faz aqueles sons que eu adoro (são mesmo fofos) do oinhoinhoinhnnnn, e depois de se remexer todo, etc etc... lá começa a adormecer.
- Curiosamente até agora não tem tido as famosas (e tortuosas) cólicas (deixa-me bater na madeira). Sempre que come fica um bocado incomodado do estômago porque é um alarve e o leite cai-lhe quem nem uma bomba no estômago (e depois engole litradas de ar), mas aqueles episódios que tivemos com o M. de ele berrar durante horas, não. Dou graças aos céus! A ver se isso se mantém.
O P. está portanto a ser complacente aqui para connosco. Tudo neste processo (parto e agora a rotina de recém nascido) tem sido mais relaxado (cansaço normal à parte).
Conclusão: o P. é mesmo um fofinho! :)
(mesmo assim gostava - aliás precisoooooo mesmo - de umas 8 horinhas de sono. Mesmo, mesmo, mesmo!)
terça-feira, 21 de outubro de 2014
O dia em que o P. nasceu
O que sentir quando nos dizem, uma semana depois de termos ido à consulta e de estar tudo bem, tudo normal, que o líquido amniótico diminuiu consideravelmente e por isso perdemos quase 1kg, e que por isso o melhor é o bebé nascer o quanto antes? no dia seguinte para sermos mais precisos?
Indução foi a palavra chave e a que me deu arrepios. Já ouvi falar muito em induções e o que oiço nunca foi fantástico (mega dores, etc etc). Mas o médico assegurou-me que não ia ser nada de mais, ainda por cima com o colo do útero favorável (dilatação já de 1,5 cm) - provavelmente o corpito já sábio e a saber o que ia acontecer, 2º filho.
Amanhã??!!
Bom... eu sabia que daquela semana não passava - estava de 39 semanas e o meu obstreta não é fã de passar para mais do que as 40 semanas. E o M. tinha nascido com esse tempo. Com ajuda dos famosos toques... E eu odeio o raio dos toques (atenção - aqueles que é para fazer nascer as crianças, não os toques só para ver e coisa e tal).
O meu estomago deu reviravoltas de nervosismo.
Amanhã...
Lá ligámos o piloto automático e em poucas horas estava o esquema montado para nos assegurarmos das coisas do M., acabar a mala dele, juntar as coisas da escola, e preparar tudo para que no dia seguinte a avó avançasse com a sua rotina.
O nosso dia seguinte começou cedo (curiosamente nessa noite até dormi bem, embora tenha quebrado antes de me deitar e os nervos tenham dado lugar as umas quantas lagrimitas) e às 8h30 estávamos no hospital.
Nova nervoseira, mais lágrimas. O M. ia deixar de ser o meu filhote único e querido e nem lhe tínhamos dito que a partir desse dia o irmão ia chegar (sou supersticiosa... é deixar ver como as coisas se desenrolam e só depois dar a notícia), que o seu mundo ia mudar mais uma vez (1º foi a casa, depois foi a escola e agora o irmão... hajam acontecimentos!). E depois o parto... Caramba, quem disser que da 2ª vez tudo é mais fácil mente. Os medos estão lá na mesma, a lembrança de um primeiro parto bem doloroso (embora até curto segundo a "norma"). Cada nascimento é um mundo novo e tudo pode acontecer. E essa incógnita deixava-me nervosa (e angustiada até).
Mas controlei-me e a equipa que me acompanhou foi simplesmente espetacular. E vivam os partos induzidos!!
Às 10h fui para a sala de dilatação (adoro esse nome hehe). E... colocação de gel no útero para início de contrações. Observação: é do caraças!! foi o que mais me custou no parto todo... No fim chorava baba e ranho como uma criança pequena. Fosga-se... mulher sofre pá... Não é justo.
Mas tinha uma enfermeira que foi 5 estrelas e que me tratou como se trata uma princesa. Muito calma, explicava tudo. Picou-me, colocou-me tubos, etc e trinta por uma linha - aquelas maravilhas que quem já teve filhos sabe...
Para quem não sabe as induções com gel são quase tiro e queda. E passados poucos minutos já a máquina acusava umas belas contrações e eu a começar a queixar-me... E de repente eram contrações quase seguidas. Não houve aquele processo lento das contrações normais que se vão encurtando e doendo cada vez mais. De repente nem respirava, nem tinha tempo. O meu corpo era uma máquina em funcionamento. Passo uma gravidez inteira sem contrações, sem notar nada (à excepção de algo mto leve quase no fim) e de um momento para o outro... zás... vamos lá para a frente com isto.
A minha querida enfermeira lá entrou em ação, anestesista venha cá, epidural para a veia (ou seja para as costas - também doeu que se fartou, bolas...), e de um momento para o outro... o paraíso!! O meu sorriso voltou e eu era toda paz e amor em vez de guerra e cara de má (ou de dor). Fabuloso! Nem queria acreditar! desta vez a epidural tinha funcionadoooo!! iupiii! Soube finalmente o que era a maravilha de levar uma epidural e conseguir dormitar de seguida, mesmo que na máquina os valores das contrações estivessem a rebentar com a escala.
