quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Perguntas pertinentes

Hoje de manhã, enquanto descia de elevador para a garagem, o meu bonequinho observava atentamente o seu Mickey (que ultimamente é o companheiro quase diário para o acompanhar à escola). Girava o boneco, observava (com aquela cara mega concentrada que me mata de riso e orgulho), voltava a girar e, de repente, sai a pergunta importantíssima:
- Mamã, onde está a pilinha do Mickey?

Conclusão: É por estas e por outras que observar os nossos filhos a crescer é das coisas mais divertidas que iremos fazer na vida lollll

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Statements...

Frase favorita do M. ultimamente (seja quando acorda da sesta, ou quando acorda de manhã, ou quando acorda às 5h ou 6h da manhã):
Não quero fazer mais ó-ó!!... não quero fazer mais óóó-óóó!!
Ai esta energia contínua...

Os dias sem o M.

É estranho... Quando estou com ele (e estou basicamente SEMPRE com ele) há momentos em que gostaria de ter uma pausa, descansar, fazer algo de "crescidos" que não envolva jogar à bola (ou seja basketball dado que o piqueno só grita cestoooooo!!!!), brincar com Legos, tocar guitarra e cantar, meter os peluches a dormir, fazer comida na cozinha de brincar, brincar com ferramentas, fingir que sou a paciente do Sr. M enquanto sou auscultada seriamente ou os ouvidos vistos, etc etc...
Há alturas em que no meio do caos e da brincadeira contínua, gostaria de mudar o lado do CD e fazer algo MEU, de adulto. Ou simplesmente não fazer nada e desfrutar.
Mas nos dias em que o M. não está comigo porque vai, por exemplo, brincar para casa dos avós... aí parece que já nem sou eu. Não sei descansar. Não sei bem o que fazer. Fico meio perdida. Enquanto vejo um filme e faço ronha no sofá ou enquanto arrumo a casa ou outra coisa do género, no fundo estou só a contar os minutos até ele chegar e eu dar um abracinho sentido ao meu piratinha doce.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Falta de mimos

Depois de uma hora e meia de bocarra aberta (no fim já estava impaciente, a bater o pé, a querer mudar de posição, ai que aquilo nunca mais acabava) lá acabou a malfadada cirurgia. O curioso é que agora que o M. tem dormido a noite toda, tenho eu de acordar às 4h da manhã durante mais uns dias para tomar um anti-inflamatório. E dormir de cabeça levantada. E tomar mais umas quantas drogas. E não aproximar demasiado a minha cara do M. para evitar cabeçadas ou algum encontrão mais infeliz que deite tudo a perder. Tou feita ao bife...
O mais chato é que passado um dia apenas, o M. já se está a ressentir da falta de mimos. Quer colo e não posso dar, quer beijinhos e não pode ser. Chora e tenho de estar mais distante (ele que anda muito chorão com mais 2 molares a nascerem ao mesmo tempo - e que já teve febre ligeira e misteriosa durante 2 dias) Nem rir à séria das suas brincadeiras posso porque tenho tantos pontos que tudo estica e dói que se farta (e pode rebentar algo).
Desgraçado do rapaz. E desgraçada de mim lol
É só mais uma semaninha ou duas, é só isto começar a cicatrizar bem e sarar.
Depois vais ter os mimos todos e mais alguns meu boneco fofo.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Curtis e o sono















Volta e meia espreito o Celebrity Apprentice e, na temporada que estou a ver, um dos concorrentes é o conhecido chefe australiano Curtis Stone. Uma entrevista dele sobre o facto de ser pai recente e as vicissitudes do sono chamou-me a atenção: 

http://omg.yahoo.com/blogs/celeb-news/curtis-stone-why-chefs-more-sleep-parents-022655949.html


A certa altura o rapaz diz:


"But what’s been most surprising about parenthood? “How people get through life with such little sleep and don’t complain about it,” Stone tells omg!. “As a chef, you feel invincible and like you work around the clock, but then you realize that the majority of the world actually got a lot less sleep than you, because their kids keep them up at night."


Eu estou definitivamente incluída nessa parte do mundo que sobreviveu meses a fio (basicamente um ano e tal), e volta e meia sobrevive ainda dias a fio ou semanas, com privação do sono. É um estado que não se consegue explicar a quem não tem filhos, o que por vezes pode ser frustrante, especialmente se isso se passar no meio laboral. É um estado que temos de ultrapassar diariamente e ir buscar energias onde não sabíamos que existia alguma. É ir tentando tomar vitaminas, esquecer o cansaço, concentrar o melhor que se pode (se bem que concentração não combina com privação do sono lol). É pensar que se os outros sobrevivem a este estado meio zombie semi-permanente, nós também conseguimos. É pensar nas coisas boas de ter filhos e pensar que isto do sono "faz parte". É, mesmo estando cansadas de um dia de trabalho, ir buscar os filhos à escola e o nosso coração bater apaixonado como se tivessemos a nossa maior primeira paixão de sempre.


Dito isto... já é tarde, mas mesmo assim e tentando fazer um esforço por ir escrevendo no blogue e tentar assim ter alguma "vida própria", me despeço porque zzzzzz estou cansadita.


Boa noite.