Adoro! Adoro vê-los e comê-los. E um dos meus objectivos é aprender a fazê-los :P
Hoje descobri esta imagem deliciosa. Até dá pena comer :)
Doces para os meus doces... Um diário bem docinho sobre a vida d.M (depois da Maternidade)
terça-feira, 15 de outubro de 2013
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
O Susto
No meio de 0 fraldas à noite e muita alegria por este novo passo na vida do M., esta madrugada ele pregou-me um grande susto. O M. tem uma nova cama. Chegou no outro dia para substituir o berço que claramente estava a ficar pequeno demais para o nosso grandão. A nova cama é daquelas grandes, pode-se considerar de teenager já. Cama de solteiro com gavetão por baixo. Branquinha e linda, a dar com o resto dos móveis. Mas a cama é bastante alta e por isso colocou-se uma barra de proteção do lado desprotegido (está encostada à parede). Ora essa proteção não tem o comprimento todo da cama, é bem mais pequena e eu tentei centrá-la de modo a que o protegesse de quedas mesmo que girasse o corpo para os pés da cama. Ora esta madrugada, eram 5 da matina, acordei. O miúdo mexia-se e remexia-se. Ou estás a sonhar ou vais acordar por algum motivo (chucha etc). A certa altura achei estranho tanto mexidela e num momento finalmente de silêncio, algo me disse para eu ir lá. Não sei porquê mas tinha de o ir lá ver. Quando lá chego ia tendo um ataque... O rapaz estava com o corpo junto à cabeceira da cama. Em vez de ter o corpo ao longo do comprimento da cama, estava ao longo da largura junto à cabeceira, justamente com a cabeça virada para a parte que não tinha proteção!! Era só escorregar mais um bocado e caia de cabeça no chão, desamparado. Fiquei gelada...
Num instante girei-o e puxei a barra protetora mais para cima, não deixando folga junto à cabeceira.
Teria sido tão mau se ele tivesse caído... nem quero pensar.
Nas próximas noites vai ser: almofadas no chão, cadeira a tapar a zona dos pés (não vá ele a dormir virar-se para essa zona também e por causa da folga aí, cair).
Fiquei mesmo aflita :( Rezo e agradeço a todos os santinhos por ter acordado na altura certa e ter tido a clarividência de ir lá! Que susto... Já não dormi o resto da madrugada...
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
E foi desta também!...
... que o bidu na noite seguinte fez uma bela mijada na cama durante a noite e tive de mudar a cama toda e o rapaz todo. E vivam os xixis noturnos! :P
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
E foi desta!
O bidu dormiu a sua primeira noite sem fralda (por iniciativa própria!)... e não fez xixi!! Está mesmo crescido aquele fofuxo. A ver se essas noites agora se tornam a regra :)
sábado, 5 de outubro de 2013
Aniversário
Fiz anos aqui há dias. Olho-me ao espelho. Sinto-me bonita, embora mais velha. Vejo rugas de expressão que nunca estiveram lá. E agora estão. Tenho mais rugas num olho do que no outro, o que me chateia de morte. Cremes para cima! Há que combater isto!
Interiormente ainda me sinto uma miúda. E serei sempre a miúda de ténis, jeans e alguma camisolita gira. É sem dúvida o que prefiro vestir. É assim que me sinto eu.
Este ano fiz anos num país longe daqui. Aproveitei férias perto dessa data e juntei tudo. Foi divertido e diferente. Foi a 2ª vez que o fiz. Mas penso que deve ser a última. Para além de ter estado longe da família em geral, estive longe do meu rapazinho lindo. Rapazinho esse que me deu os parabéns por telefone. Rapazinho esse que teve a sua primeira aula de natação enquanto eu estava fora. E isso deixou-me um travo amargo na boca. Rapazinho esse que eu teria adorado ter nos braços a dar-me os parabéns no próprio dia e a dar-me uma prenda ou flores. Bem sei que ainda não é ele que as compra, mas o ar fofo com que me dá as coisas é do melhor. O meu rapazinho já topa tudo. Percebe as coisas e cada vez mais vai perceber se estamos presentes nas ocasiões especiais. E aniversários são ocasiões especiais. E embora eu ultimamente trate o meu como algo sem grande importência, não quero mais isso. Quero voltar a fazer jantares ou lanches. Voltar a comemorar em cheio e com muita gente! Para o ano estarei cá e iremos comer imenso bolo de pão-de-ló com recheio de ovo (o meu preferido). A não ser que o mundo acabe - está prometido.
