Pois, é estou sem pecua (leia-se computador na linguagem do m.). Por isso tenho estado mais caladinha, mas não menos activa.
Entre baptizados, muitas leituras à noite, visitas de uma grande amiga, mais energia e menos cansaço, o meu bidu, o meu amorzinho de nome com sabor a mel fez 2 aninhos.
Está numa fase muito mimada, mas deliciosa ao mesmo tempo. Não me quer largar de manhã quando o deixo na creche, quando chego vem a correr para mim todo contente, adora os meus miminhos, corre por todo o lado numa grande excitação, está com grande sentimento de posse em relação a tudo "é meu! meuuuu!!", chora e atira coisas ao chão sempre que é contrariado (mas passa-lhe rápido), quando lhe ralho vem muito choroso pedir colo, adora que lhe conte histórias ao deitar, depois de 2 dias a cantarem-lhe os parabéns já sabe a canção de cor, já brinca como um rapazinho crescido a colocar 2 bonecos num carro e a dizer que eles vão passear (entre outras brincadeiras), dá colo aos bonecos, dá beijinhos quando eles têm dói-dói, dá-me beijinhos se lhe aponto um sítio e digo que tenho dói-dói (mas nunca dá se é só por dar), anda mais birrento para comer (mas quer sempre petiscar dos outros), agora no banho adora meter a cara na água e borbulhar e depois diz o nome do meu primo hehe (viu-o a fazer isso aqui há tempos na piscina e achou o máximo), adora brincar na banheira com os seus patos no escorrega, fica com ciúmes se me vê a pegar noutro bebé, é uma gralha, não se cala, adora dizer o que vê e enquanto nao lhe respondemos algo insiste em repetir, não está quieto enquanto o visto de manhã (a não ser que esteja muito distraído com algum brinquedo) e começa a ser um hábito ir vestindo-o em andamento lol. Sempre que está comigo insiste muito em ter a chucha, mas eu lá vou explicando que a chucha é para os bebés e para as horas do soninho, e a coisa lá é processada naquele pequeno grande cérebro e ele acalma. Agora o seu ritual à noite, antes de se deitar, apenas se se consegue escapar para a sala, é atirar-se para o sofá e esperar por muitas cócegas e risadas, adora! :) Ah e já ando a conseguir lavar-lhe os dentes, claro que eu também tenho de lavar, e ele lava-me a mim e eu a ele, etc, e a coisa assim vai.
Ai, ai, aquele boneco faz com que rebente de orgulho!!
Outra curiosidade: esta semana ajudei (juntamente com mais malta) um rapaz espanhol a pedir a namorada em casamento. Eles estavam num barco a passear e nós segurávamos ao longe uma faixa gigante a dizer Helena Te Amo (pintada por nós). O plano era ela ver aquilo e depois ele pedia-a em casamento. E assim foi. Foi muito giro, muita excitação! É bom ver as pessoas felizes! Não me importo de participar em mais eventos destes :) Muito muito giro! Uma boa e romântica ideia de pedir alguém em casamento.
Doces para os meus doces... Um diário bem docinho sobre a vida d.M (depois da Maternidade)
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Eu Gollum me confesso...
Ou não?... Sou uma Gollum. Mas é por isso que tenho de aturar comentários injustos? Aqui vai um post algo mal-humorado querido diário:
Volta e meia (mais frequentemente do que gostaria) lá tenho de ouvir os ocasionais "conselhos" "sábios" de alguns familiares. Desta vez, pela segunda vez na mesma semana, lá tive de ouvir a mesma conversa sobre o facto de ser bom o M. "conviver com outras pessoas". Outras que não eu... claro.
Chego a sentir-me insultada com este tema.
Bule-me com os nervos.
Uma das frases basicamente foi "ele está muito menino da mamã. Mal a A. no outro dia se foi embora ele queixou-se, chorou um bocado e tal, mas depois, mais tarde, ao pé das outras pessoas, ficou logo mais solto." (não é normal?)
Conclusão?
E mais uma vez para ver se me entra: "É bom que ele conviva com outras pessoas."
Portanto e pela milésima vez - é bom que ele conviva com outras pessoas!
O que depreendo daqui então é que, estar com a mãe só lhe faz mal e impede-o de "socializar" como deveria. Detesto ouvir estas isto, detesto que me repitam a ver se eu me "convenço" de que tenho de "libertar" o M. da sua "gaiola de ouro" onde supostamente o mantenho. Provavelmente achariam que deveria andar a passear e exibi-lo todos os fds pelas casas dos familiares e amigos dos familiares, e amigos dos amigos. Gosto de "exibi-lo" sim, no sentido de estar com as pessoas e mostrar-lhes a maravilha de menino que está. Mas não quero fazer fretes e ter de socializar só porque sim. Não me apetece. Tenho a minha vida.