Passado um belo bocado - novas dores - e zuca... toma lá mais droguinha que não precisas de sofrer.
Nisto já eram 13h e tal, quase 14. Mais um toque para ver como estava a minha máquina a funcionar. E pelos vistos estava muito bem. Faltava pouco para a dilatação completa. Eu nem queria acreditar.
E a minha querida enfermeira lembra-se da bola de pilates que estava nesse quarto (da outra vez não me lembro nada daquilo, nem queriam que eu me levantasse). Vamos para a bola vá, essa bacia tem de acabar o trabalho, a cabeça do bebé está super bem posicionada e só falta mais um bocadinho. Segui as instruções dela. Sentei-me na bola e gira devagar para aqui e para ali. Passados nem 2 minutos aconteceu o que ela previra. Um peso gigante a abater-se lá em baixo. Pensei: caraças! vai sair agora! ai, ai, ai, ai...
Mas... na! :) Isto não é assim meus amigos e amigas :) (a não ser para aquelas mulheres dos vídeos do youtube)
Mas toca lá de carregar na campainha e dizer que algo se estava a passar. Venham rápido. Entram novamente o meu médico e enfermeira, vamos lá a ver, humm... faça lá força um bocadinho, pronto, páre. Vamos para a sala de partos.
14h25 Vamos lá a isto então.
14h26 Faça lá força. Isso. Outra vez.
14h27 Mais uma vez, o tempo que conseguir aguentar. (O médico: "querem ver que eu não estou aqui a fazer nada, está a conseguir fazer isto sozinha, o bebé está basicamente a nascer sozinho com o seu trabalho.")
14h29 Sinto a cabeça do bebé a sair. Muita pressão mas zero dor, bendita epidural. Começo a ver o médico a agarrar em algo.
14h30 O P. está cá fora :))
Aquela visão novamente de um gato esfolado a chorar desalmadamente. O céu.
Desta vez - e ao contrário do que aconteceu com o M. (que nasceu de ventosa e desapareceu da minha vista segundos depois de mo mostrarem, para ver se estava tudo bem), o P. foi colocado sobre mim calmamente, sem pressas. Lembro-me do tempo abrandar. Lentamente passei o olhos por aquele ser tão pequenino que se agitava. Era perfeito. Um corpinho lindo. E o mais curioso: uma cabeça redondinha como se não tivesse passado por lado nenhum. E uma cara fofíssima, zangadita e confusa de quem vê o mundo pela primeira vez. Uma carita que me lembrava de já ter visto antes. Meu Deus! Ele era igual ao M. lol Tão, mas tão parecido!
E o tempo parou mais um bocado. Com calma pude fazer-lhe festas, passar a mão por aquele corpito pequenino que ainda agora estava dentro da minha barriga. Desta vez apreciei o milagre da vida com outra calma. Foi... magnífico. Muito, muito especial. Pude olhá-lo com calma, bebê-lo, respirá-lo, cheirá-lo, tocá-lo.
Era mãe de novo.
Indução foi a palavra chave e a que me deu arrepios. Já ouvi falar muito em induções e o que oiço nunca foi fantástico (mega dores, etc etc). Mas o médico assegurou-me que não ia ser nada de mais, ainda por cima com o colo do útero favorável (dilatação já de 1,5 cm) - provavelmente o corpito já sábio e a saber o que ia acontecer, 2º filho.
Amanhã??!!
Bom... eu sabia que daquela semana não passava - estava de 39 semanas e o meu obstreta não é fã de passar para mais do que as 40 semanas. E o M. tinha nascido com esse tempo. Com ajuda dos famosos toques... E eu odeio o raio dos toques (atenção - aqueles que é para fazer nascer as crianças, não os toques só para ver e coisa e tal).
O meu estomago deu reviravoltas de nervosismo.
Amanhã...
Lá ligámos o piloto automático e em poucas horas estava o esquema montado para nos assegurarmos das coisas do M., acabar a mala dele, juntar as coisas da escola, e preparar tudo para que no dia seguinte a avó avançasse com a sua rotina.
O nosso dia seguinte começou cedo (curiosamente nessa noite até dormi bem, embora tenha quebrado antes de me deitar e os nervos tenham dado lugar as umas quantas lagrimitas) e às 8h30 estávamos no hospital.
Nova nervoseira, mais lágrimas. O M. ia deixar de ser o meu filhote único e querido e nem lhe tínhamos dito que a partir desse dia o irmão ia chegar (sou supersticiosa... é deixar ver como as coisas se desenrolam e só depois dar a notícia), que o seu mundo ia mudar mais uma vez (1º foi a casa, depois foi a escola e agora o irmão... hajam acontecimentos!). E depois o parto... Caramba, quem disser que da 2ª vez tudo é mais fácil mente. Os medos estão lá na mesma, a lembrança de um primeiro parto bem doloroso (embora até curto segundo a "norma"). Cada nascimento é um mundo novo e tudo pode acontecer. E essa incógnita deixava-me nervosa (e angustiada até).
