Às vezes, como hoje, tenho as minhas (muitas) dúvidas. Faço tudo o que posso e não posso pelo meu filho. Tento dar-lhe asas quando acho que é para dar, protejo-o quando acho que é para proteger, dou-lhe para trás quando acho que é para dar, mimo-o sempre. Mas, às vezes, pergunto se até estas coisas são feitas nas alturas certas. Se faço bem. Se faço mal. Às vezes não sei se as respostas que lhe dou quando fala de coisas da escola são as melhores. Se o estou a ajudar ou a prejudicar. E só sei que nada sei. Pergunto-me se estou a dar demasiada importância a coisas que não têm importância. Afinal ainda só vai fazer 4 anos. Às vezes pergunto-me como é que uma pessoa que mal sabe se está a dar os passos certos na vida (eu) pode sequer educar outro ser e tentar que este seja uma pessoa boa, independente, feliz, confiante e que lute pelos seus objectivos. Às vezes pergunto-me se brincamos o suficiente com ele. Se devíamos fazer mais isto e menos aquilo... E como se não bastasse, parto para um 2º rapazolas e pergunto-me se no meio do caos que vai ser (pelo menos é o que todos dizem) tudo correrá bem. Se darei atenção a um ao mesmo tempo que terei de me dedicar a outro. Pergunto-me se a mudança de escola vem na altura certa - uma altura de revolução com um novo bebé.
Porque será que às vezes tudo parece tão simples e prático, e outras vezes tudo parece tão difícil? Isto de educar um filho tem muito que se lhe diga. E ainda a procissão vai no adro.
Hoje sinto-me frágil. Sinto-me a miúda que ainda tem de ser guiada na vida e não a mulher que tem de guiar.
Doces para os meus doces... Um diário bem docinho sobre a vida d.M (depois da Maternidade)
quinta-feira, 3 de julho de 2014
quinta-feira, 19 de junho de 2014
Hoje sinto-me...
(e nos últimos dias)
... com o peito e garganta a queimar-me numa azia constante.
... cansada e sem grande energia.
... com dor na perna - presente de uma caibra monumental esta madrugada.
(ai estas coisas maravilhosas da gravidez, só me faltam as hemorroidas, mas tenho esperanças de me safar!)
... com quantidades ridículas de culpa de deixar o meu filho quase sozinho na creche, enquanto os seus amigos vão para a praia e outros passeios, porque a maioria dos pais decidiu que iriam pagar a quantidade ridícula extra de dinheiro para que pudessem fazer isso e eu não.
... com alguma esperança que o rapaz se esqueça rapidamente desta "maldade" quando também se juntar às atividades com os amigos daqui a 1 semana e uns dias.
... frustrada com o rapaz que provavelmente é como os "gajos" normais a quem temos de sacar quase tudo a saca-rolhas, e que por vezes não me deixa perceber como se sente verdadeiramente.
... não muito animada com o trabalho.
Ai... a ver se me animo.
... com o peito e garganta a queimar-me numa azia constante.
... cansada e sem grande energia.
... com dor na perna - presente de uma caibra monumental esta madrugada.
(ai estas coisas maravilhosas da gravidez, só me faltam as hemorroidas, mas tenho esperanças de me safar!)
... com quantidades ridículas de culpa de deixar o meu filho quase sozinho na creche, enquanto os seus amigos vão para a praia e outros passeios, porque a maioria dos pais decidiu que iriam pagar a quantidade ridícula extra de dinheiro para que pudessem fazer isso e eu não.
... com alguma esperança que o rapaz se esqueça rapidamente desta "maldade" quando também se juntar às atividades com os amigos daqui a 1 semana e uns dias.
... frustrada com o rapaz que provavelmente é como os "gajos" normais a quem temos de sacar quase tudo a saca-rolhas, e que por vezes não me deixa perceber como se sente verdadeiramente.
... não muito animada com o trabalho.
Ai... a ver se me animo.
sexta-feira, 6 de junho de 2014
Perguntas...
- Mãe, tens muitos filhos no teu trabalho?
(lollllll mas onde é que este miúdos tiram isto?))
(lollllll mas onde é que este miúdos tiram isto?))
O M. e o irmão
Ultimamente a coisa que mais me derrete é o M. quando fala do seu futuro irmão:
- "Mãe, o nosso irmãozinho vai usar chucha?"
- "Mãe, o nosso bébé está aí quentinho, não é?"
Acho curioso como se refere a ele. O "nosso" :) É giro, muito giro!
- "Mãe, o nosso irmãozinho vai usar chucha?"
- "Mãe, o nosso bébé está aí quentinho, não é?"
Acho curioso como se refere a ele. O "nosso" :) É giro, muito giro!
quinta-feira, 5 de junho de 2014
E não é...
... que eu agora dou por mim a aumentar o volume desta música quando vou no carro?
(o que me aconteceu? mas lá que entra no ouvido entra hihihi)
(o que me aconteceu? mas lá que entra no ouvido entra hihihi)
sábado, 31 de maio de 2014
4 kg
Ai vida... pela balança do médico ganhei 4 kg num mês. Num mês!!! ai, ai...
(eu bem que me sentia meio baleia e rebolava um bocado ao sair da cama mas...)
(eu bem que me sentia meio baleia e rebolava um bocado ao sair da cama mas...)
segunda-feira, 26 de maio de 2014
A "vida perdida"
O que fazer quando perdemos a nossa vida numa mala? O que fazemos quando nessa mala está toda a nossa identidade: chaves de casa e carro, comando de garagem, carteira com todo o tipo de documentos (cartão de cidadão, carta de condução, cartões do banco, etc etc, ), telemóveis com fotos e vídeos... TUDO.
O que sentimos enquanto vamos ao local da mala perdida e (obviamente) não está lá nada? O que sentimos quando estamos na polícia a dar parte da nossa "vida perdida"? O que sentimos enquanto telefonamos para o banco a cancelar cartões? O que sentimos quando de repente pensamos que a nossa identidade pode literalmente ser roubada e usada por alguém com intenções menos boas?
Pânico meu caros. Medo. O corpo a gelar. Vemos a nossa vida a andar para trás. Pensamos "Nãooooooo... se eu ao menos tivesse parado para confirmar se tinha tudo comigo..."
Quem tem uma mala tem tudo - e quem tem tudo, tudo pode perder, porque qualquer um pode aceder a tudo na nossa vida. Não me lembro de um dia tão pavoroso como este domingo...
Mas... também não me lembro de uma tão grande sensação de alívio quando o nosso antigo vizinho nos telefona passadas umas (extenuantes) horas :D Parece que um senhor passou pelo antigo prédio (morada ainda antiga em alguns documentos) e teve a gentileza (humanidade, solidariedade, honestidade? essas coisas todas também serviam) de ir lá entregar a mala - que não entregou ao meu vizinho por ter medo e por achar que com ele (o próprio) as coisas estavam mais seguras. Eu que achava que já não se fazem pessoas destas... afinal estava errada!! E ainda bem! Só me apetecia dar um beijo ao homem e gritar: salvaste-me a vida!!!
Depois deste final feliz (ou quase, o meu telemóvel cheio de contactos, fotos e vídeos - que não tinha arquivado - foi mesmo roubado)... e para tornar o fim de semana mais saboroso... no final do dia percebi que tinha um prego gigante espetado numa roda do meu carro...
Há dias...
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