Devo ser vista como o Gollum, a agarrar o seu anel e dizer my precioussss LOLLLL
E efectivamente ele é o my precious, mas não tenho memória de o manter "cativo". Sou muito protetora sim. Isso nunca deixarei de ser e protegê-lo-ei como puder e souber. Estou é cansada destes comentários. Quem os diz não percebe que efectivamente magoam e surpreendem. Porque claramente não se vê o amor e dedicação por trás daquele rapazinho em formação. Ou então vê-se, mas pelos vistos é demasiado, é sufocante. O M. está com quem tem de estar. Essencialmente com a mãe, com o pai, com os avós. Depois com quem nos rodeia e estamos normalmente: primos, tios, amigos, vizinhos.
Menino da mamã...?
Eu pergunto: e então?! ele nem 2 anos tem, e... está a viver basicamente com a mãe (alguém se lembra desse pormenor?!) que se desunha por lhe dar o maior carinho, amor e educação que sabe. Porque raio é que o rapaz leva logo essa designação? só porque quando o deixo com alguém e me vou embora, ele sabe que me vou embora e não quer ir, e fica ao meu colo abraçado? caramba...
Cheira-me que se oiço novamente uma conversa destas, em vez de sacar o meu sorriso amarelo e ter apenas um balão de pensamento cheio de asneiras sobre a minha cabeça, vou ter uma reação mais... seca. E que se lixe o ser polite em nome da harmonia.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Mimos
O M. está quase a fazer 2 anos. E nesse tempo têm havido várias fases em relação ao deitar. A última foi o M. gostar e gozar o colinho e as canções e quase adormecer ali. Era a "canção do menino" (a da Madalena Iglésias, sempre soube esta canção de cor não sei porquê lol http://letras.mus.br/madalena-iglesias/538258/) e a canção do barquinho (já a coloquei aqui algures neste blogue). Ficava quietinho a ouvir, pedia mais e assim se deitava.
Agora as "exigências" mudaram. Agora fica um bocado impaciente por ficar ali ao colo (noto que está mais cansado quando se deita) e atira-se para trás (estou sentada na cama ao lado do berço dele) "deita, deita" de um modo que tenho mesmo de o deitar ali, e depois vem o "deita, mamã, deita".
Aproveito bem esses poucos minutos. Agora ele fica deitado ao pé de mim, a esfregar os olhos, a dizer que a porta está aberta, a dizer qualquer outra coisa e a mostrar muito cansaço. Ultimamente aninha-se mais, chega-se e eu cheiro-lhe o pescocito, dou-lhe muitos beijinhos que tocam o pescoço e o cabelito suave dele. Mesmo sem banho tomado cheira bem. É simplesmente o cheiro dele. Consigo cheirar-lhe a pele (por isso nem sou grande fã em colocar perfumes nos bebés) e sei que reconheceria o cheiro dele em qualquer lado.
Nos últimos dias ele tende a virar-se para mim, fica a olhar, faz festinhas às vezes, dá longos suspiros. Eu fico com o braço em cima daquele corpito lindo, acaricio-lhe o cabelo, a cara. Mais suspiros. Hoje tinha a cara colada ao meu pescoço. É raro deixar-se estar tão quieto, mas acho que estava cansado e espero que também estivesse a apreciar os mimos.
Depois digo-lhe: "M. queres ir para a caminha?". Responde: "Xim". Pego-lhe ao colo e aqui vamos nós. Às vezes pede colo mais uma vez. Mas a maioria das vezes, se fiquei tempo suficiente deitada ao lado dele, aninha-se bem na sua camita. Eu deito-me na outra mais um bocado e fico a olhar p ele. É tão lindo e fofo... Está a ficar loirinho e com uns caracóis giros. Dá-me a mão por entre as grades. Tocamos os dedos um bocadito. Vai-me chamando volta e meia, vai dizendo outras coisas. Eu vou dizendo "soninho M., faz ó-ó".
