segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O melhor amigo

http://barneypatterson.wordpress.com/packaging/


O M. tem um melhor amigo :)
O curioso é que nem foi ele que o escolheu. O amigo escolheu-o a ele. Subitamente o J. começou a anunciar a novidade. Cioso do seu novo "melhor amigo", andou pela salinha a dizer aos meninos todos que eles não eram amigos dele, que o M. era apenas SEU amigo. lol
Já assisti a tal cena e lá tive de explicar ao fofo do J. que o M, é amigo de todos, que gosta de brincar com todos. "Mas o M. também é meu amigo, não é?". "Claro que sim! gosta muito de ti. Mas também gosta de brincar com os outros meninos, tu também gostas, não gostas?"

O J. é o tal rapazinho que sempre que o M. chega lhe faz uma grande festa. Quando chega e quando se vai embora! É só beijinhos e abraços, é só sorrisos. É tão, mas tão engraçado...! E faz-me derreter o coração ver aqueles 2 piolhos (sim, porque o M. não gosta de anunciar aos 4 ventos, mas adora o J., estão sempre a brincar juntos e fala nele muitas vezes) ainda tão pequenos e já com tantas afinidades.
Segundo a educadora estão constantemente juntos, brincam, volta e meia chateiam-se (com o J. algo possessivo) e fazem as parvoíces juntos. Sei que brincam entre todos claro, mas parece haver ali um elo especial.

É curioso: como é que aos 3 anos e meio (o J. nem isso, acho que só tem 3 anos) já sabem com quem gostam mais de brincar? são tão novinhos...

E o J. sabe-a toda... Se queres conquistar o amigo... conquista a mãe também! Ele é o tal que quando chego à sala me vem dar uma torre de legos ou um castelo ou um carro. Faz sempre algo para mim. (a partir daí o M. fazia-me o mesmo, mas desconfio que por ciumeira ahahaha).
Parece-me que se continuarem na mesma turma (e principalmente na mesma escola) o J. será daqueles meninos a quem irei dar de lanchar em minha casa muitas vezes.
Espero que sim. Seria muito giro :)


Por falar em coisas "fofa mais fofa não há" vi recentemente estas imagens. Derreti-me toda, são do mais querido que tenho visto ultimamente. Vejam e leiam.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

A mãe Natal

Ainda faltavam meses para o Natal e já eu estava começar a magicar no que o Pai Natal iria dar ao M. agora nas festas. E armada em mãe Natal lá lhe fui perguntando e, sem que ele percebesse, sugerindo coisas a ver se ele gostaria. E durante meses ele foi dizendo que queria uma espada e o barco do Jake (Jake e os Piratas da Terra do Nunca). Eu fui brincando a dizer que tinha de se portar bem, etc etc e a dizer que tinhamos de escrever uma carta ao Pai Natal etc etc.
Nunca prometi nada, mas ao mesmo tempo estava plantado o bichinho nele, não estava prometido, mas estava.
E agora que me pus no encalço do barco... o raio do barco não está em lado nenhum!!! Não encontro o raio do brinquedo em lado nenhum! Ó sorte malvada...
E agora, volta e meia, ele fala no barco e eu caladinha ou a desviar a conversa... lol
Ò deuses dos brinquedos e afins - não me deixem ficar mal!! Pleaseeeeee!!
Já aprendi a lição, prometo.
Nunca, mas nunca "prometo" nada sem primeiro já ter a coisa na minha posse.
Agora vá... que apareceça o barco à minha frente na próxima loja!

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O melhor de hoje

O melhor de hoje foi a publicação de um artigo
meu numa revista relacionada com a minha área :)
Pode ter sido um pequeno passo para muitos,
mas foi gigante para a minha humanidade :)

(estou aos pulos de contente! só me apetece gritar ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh yessssssssss hehe)

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Ainda acerca de...

