terça-feira, 7 de janeiro de 2014

A começar...

... a ver o copo meio cheio, em vez de meio vazio.

(a ver tudo o que vou perder, mas a imaginar tudo o que posso ganhar)


domingo, 5 de janeiro de 2014

Sobre Nunca Desistir

O meu início de 2014 está a ser no mínimo curioso...
Após umas boas entradas e muita fé da minha parte, o meu mundo foi abalado por notícias profissionais desanimadoras e por um fraco momento de saúde. Sem pré-aviso algum, de repente fiquei com uma inflamação brutal nos músculos da garganta (ou assim me disseram). Não sei o que despoletou isso: se algum "jeito" que dei ao pescoço, se a falta de ginásio anos a fio juntamente com 8h diárias ao computador, se o stress incrível desde há 1h ano e meio sobre "o que vai acontecer à empresa". Bom o stress finalmente rebentou com o início do ano e assim rebentou o meu estado de saúde. Depois de muito choro e desespero, de muito sofrimento por nem conseguir engolir saliva (os músculos apertam ainda a minha garganta como se alguém me sufocasse), e de um enfermeiro bem disposto que me deu uma bela injeção no rabiosque e me colocou uma droguinha na veia, a verdade é que 2 dias depois não melhorei por aí além. "Tens de ter paciência, estas coisas demoram a passar", mas bolas... lá que custa custa. Ontem passei 24h quase sem comer; engolir os medicamentos era mesmo só porque tinha mesmo, mesmo de ser. Estou com fome.
Para ajudar o início de ano, irei hoje ao velório da mãe de uma amiga minha... Morreu na véspera dos anos da filha. Ninguém merece... Nem queria acreditar na notícia; ainda no outro dia estávamos todos juntos a celebrar o novo ano e agora este novo ano começa meio empenado... O que se passa?

Quanto ao trabalho... mesmo tendo ataques de choro e pensando "porquê eu?", mesmo tendo pena de mim (sei que não deveria, não é "digno"), tento olhar de frente para as coisas. Ok, aconteceu. Apesar de me terem mostrado que correria de outro modo, o jogo mudou, as pessoas de facto dizem certas coisas quando precisam de certas coisas dos outros, e agora as condições são estas. Serei cortada de todos os hábitos até agora. Sei que mal passarei qualquer tempo com a equipa que me acompanhou durante anos. Sei que me sentirei muito sozinha. Sei que terei de fazer algum esforço para acreditar que as coisas correrão bem. Sei que terei de tomar nas minhas mãos algumas tarefas se quero levar o barco para a frente. Mas também sei que, para o meu próprio bem e da minha família, não posso desistir agora.

Agora será a altura de ver o que valho numa situação complicada. Agora é altura de puxar pelos meus cartuxos. Afinal não estou (ainda) no desemprego. Afinal alguém acredita ainda em mim (se eu acredito nela já é outra história, mas talvez seja bom acreditar um bocado). I will rise above. Ninguém me dará palmadinhas nas costas e me dará apoio moral, isso sei eu. Cada um por si, salve-se quem puder. E embora eu fique triste por mais uma vez constatar que o mundo laboral é um mundo de cão, não desistirei.

E mais, não desistirei de algumas ideias que tenho, de projetos meus. Ou é agora ou nunca será.

Descobri entretanto esta conferência, esta mensagem, esta oradora fantástica, esta nadadora que não desistiu aos 60 e poucos anos (para ouvir até ao fim, é interessante):


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

O Melhor e o Pior do Meu Dia

O Melhor: a sensação, ainda recente, de que o novo ano ia correr bem, com tantos projetos, tanta esperança. E ainda sinto os risos e a algazarra das crianças cá em casa no fim de ano. Da correria, de 3 miúdos traquinas e muito fofos a brincarem muito. Ainda vejo a imagem da L. e do M. deitados a dormir na cama dele, exaustos. Ainda oiço os risos dos adultos.