Entretanto quero falar das mensagens e telefonemas de parabéns. Quero desabafar o facto de (alguns) amigo/as /parentes próximos a darem-me os parabéns... pelo Facebook. Adorei os telefonemas, os sms de muita gente. Dantes recebia os telefonemas com muito agrado, quando não havia telemóveis. Depois com a chegada destes passei a receber também alguns sms (geralmente de pessoas menos próximas). Depois os sms's generalizaram-se e comecei a receber metade telefonemas e metade sms. E presumi que muitas pessoas (como eu) não gostam de falar ao telemóvel. Por isso preferem enviar um sms e despachar a coisa. Ou então, é para poupar uns trocos. Mas pelo menos é para mim, moi. Agora... a mania do facebook. Devo ser ainda um bocadinho retrógrada, mas ainda não me habituei a que pessoas próximas (algumas) me dêem uns sucintos parabéns através da famosa rede social. Percebo que é rápido e indolor, o FB até nos poupa a memória e lembra-nos dos aniversários de toda a gente, mas é tão... impessoal quando se tem uma relação pessoal. Já sei que cada vez vai ser mais assim, provavelmente terei de me habituar. Qualquer dia falamos todos por chats embora estejamos sentados numa mesa frente a frente. Enfim, ainda não me habituei e não gosto. Pessoas - telefonem! No dia ou sem ser no dia (ou mandem sms caso não dê mesmo para telefonar - aniversariante no estrangeiro o que obriga a telefonemas caros, saldo a zero no telemóvel, telemóvel em paradeiro desconhecido, etc etc) mesmo que não possamos estar juntos (seja porque estou fora ou porque vocês estão fora) é bem mais giro e pessoal. Do meu lado farei o mesmo. Sei que às vezes somos todos um bocado preguiçosos, mas prometo que deixarei eu também a preguiça de lado.
E pronto. Já são 2 promessas hoje. Eu que não gosto de prometer nada porque tenho sempre medo de não conseguir cumprir.
Interiormente ainda me sinto uma miúda. E serei sempre a miúda de ténis, jeans e alguma camisolita gira. É sem dúvida o que prefiro vestir. É assim que me sinto eu.
Este ano fiz anos num país longe daqui. Aproveitei férias perto dessa data e juntei tudo. Foi divertido e diferente. Foi a 2ª vez que o fiz. Mas penso que deve ser a última. Para além de ter estado longe da família em geral, estive longe do meu rapazinho lindo. Rapazinho esse que me deu os parabéns por telefone. Rapazinho esse que teve a sua primeira aula de natação enquanto eu estava fora. E isso deixou-me um travo amargo na boca. Rapazinho esse que eu teria adorado ter nos braços a dar-me os parabéns no próprio dia e a dar-me uma prenda ou flores. Bem sei que ainda não é ele que as compra, mas o ar fofo com que me dá as coisas é do melhor. O meu rapazinho já topa tudo. Percebe as coisas e cada vez mais vai perceber se estamos presentes nas ocasiões especiais. E aniversários são ocasiões especiais. E embora eu ultimamente trate o meu como algo sem grande importência, não quero mais isso. Quero voltar a fazer jantares ou lanches. Voltar a comemorar em cheio e com muita gente! Para o ano estarei cá e iremos comer imenso bolo de pão-de-ló com recheio de ovo (o meu preferido). A não ser que o mundo acabe - está prometido.