Mas controlei-me e a equipa que me acompanhou foi simplesmente espetacular. E vivam os partos induzidos!!
Às 10h fui para a sala de dilatação (adoro esse nome hehe). E... colocação de gel no útero para início de contrações. Observação: é do caraças!! foi o que mais me custou no parto todo... No fim chorava baba e ranho como uma criança pequena. Fosga-se... mulher sofre pá... Não é justo.
Mas tinha uma enfermeira que foi 5 estrelas e que me tratou como se trata uma princesa. Muito calma, explicava tudo. Picou-me, colocou-me tubos, etc e trinta por uma linha - aquelas maravilhas que quem já teve filhos sabe...
Para quem não sabe as induções com gel são quase tiro e queda. E passados poucos minutos já a máquina acusava umas belas contrações e eu a começar a queixar-me... E de repente eram contrações quase seguidas. Não houve aquele processo lento das contrações normais que se vão encurtando e doendo cada vez mais. De repente nem respirava, nem tinha tempo. O meu corpo era uma máquina em funcionamento. Passo uma gravidez inteira sem contrações, sem notar nada (à excepção de algo mto leve quase no fim) e de um momento para o outro... zás... vamos lá para a frente com isto.
A minha querida enfermeira lá entrou em ação, anestesista venha cá, epidural para a veia (ou seja para as costas - também doeu que se fartou, bolas...), e de um momento para o outro... o paraíso!! O meu sorriso voltou e eu era toda paz e amor em vez de guerra e cara de má (ou de dor). Fabuloso! Nem queria acreditar! desta vez a epidural tinha funcionadoooo!! iupiii! Soube finalmente o que era a maravilha de levar uma epidural e conseguir dormitar de seguida, mesmo que na máquina os valores das contrações estivessem a rebentar com a escala.
Passado um belo bocado - novas dores - e zuca... toma lá mais droguinha que não precisas de sofrer.
Nisto já eram 13h e tal, quase 14. Mais um toque para ver como estava a minha máquina a funcionar. E pelos vistos estava muito bem. Faltava pouco para a dilatação completa. Eu nem queria acreditar.
E a minha querida enfermeira lembra-se da bola de pilates que estava nesse quarto (da outra vez não me lembro nada daquilo, nem queriam que eu me levantasse). Vamos para a bola vá, essa bacia tem de acabar o trabalho, a cabeça do bebé está super bem posicionada e só falta mais um bocadinho. Segui as instruções dela. Sentei-me na bola e gira devagar para aqui e para ali. Passados nem 2 minutos aconteceu o que ela previra. Um peso gigante a abater-se lá em baixo. Pensei: caraças! vai sair agora! ai, ai, ai, ai...
Mas... na! :) Isto não é assim meus amigos e amigas :) (a não ser para aquelas mulheres dos vídeos do youtube)
Mas toca lá de carregar na campainha e dizer que algo se estava a passar. Venham rápido. Entram novamente o meu médico e enfermeira, vamos lá a ver, humm... faça lá força um bocadinho, pronto, páre. Vamos para a sala de partos.
14h25 Vamos lá a isto então.
14h26 Faça lá força. Isso. Outra vez.
14h27 Mais uma vez, o tempo que conseguir aguentar. (O médico: "querem ver que eu não estou aqui a fazer nada, está a conseguir fazer isto sozinha, o bebé está basicamente a nascer sozinho com o seu trabalho.")
14h29 Sinto a cabeça do bebé a sair. Muita pressão mas zero dor, bendita epidural. Começo a ver o médico a agarrar em algo.
14h30 O P. está cá fora :))
Aquela visão novamente de um gato esfolado a chorar desalmadamente. O céu.
Desta vez - e ao contrário do que aconteceu com o M. (que nasceu de ventosa e desapareceu da minha vista segundos depois de mo mostrarem, para ver se estava tudo bem), o P. foi colocado sobre mim calmamente, sem pressas. Lembro-me do tempo abrandar. Lentamente passei o olhos por aquele ser tão pequenino que se agitava. Era perfeito. Um corpinho lindo. E o mais curioso: uma cabeça redondinha como se não tivesse passado por lado nenhum. E uma cara fofíssima, zangadita e confusa de quem vê o mundo pela primeira vez. Uma carita que me lembrava de já ter visto antes. Meu Deus! Ele era igual ao M. lol Tão, mas tão parecido!
E o tempo parou mais um bocado. Com calma pude fazer-lhe festas, passar a mão por aquele corpito pequenino que ainda agora estava dentro da minha barriga. Desta vez apreciei o milagre da vida com outra calma. Foi... magnífico. Muito, muito especial. Pude olhá-lo com calma, bebê-lo, respirá-lo, cheirá-lo, tocá-lo.
Era mãe de novo.
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