O Pior: a sensação de que me puxaram a ficha e fiquei às escuras, às apalpadelas. Hoje no primeiro dia de trabalho depois das mini-férias, puxaram-me o tapete. Ok, não fiquei sem chão. Mas caí bem redonda no chão duro. Sinto-me desanimada, injustiçada. Sinto-me usada para depois me darem um chuto. Lá vou eu começar de novo. Pode ser um mar de novas possibilidades sim (tenho de pensar assim senão afundo-me), mas também pode ser um fiasco e tudo ter os dias contados. A partir de agora é tudo um ponto de interrogação. Em menos de 1 mês cortarei o cordão umbilical com a equipa que me acompanha há anos e passarei a estar rodeada de outra que não faço ideia se funciona per se. Quem um dia me disse "foste a melhor coisa que aconteceu a esta empresa" largou-me ao meu destino. Mais uma vez me lembro da frase: amigos amigos, negócios à parte. Nunca me posso esquecer - no mundo dos negócios não há amigos, só há interesses. Essa é a dura verdade. E eu já a sabia, mas queria acreditar que era melhor.
Pode ser que Deus escreva direito por linhas tortas sim. Já me aconteceu uma vez. Mas fonix... É cansativo, é injusto, e deixa-me novamente com a sensação de estar na corda bamba. Não farei mais parte de projetos que gostava tanto. Foi sem dúvida o pior do meu dia. Sentir que já fiz tanto, mas que no fim de contas nada fez diferença.
Amanhã lutarei para ver o lado positivo de tudo isto. Lutarei para ter novamente esperança.
Mas hoje só me apetece chorar.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

2014

Neste último e atarefado dia de 2013 venho por aqui desejar um Feliz Ano Novo de 2014!
Por aqui já se fazem doces, já se prepara a mesa, já se esperam os amigos e a energia dos mais novos.
Desejo a todos um ano excelente, sempre mais positivos, com o trio maravilha sempre em sintonia: amor, saúde, dinheiro (é esse o trio, não é?)
Mas mais do que isso espero que este próximo ano traga o melhor das pessoas, do país. Desejo a todos muita saúde (principalmente isso, o resto vem por acréscimo), muito amor, muita amizade, muita compaixão, muita alegria. Que tenhamos a habilidade de lidar o melhor possível com todos os desafios que a vida nos vai trazendo. Que tenhamos muitos momentos felizes!

beijinhos e até já

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

A frase do dia

 “As mulheres gostam que lhe digam palavras de amor. 
O ponto G está nos ouvidos. Inútil procurá-lo em outro lugar.” 
― Isabel Allende

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Natal

(1982)

É de noite e estou à janela com os meus primos, a D. e o I.
A minha tia diz entusiasmada "Ali, está ali, viram?!", "Onde?!!" gritamos nós, "Aliiiii... Não viram?", "Não..." dizemos nós desapontados, a olhar para todos os lados. A minha tia ouve de novo o barulho dos sinos das renas "Ah estou a ouvir de novo, olhem! olhem! está a passar além!". Olhamos para o sítio apontado, mas o Pai Natal e as suas renas escapam-nos mais uma vez. Ele anda tão rápido, na sua pressa para distribuir os presentes todos, que nunca o conseguimos ver. Só a minha tia. E a minha mãe. Eu bem me esforço e estico o pescoço para tentar ver o céu escuro e estrelado para lá da janela, mas... nada. A excitação está ao rubro. Ele está quase a chegar e traz muitas prendas! Nem conseguimos acreditar que há um dia no ano em que um velhote simpático de barbas brancas nos traz os presentes todos que queremos (já mais velhinha, a começar a desconfiar da coisa, eu achava que este velhote era algum um amigo super rico do meu pai).
De repente o meu pai, o meu tio e os meus avós chamam: "Ahhhh Já está aqui! Já chegou!! Venham, está aqui com as prendas!!". Vou a correr, o coração acelerado, quero ver o Pai Natal finalmenteeeeeee, quero ver as prendaaaaassss! Mas, ai que ele já saiu agora mesmo pela porta, não o viste a sair?, estava com pressa, tem de ir entregar o resto das prendas aos outros meninos. A certa altura já não interessa. Estamos todos fascinados a olhar para a quantidade incrível de prendas à volta da árvore. E é o ataque! e é Natal! e somos miúdos e estamos a viver uma das épocas mais mágicas na vida das crianças.