Entretanto quero falar das mensagens e telefonemas de parabéns. Quero desabafar o facto de (alguns) amigo/as /parentes próximos a darem-me os parabéns... pelo Facebook. Adorei os telefonemas, os sms de muita gente. Dantes recebia os telefonemas com muito agrado, quando não havia telemóveis. Depois com a chegada destes passei a receber também alguns sms (geralmente de pessoas menos próximas). Depois os sms's generalizaram-se e comecei a receber metade telefonemas e metade sms. E presumi que muitas pessoas (como eu) não gostam de falar ao telemóvel. Por isso preferem enviar um sms e despachar a coisa. Ou então, é para poupar uns trocos. Mas pelo menos é para mim, moi. Agora... a mania do facebook. Devo ser ainda um bocadinho retrógrada, mas ainda não me habituei a que pessoas próximas (algumas) me dêem uns sucintos parabéns através da famosa rede social. Percebo que é rápido e indolor, o FB até nos poupa a memória e lembra-nos dos aniversários de toda a gente, mas é tão... impessoal quando se tem uma relação pessoal. Já sei que cada vez vai ser mais assim, provavelmente terei de me habituar. Qualquer dia falamos todos por chats embora estejamos sentados numa mesa frente a frente. Enfim, ainda não me habituei e não gosto. Pessoas - telefonem! No dia ou sem ser no dia (ou mandem sms caso não dê mesmo para telefonar - aniversariante no estrangeiro o que obriga a telefonemas caros, saldo a zero no telemóvel, telemóvel em paradeiro desconhecido, etc etc) mesmo que não possamos estar juntos (seja porque estou fora ou porque vocês estão fora) é bem mais giro e pessoal. Do meu lado farei o mesmo. Sei que às vezes somos todos um bocado preguiçosos, mas prometo que deixarei eu também a preguiça de lado.
E pronto. Já são 2 promessas hoje. Eu que não gosto de prometer nada porque tenho sempre medo de não conseguir cumprir.
Lugares (1)
Está a anoitecer, e, ainda de dia, numa certa zona, com mais um canal de água pelo meio (há dezenas deles), as luzes vermelhas começam a acender. A noite começa, o fluxo de pessoas aumenta, aumenta o cheiro intenso de cannabis, aumenta o cheiro a fritos por todo o lado. De repente tudo fica enjoativo. Algumas mulheres começam a aparecer nas janelas, sob as famosas luzes vermelhas. Olho mais de perto. Passo várias vezes pela mesma rua, pelas ruas paralelas e perpendiculares. A maioria são miúdas. Daria a algumas 18 anos (não posso dar menos porque esta bela profissão lá só deve ser legal a partir dessa idade, se não dava a algumas bem menos...). E fico pasmada porque... são lindas! Caramba... parecem top models: algumas altas, todas de corpo seco e bem esculpido, com as curvas no lugar certo. Umas loiras, outras morenas. Todas com uma espécie de biquini giro e brilhante (muitos brancos ou fluorescentes) ou então de lingerie. Podiam ser a vizinha gira da porta ao lado ou a amiga estrangeira de uma nossa amiga. Das vezes que passo por elas, umas vezes olho-as na cara, nos olhos, outras simplesmente baixo os olhos. Por alguma razão sinto-me envergonhada. Não por (eu) estar ali. Mas acho que por elas. Não quero ter tom paternalista ou de compaixão beata, essas coisas. Nada disso. Mas estou de boca aberta, pasmada. Como é possível... Piscam os olhos aos homens que passam, fazem beicinho, mandam beijos. Algumas fazem poses mais ousadas. Outras provocam deliberadamente, algo obscenas, rapazes que lhes gritam algo que não percebo. Eles riem-se, falam alto, fazem-lhes gestos. Elas retribuem. Não percebo se estão mesmo divertidas e a gozar a situação ou se simplesmente tudo aquilo é pura defesa. Elas estão por detrás de portas de vidro. Ninguém lhes pode fazer mal se elas não quiserem. Vêem-se às vezes homens sentados aqui e ali a fumar. Não percebo se são proxenetas ou se são apenas alguém que as protege, algum amigo ou familiar. Provavelmente são um "ninguém". Um ninguém que simplesmente as observa, mais um cigarro, mais um charro. Todos os dias é o mesmo. Alguém sopra ao ouvido: coca... Não obrigada. Siga.