Hoje pediu-me a "canção vóvó"(foi baptizada hoje assim), uma canção que a minha mãe canta quando dá corda a uma tv de brincar (que era minha em pequena) e se ouve o "London Bridge is falling down) (http://www.youtube.com/watch?v=pyWnxaqy0bE) - se bem que a minha versão é 10 x mais curta. Eu canto: London Bridge is falling down, falling down, falling down, London Bridge is falling down, may fair lady, Row, row, row your boat, gently down the stream, Merrily, merrily, merrily, merrily, life is but a dream. Cantei baixinho e num tom mais grave. Eu até o via a pestanejar e a começar a adormecer muito quietinho :)
Depois lá saio e digo "até já", e ele "tchau", Quando desapareço mesmo ele choraminga um bocado, mas já está tão mole que acaba por adormecer uns segundos depois. E lá começa o resto da minha noite, feliz por estes momentos tão doces.
Agora as "exigências" mudaram. Agora fica um bocado impaciente por ficar ali ao colo (noto que está mais cansado quando se deita) e atira-se para trás (estou sentada na cama ao lado do berço dele) "deita, deita" de um modo que tenho mesmo de o deitar ali, e depois vem o "deita, mamã, deita".
Aproveito bem esses poucos minutos. Agora ele fica deitado ao pé de mim, a esfregar os olhos, a dizer que a porta está aberta, a dizer qualquer outra coisa e a mostrar muito cansaço. Ultimamente aninha-se mais, chega-se e eu cheiro-lhe o pescocito, dou-lhe muitos beijinhos que tocam o pescoço e o cabelito suave dele. Mesmo sem banho tomado cheira bem. É simplesmente o cheiro dele. Consigo cheirar-lhe a pele (por isso nem sou grande fã em colocar perfumes nos bebés) e sei que reconheceria o cheiro dele em qualquer lado.
Nos últimos dias ele tende a virar-se para mim, fica a olhar, faz festinhas às vezes, dá longos suspiros. Eu fico com o braço em cima daquele corpito lindo, acaricio-lhe o cabelo, a cara. Mais suspiros. Hoje tinha a cara colada ao meu pescoço. É raro deixar-se estar tão quieto, mas acho que estava cansado e espero que também estivesse a apreciar os mimos.
Depois digo-lhe: "M. queres ir para a caminha?". Responde: "Xim". Pego-lhe ao colo e aqui vamos nós. Às vezes pede colo mais uma vez. Mas a maioria das vezes, se fiquei tempo suficiente deitada ao lado dele, aninha-se bem na sua camita. Eu deito-me na outra mais um bocado e fico a olhar p ele. É tão lindo e fofo... Está a ficar loirinho e com uns caracóis giros. Dá-me a mão por entre as grades. Tocamos os dedos um bocadito. Vai-me chamando volta e meia, vai dizendo outras coisas. Eu vou dizendo "soninho M., faz ó-ó".
Hoje pediu-me a "canção vóvó"(foi baptizada hoje assim), uma canção que a minha mãe canta quando dá corda a uma tv de brincar (que era minha em pequena) e se ouve o "London Bridge is falling down) (http://www.youtube.com/watch?v=pyWnxaqy0bE) - se bem que a minha versão é 10 x mais curta. Eu canto: London Bridge is falling down, falling down, falling down, London Bridge is falling down, may fair lady, Row, row, row your boat, gently down the stream, Merrily, merrily, merrily, merrily, life is but a dream. Cantei baixinho e num tom mais grave. Eu até o via a pestanejar e a começar a adormecer muito quietinho :)
Depois lá saio e digo "até já", e ele "tchau", Quando desapareço mesmo ele choraminga um bocado, mas já está tão mole que acaba por adormecer uns segundos depois. E lá começa o resto da minha noite, feliz por estes momentos tão doces.
terça-feira, 19 de junho de 2012
Desaparecido
Hoje de tarde fui à praia como tinha planeado. Nenhumas das minhas amigas podia e acabei por ir com a minha mãe e com o M. Não fomos andar no paredão, fomos à praia, para a areia, o M. a meter os pés na água (mas a tirar 2 segundos depois porque estava "fiaaa"), o M. com ar meio enjoado a tocar na areia ao início (já o ano passado foi a mesma coisa) e depois a tratá-la já por tu e a colocar areia em cima de mim, em cima dele, em cima do que estivesse mais à mão. Foi curioso porque mesmo com a minha mãe ali (ele adora-a) queria sempre que eu lhe desse a mão (fosse para onde fosse) e depois queria sentar-se encostado a mim, entre as minhas pernas ("senta, senta!"). Deu para perceber que se eu estiver por perto ele sente que a sua segurança e conforto passam exclusivamente por mim. Embora queira criar um rapaz independente e seguro de si, acho que agora é normal essa atitude.
