Estou cansada.
Deste desalento todo.
Da política deste país.
Da política instável dos meus chefes.
Da instabilidade da minha mente.
De me sentir exausta o tempo todo.
De não ter a cabeça livre e em paz.
De não ter mais tempo para mim.
De ter 1001 tarefas para fazer em casa.
De ter 1001 tarefas para fazer no trabalho.
De ter de me esforçar para sorrir mesmo quando não me apetece.
De ter de justificar porque estou a chorar, mesmo quando nem sei bem porquê.
De ter de me justificar porque estou a sorrir, mesmo quando às vezes nem tenho razões para isso.
Estes últimos dias têm sido um esforço.
Para estar bem. Para trabalhar bem.
Estou cansada e quero férias.
Quero não ter de pensar em nada.
Quero aproveitar a minha família.
Quero esquecer o trabalho.
Quero esquecer pessoas mesquinhas.
Quero esquecer pessoas carentes.
Quero esquecer pessoas com egos gigantes.
Quero focar-me nas coisas boas.
Quero focar-me nas pessoas boas.
Quero focar-me no que me traz paz interior.
Há tanto tempo que não tenho paz interior.
Sempre que estou perto de a atingir, algo acontece que me esgota.
Estou esgotada.
Fisicamente e mentalmente.
Estou sempre maldisposta de tanto stress.
Não há quem aguente.
Quero o meu EU de volta.
Preciso de férias urgentemente.
Estou farta de ver as mesmas pessoas todos os dias.
Comentar os problemas da empresa todos os dias.
Ficar atónita todos os dias.
Preciso de férias, férias, férias de tudo e de todos.
Quero dormir um dia inteiro, mas não posso.
Ai céus! que amanhã seja um dia melhor, da-se...
Doces para os meus doces... Um diário bem docinho sobre a vida d.M (depois da Maternidade)
quarta-feira, 17 de julho de 2013
E mais conversas...
Depois de deitar o M. e passados quase 10 minutos de monólogo (quase aos berros) da parte dele. Ele no quarto, eu na sala.
- M.!! Agora é para dormir!
- Ahn?
- Dorme...
- Mas eu... eu...
- Agora é hora de dormir, não há mais cantoria.
- Mas...hum... eu quero ir fazer cócó! (desde há meses que esta é a sua tentativa preferida para o tirarmos da cama, depois de já estar deitado)
- Não vais nada! já sei que depois não fazes...
- Mas eu quero fazeeeeerrrrrr.
- Não queres não.
- Quero, quero!!
- Olha M., se te vou aí buscar e depois não fazes... zango-me a sério!
- Hum...
- pois...
- Mamã!!
- ... diz...
- Olha que eu não brinco mais contigo!!
loooollllll
- Então não brinques.
Silêncio.
- Olha que não brinco mais... (já sem muita convicção)
- Dorme mas é...
E calou-se. E lá dormiu. Ai paciência.
- M.!! Agora é para dormir!
- Ahn?
- Dorme...
- Mas eu... eu...
- Agora é hora de dormir, não há mais cantoria.
- Mas...hum... eu quero ir fazer cócó! (desde há meses que esta é a sua tentativa preferida para o tirarmos da cama, depois de já estar deitado)
- Não vais nada! já sei que depois não fazes...
- Mas eu quero fazeeeeerrrrrr.
- Não queres não.
- Quero, quero!!
- Olha M., se te vou aí buscar e depois não fazes... zango-me a sério!
- Hum...
- pois...
- Mamã!!
- ... diz...
- Olha que eu não brinco mais contigo!!
loooollllll
- Então não brinques.
Silêncio.
- Olha que não brinco mais... (já sem muita convicção)
- Dorme mas é...
E calou-se. E lá dormiu. Ai paciência.
terça-feira, 16 de julho de 2013
Música incrível / vídeo espantoso (e weird, não dá para todas as mentes)
Este tipo dos Faith No More não pára de espantar... (e isto já tem uns anos)
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Isto das redes sociais...
... tem muito que se lhe diga. Big brother is watching you e nós andamos a observar os outros também. Ontem, numa ida a um parque para a "cria" poder brincar ao ar livre e correr quem nem um maluco (a liberdade é uma coisa porreira), encontrei uma conhecida cujo blogue frequento (das poucas que conheço que tem um, o resto dos blogues que visito são de pessoas desconhecidas para moi). E de repente a conversa, agradável, fez-me pensar. Embora a veja muito raramente, dei por mim a falar com ela como se o fizesse frequentemente. Falei sobre os filhos, a escola deles, a nova gravidez dela, o nome da futura filha, etc etc. TUDO isto informação que vi no seu blogue... Dei por mim a pensar que esta nova era de tecnologias bloguísticas, facebooks, etc faz com que saibamos tudo em casa, sem sair do nosso conforto. Faz com que as amizades e conhecimentos sejam mais online do que em pessoa. Faz com que me sinta uma intrusa sem querer (porque as pessoas colocam essas informações na net de livre vontade, porque querem que os outros as vejam). Sinto-me estranha por saber tanta coisa de tanta gente que conheço pouco ou não conheço de todo. Mesmo no facebook... Sei mais coisas de amigos e conhecidos agora que tenho facebook do que quando nos limitávamos a falar apenas em encontros de café.
Se por um lado isto das redes sociais é bom, por outro faz-me falta as pessoas contarem coisas porque estamos juntas a fazer algo e surge em conversa. O que aconteceu às nossas vidas? Sabemos demasiado em relação a perfeitos desconhecidos e passamos a saber mais ainda do nossos amigos mas sem estarmos efectivamente com eles.
Só por isto vou marcar um jantar com as minha amigas para por em dia a conversa e ver aquelas caritas lindas e sorridentes!
domingo, 14 de julho de 2013
terça-feira, 9 de julho de 2013
Reading Sessions
E voltando a falar de livros: li recentemente 2 livros incríveis que de certo modo mudaram e ajudaram o meu eu interior e emocional a desenvolver-se. O Filho de Mil Homens do Valter Hugo Mae e o Sputnik, Meu Amor do Murakami.
E embora saiba que poucos são os que espreitam este meu humilde blogue, venho aqui para recomendar estes 2 poços de sabedoria. Escritas muito diferentes, mas ambas muito envolventes. Ambos mestres em descrever o Amor (e os vários tipos de Amor que podemos ter e sentir), em escrever sobre as relações humanas, sobre as sociedades, sobre as regras e padrões que nos são impostos e que muitas vezes não são verdadeiros e aos quais não sabemos escapar. Mestres em pôr em palavras o que muitas vezes sentimos mas não sabemos bem como expressar. A cada página pensamos "bolas, como eu gostava de ter escrito isto".
Leiam. Leiam e deliciem-se. Vale MESMO a pena.
E embora saiba que poucos são os que espreitam este meu humilde blogue, venho aqui para recomendar estes 2 poços de sabedoria. Escritas muito diferentes, mas ambas muito envolventes. Ambos mestres em descrever o Amor (e os vários tipos de Amor que podemos ter e sentir), em escrever sobre as relações humanas, sobre as sociedades, sobre as regras e padrões que nos são impostos e que muitas vezes não são verdadeiros e aos quais não sabemos escapar. Mestres em pôr em palavras o que muitas vezes sentimos mas não sabemos bem como expressar. A cada página pensamos "bolas, como eu gostava de ter escrito isto".
Leiam. Leiam e deliciem-se. Vale MESMO a pena.
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