... um texto que li sobre as baixas expectativas que temos dos nossos filhos. É verdade, temos sempre grandes expectativas sobre os nossos filhotes. Queremos que sejam os melhores. Queremos o melhor para eles. Queremos filhos perfeitos mesmo que saibamos que isso é impossível (e até indesejável por vários motivos). Ao baixarmos as nossas expectativas agiremos com mais naturalidade e de acordo com o que eles são capazes, deixaremos as ansiedades de lado. Puxar por eles sim, aniquilar os seus gostos ou sobrepor os nossos aos deles, isso não.

Isto para dizer que mesmo antes de ter lido sobre isto das expectativas já tinha feito esse exercício, especificamente sobre as aptidões dos miúdos. Faço-o sempre que entro na sala da turma do meu rapaz e vejo os desenhos dos outros coleguinhas. Uns mais velhos, outros da mesma idade, um ou outro mais novos. Quase todos com algo já característico no seu desenho - círculos pintados, um boneco desenhado, algo. Num exercício de tema livre o M. pinta aquilo que lhe apetece. E isso são riscos indistintos de várias cores. Não há nada específico, um sol, um foguetão, algo que às vezes, cá em casa, lá faz. Riscos e mais riscos. Só tem paciência para isso. Muito contente afirma que pintou um quadrado (o exercício era desenhar, tema livre, dentro de um quadrado já impresso.) Olho para os outros desenhos. E baixo as minhas expectativas quanto ao imaginar o meu filho, um dia mais velho, como sendo um grande artista lol.
Num exercício de humildade (e frustração) admito: pronto, ele não gosta de desenhar, não está para isso, despacha aquilo e acabou. Não tem "jeito". Num exercício de culpa penso que se calhar sou eu que em casa não puxo mais por ele (são raras as vezes que desenhamos). Noutro exercício de autoperdão lembro-me dos momentos felizes e vejo as tardes passadas em parques, cheios de energia, a correr e brincar, a passear e ver coisas. Perdoo-me pensando que não puxo pelo desenho, mas ao menos puxo-lhe pela imaginação, pelo vocabulário, pelos jogos, pela curiosidade sobre o mundo.
Chego a casa e, depois de pousar a mala, e resistindo a correr para a cozinha para adiantar o jantar (enquanto ele corre para a televisão para ver os seus amados Piratas da Terra do Nunca), proponho fazermos um dos vários puzles que temos em casa. E o meu piolho entretém-se, entusiasmado em encaixar inúmeras peças de um puzle gigante. Estou impressionada como sempre fico com a habilidade dele em jogos de encaixe e precisão.
E as minhas expectativas aumentam. E penso que pode não vir a ser um Picasso, mas pode vir a ser muita coisa. Pode vir a ser tudo!
As minhas expectativas neste momento são apenas um: aproveita o mundo de possibilidades que tens.
As minhas expectativas estão saudáveis, acho. Não é um "filho perfeito" (embora no fundo, no fundo, eu saiba que ele é perfeito no meio das suas imperfeições), mas nem eu sou uma mãe perfeita. No meio das nossas imperfeições somos um do outro e divertimo-nos no processo.
E isso é que interessa.

O melhor do meu dia

"No final do dia, antes de fechar os olhos e ceder ao cansaço, fazemos um exercício: escolher o melhor do nosso dia. Fazemos as pazes com o que correu mal, aceitamos as respostas que ainda precisam de tempo, acalmamos os medos e as angústias e guardamos apenas o melhor. Podem ser horas de festa ou apenas um instante de silêncio"


Uma proposta da Catarina. Um exercício a fazer sempre que pudermos.

O melhor do meu dia hoje foi... 
chegar a casa, respirar fundo, e pensar: home sweet home.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Perguntas

A caminho da escola, dentro do carro, e ao ver 3 miúdos já mais velhos a caminharem sozinhos:
"Mamã, aqueles meninos perderam os papás deles?"

:)