Tento abstrair-me. Visualmente é engraçado. Uma data de mulheres bonitas e novas a pavonearem-se. Dão nas vistas. A luz vermelha dá um toque de mistério, de sedução, é verdade. E continuo espantada por terem corpos tão bem delineados. Esperava travestis, mulheres mais velhas e degradadas, mulheres feias. Tento abstrair-me. Mas não consigo. Não entendo o que estão aquelas miúdas todas ali a fazer, a vender o corpo, a serem tocadas por estranhos e a executarem coisas íntimas com quem não conhecem. Pergunto-me se forem abordadas por um homem repugnante, de quem tenham nojo, se o deixam entrar. Gerem o seu próprio negócio e podem recusar quem quiserem ou são geridas e têm de receber todos? (devia ter feito o Red Light Tour e feito essas perguntas todas à ex-prostituta que faz os tours)
Tento abstrair-me. Visualmente é engraçado. Uma data de mulheres bonitas e novas a pavonearem-se. Dão nas vistas. A luz vermelha dá um toque de mistério, de sedução, é verdade. E continuo espantada por terem corpos tão bem delineados. Esperava travestis, mulheres mais velhas e degradadas, mulheres feias. Tento abstrair-me. Mas não consigo. Não entendo o que estão aquelas miúdas todas ali a fazer, a vender o corpo, a serem tocadas por estranhos e a executarem coisas íntimas com quem não conhecem. Pergunto-me se forem abordadas por um homem repugnante, de quem tenham nojo, se o deixam entrar. Gerem o seu próprio negócio e podem recusar quem quiserem ou são geridas e têm de receber todos? (devia ter feito o Red Light Tour e feito essas perguntas todas à ex-prostituta que faz os tours)
Passadas umas voltas vejo várias cortinas fechadas. Sinto-me estranha. À minha volta e dentro daquelas vitrines inúmeras miúdas fazem mil e uma coisas a homens velhos, novos, feios, bonitos, ricos, pobres, simpáticos, arrogantes, charmosos, pirosos, charrados, bêbados, sóbrios, etc...
Sim, já sei que é tudo legal e têm condições higiénicas bla bla bla. Já sei que a legalização da prostituição fez parte da emancipação das mulheres de lá. Fazem o que querem dos seus corpos, ganham imenso dinheiro com isso e passados uns tempos voltam para casa como e nada fosse, com a conta do banco recheada, casa nova, dívidas pagas, e prontas para um novo recomeço. Fazem o que querem e pagam impostos por isso.
Sim, não discordo da legalização (mas também não sei se concordo). Os homens (alguns, muitos, não sei) fazem-no de qualquer modo. Mas não me entra na cabeça o usar o corpo para ganhar dinheiro e sentirem-se livres por isso. Não estamos a falar de prostituição de luxo - posso estar muito errada e não conheço nada desse mundo -, mas penso que aí o nível é outro, e só está nele quem quer mesmo, quem goza a situação, quem tem maior controlo da sua vida. São situações privadas, discretas. Não são "carne fresca" em exposição em montras. Essa parte é tão, mas tão degradante. O que fazem aí miúdas? Querem ganhar uns trocos enquanto estudam? Vão trabalhar em part-time numa restaurante ou café, façam babysitting, etc etc. Porque estão ali? Porque gostam de sexo com qualquer homem? Porque têm imensas dívidas para pagar? Porque têm a família para ajudar? Porque querem ter roupas caras? Um bom carro? Uma boa casa?
Quanto ganham por noite? Gostam do que fazem ou sentem-se tão mal como eu me senti por vos ver aí? O que estão a fazer aí? Devia ter batido numa das vitrines e perguntado... Ficarei para sempre a questionar-me.
Nem tudo é "bonito". Algumas ruas perpendiculares revelam as tais mulheres "gastas" de que estava à espera. Corpos já disformes do tempo, vêm-se marcas, nódoas, peles descaídas. Numa outra rua vêem-se os tais travestis que já vira em documentários. Aqui o ar não é tão amigável e sedutor. Simplesmente esperam. Esperam pelo próximo. Noutra rua apenas mulheres mulatas ou pretas. As ruas dividem-se para todos os gostos. Mas de repente a sensação já não é tão juvenil ou erótica. Acho estas mulheres tristes. As outras da rua principal ainda fingem. Estas já não. Esperam por quem lhes irá pagar mais uma noite.
Não sei ainda o que pensar desta visão. Divido-me entre o choque de ver aquele "espetáculo" e a excitação de ver a rua das "prostitutas legais". Deixem-me digerir a coisa.
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