(2013)

É de noite e o M. está à janela, na casa da minha mãe, com ela e com a D. (a minha prima e a madrinha dele). "Está ali viste?, "Onde, onde??" tenta ele ver com muita atenção, "Ali, ali!" dizem elas.
E enquanto prosseguem com a tentativa de descobrir, no céu escuro, o Pai Natal e as renas (dizem elas que até ouvem os sininhos das renas) os vários ajudantes do Pai Natal, lá em baixo, passam rapidamente as prendas todas da garagem para a sala. Uma Mãe Natal disfarça-se o melhor que pode em Pai Natal e espera não ser reconhecida. Depois toca um sino e diz alto "Ho!Ho!Ho!". Eu grito lá para cima "Venham! O Pai Natal já chegou e está a entregar as prendas! rápido venham!".
E o M. começa a descer de mão dada, e vê o Pai Natal!!

Momento super mega delicioso da noite: mal o vê lembra-se que os "crescidos" não andam por aí de chucha e muito menos em frente ao Pai Natal e saca rapidamente a chucha (que por acaso tinha na boca) e grita-me urgentemente "Mamã! Mamã! Guardaaaaa!"
ahahahahahahahahahahahahahahahahhhhhhhhhhhh

Desce mais uns degraus e olha atento, embasbacado para o Pai Natal que já está a sair e a dizer adeus porque a noite já vai longa e ainda tem de distribuir o resto das prendas pelos outros meninos. O M. ainda tenta espreitar para onde vai ele, mas já todos lhe chamamos atenção para as prendas. É um mar enorme de prendas grandes e pequenas, muita cor e alegria.
"Posso abrir esta prenda?" pergunta o M.
Sorrimos, essa não, essa não é para ti: "Olha abre antes aquela". E assim começa a verdadeira emoção do M. aos seus 3 anos (e quase meio) de idade. Depois de uma prenda aberta, de repente ele rasga o embrulho de outra prenda bastante grande. O embrulho é de um amarelo forte e quase que grita para ser aberto. E o barco... O famoso barco dos piratas, que foi tão, mas tão pedido, surge. (Tive de filmar o momento, aliás filmou-se tudo desde que ele começou a descer as escadas, para olhar para ele mais tarde.) Fiquei de coração quente... O M. quase dava saltos de excitação e gritinhos :) O meu docinho nem queria acreditar que o Pai Natal lhe tinha trazido o seu querido barco.
Claro que a partir daí já não queria ver mais prendas (Nota mental: dar a prenda favorita para último no próximo natal) e foi com esforço que olhou para outras coisas bem giras que recebeu. Mas adorou o peluche do Jake, os legos, o puzzle e outros mimos. Ah e adorou a espada que tanto pediu também (comprada no Chinês, o que prova que o mais caro não é o que as crianças mais gostam).
Eu adorei a roupa que lhe deram hehe (é sempre uma grande ajuda).

Pela primeira vez o M. gozou o Natal como deve ser gozado pelas crianças: a desejar que o Pai Natal chegue, a ter a/as prenda/as que pediu, a comer as guloseimas que quis, a deitar-se mais tarde (mas o João Pestana a teimar em chegar, muita esfregadela de olho...), rodeado da família.

Este meu Natal foi importante porque foi o 1º Natal em que o M. se apercebeu realmente do que era o "Natal" (para a sua tenra idade) e gozou o momento. E eu gozei o momento com ele. Gozámos todos acho. E estávamos quase todos. A família quase toda. Todos de boa saúde, todos com boa disposição.
Faltaram os meus avós que de certeza teria adorado ver o bisneto.

Obrigada, obrigada a todos por este Natal :) Fez-me recordar muitos bons momentos do passado (as parvoíces e risotas com os meus primos, os doces que a minha avó fazia e teimava em ter sempre na mesa), fez-me viver com emoção o presente, fez-me ter fé no futuro.

Feliz Natal!

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013