Mas dizia eu: estivemos na areia a brincar, a passear, etc etc. A certa altura um grande rebuliço. Um carro pequeno dos bombeiros e depois uma ambulância entraram na praia (e não podem entrar carros ali) e ficaram por trás de um café, por isso eu não conseguia ver nada. Os minutos iam passando.
De repente surge uma embarcação da Marinha. Depois uma mota de água (provavelmente deles também). Muita gente a agrupar-se na praia, mas eu não via onde estaria o problema. E então incrivelmente surge um helicóptero de pintura camuflada (Força Aérea?) a sobrevoar a praia (cheguei a pensar que ia aterrar) - grande excitação do M. com o "cópeto gandeee" - e depois a sobrevoar a água durante um bom bocado. Pensei várias vezes que ia aterrar, mas não. Sempre a voar muito baixinho, depois afastava-se, depois voltava.
A certa altura não aguentei mais, andei mais longe pela praia e fui até um grupo de bombeiros que estavam parados a conversar ao pé da água. Ao início não queriam dizer o que se passava (não sei porquê) mas depois um deles lá me disse "um miúdo desapareceu na água..."
:S
É de ficar gelada. Enquanto estava tudo ali na boa na praia, algures na água estava, ao mesmo tempo, alguém que ainda não estava morto o tempo suficiente para boiar, para vir à tona. Não faço ideia se era um miúdo que não sabia nadar e no meio da brincadeira com os amigos se foi afogando (muitas vezes as pessoas não se apercebem que há alguém a afogar-se, parece que estão a brincar, ou a agitar as mãos porque se preparam p ir ao fundo e tocar la com os pés e voltar acima), se era um miúdo que foi nadar sozinho, mas (se já era grandinho) bebeu umas cervejas, foi á água, teve uma congestão e não conseguiu gritar nem avisar que estava mal...
Não sei o que foi. Mas fiquei meio anestesiada e impressionada.
Que horror. Coitado dele. Coitados dos pais que àquela hora já estariam a ser avisados ou então até estavam ali à espera, sem grandes esperanças.
O mar não estava agitado, não estavam ondas, estava tudo calmo. Uma calma silenciosa e estranha. As pessoas a falar entre si, de pé, à espera que o barco, o helicóptero, ou a mota de água dessem algum sinal.
E assim, ao fim da tarde lá me fui afastando da praia, a ir embora, com o M. todo satisfeito a olhar para tudo, a chamar a minha mãe, a querer fazer festas nos cães que passavam. Espero que o meu bidu nunca se meta em sarilhos tão sérios... Ali estava eu contente com o meu boneco, a babar-me com tudo o que ele faz. E algures uns pais estariam já a ter um ataque de ansiedade, a sofrer, por causa do filho desaparecido na água. Naquele mar que estava tão calmo. Estavam todos tão calmos... Foi tão estranho. Não fosse as viaturas todas e era como se não se passasse nada.
Pergunto-me se já o encontraram. Só de pensar no rapaz ali debaixo de água a ser arrastado lentamente...
Vi agora estas notícias
http://www.tvi.iol.pt/noticia/sociedade/praia-jovem-desaparecido-oeiras-santo-amaro-tvi24/1354100-4071.html
Se calhar ainda não foi encontrado. Coitado. Para bem da família dele, espero que o encontrem brevemente.
Mas dizia eu: estivemos na areia a brincar, a passear, etc etc. A certa altura um grande rebuliço. Um carro pequeno dos bombeiros e depois uma ambulância entraram na praia (e não podem entrar carros ali) e ficaram por trás de um café, por isso eu não conseguia ver nada. Os minutos iam passando.
De repente surge uma embarcação da Marinha. Depois uma mota de água (provavelmente deles também). Muita gente a agrupar-se na praia, mas eu não via onde estaria o problema. E então incrivelmente surge um helicóptero de pintura camuflada (Força Aérea?) a sobrevoar a praia (cheguei a pensar que ia aterrar) - grande excitação do M. com o "cópeto gandeee" - e depois a sobrevoar a água durante um bom bocado. Pensei várias vezes que ia aterrar, mas não. Sempre a voar muito baixinho, depois afastava-se, depois voltava.
A certa altura não aguentei mais, andei mais longe pela praia e fui até um grupo de bombeiros que estavam parados a conversar ao pé da água. Ao início não queriam dizer o que se passava (não sei porquê) mas depois um deles lá me disse "um miúdo desapareceu na água..."
:S
É de ficar gelada. Enquanto estava tudo ali na boa na praia, algures na água estava, ao mesmo tempo, alguém que ainda não estava morto o tempo suficiente para boiar, para vir à tona. Não faço ideia se era um miúdo que não sabia nadar e no meio da brincadeira com os amigos se foi afogando (muitas vezes as pessoas não se apercebem que há alguém a afogar-se, parece que estão a brincar, ou a agitar as mãos porque se preparam p ir ao fundo e tocar la com os pés e voltar acima), se era um miúdo que foi nadar sozinho, mas (se já era grandinho) bebeu umas cervejas, foi á água, teve uma congestão e não conseguiu gritar nem avisar que estava mal...
Não sei o que foi. Mas fiquei meio anestesiada e impressionada.
Que horror. Coitado dele. Coitados dos pais que àquela hora já estariam a ser avisados ou então até estavam ali à espera, sem grandes esperanças.
O mar não estava agitado, não estavam ondas, estava tudo calmo. Uma calma silenciosa e estranha. As pessoas a falar entre si, de pé, à espera que o barco, o helicóptero, ou a mota de água dessem algum sinal.
E assim, ao fim da tarde lá me fui afastando da praia, a ir embora, com o M. todo satisfeito a olhar para tudo, a chamar a minha mãe, a querer fazer festas nos cães que passavam. Espero que o meu bidu nunca se meta em sarilhos tão sérios... Ali estava eu contente com o meu boneco, a babar-me com tudo o que ele faz. E algures uns pais estariam já a ter um ataque de ansiedade, a sofrer, por causa do filho desaparecido na água. Naquele mar que estava tão calmo. Estavam todos tão calmos... Foi tão estranho. Não fosse as viaturas todas e era como se não se passasse nada.
Pergunto-me se já o encontraram. Só de pensar no rapaz ali debaixo de água a ser arrastado lentamente...
Vi agora estas notícias
http://www.tvi.iol.pt/noticia/sociedade/praia-jovem-desaparecido-oeiras-santo-amaro-tvi24/1354100-4071.html
Se calhar ainda não foi encontrado. Coitado. Para bem da família dele, espero que o encontrem brevemente.
Chineladas
Se há coisas que os miúdos nos dão é riso a toda a hora. Há umas horas atrás assisti a mais uma pérola que quero registar aqui :)
Desde um surto das traças que tive cá em casa (trazidas por um saco gigante de nozes) que o M. me vê a matar afincadamente cada bicho voador. Normalmente nunca pensamos que estes 90 cm de pessoa absorvem que nem uma esponja TUDO o que fazemos.
Pois hoje, quando me estava a descalçar e depois a calçar as minhas adoradas pantufas, vejo o M. a correr imediatamente para mim e a querer tirar-me uma delas dos pés. Achei curioso dado que ele fica sempre muito aflito quando me vê descalça - quer sempre colocar-me os sapatos à força. A certa altura lá o deixei tirar a pantufa, à espera de ver onde ia parar aquela cena.
E não é que vejo o migaio a correr rapidamente para a janela do meu quarto (onde estava ainda uma traça esborrachada que eu tinha morto no dia anterior) e a mandar umas afincadas e valentes sapatadas a ver se a matava. Exactamente como eu costumo fazer lolllll Zás, zás, zás... O sapato batia energicamente no vidro lolll O M. a imitar a mamã... lol
Lá tive de lhe tirar o chinelo porque ele estava mesmo empenhado e nunca mais parava (embora nao chegasse à traça) :) Foi lindo, lindo! ahahahahah
Desde um surto das traças que tive cá em casa (trazidas por um saco gigante de nozes) que o M. me vê a matar afincadamente cada bicho voador. Normalmente nunca pensamos que estes 90 cm de pessoa absorvem que nem uma esponja TUDO o que fazemos.
Pois hoje, quando me estava a descalçar e depois a calçar as minhas adoradas pantufas, vejo o M. a correr imediatamente para mim e a querer tirar-me uma delas dos pés. Achei curioso dado que ele fica sempre muito aflito quando me vê descalça - quer sempre colocar-me os sapatos à força. A certa altura lá o deixei tirar a pantufa, à espera de ver onde ia parar aquela cena.
E não é que vejo o migaio a correr rapidamente para a janela do meu quarto (onde estava ainda uma traça esborrachada que eu tinha morto no dia anterior) e a mandar umas afincadas e valentes sapatadas a ver se a matava. Exactamente como eu costumo fazer lolllll Zás, zás, zás... O sapato batia energicamente no vidro lolll O M. a imitar a mamã... lol
Lá tive de lhe tirar o chinelo porque ele estava mesmo empenhado e nunca mais parava (embora nao chegasse à traça) :) Foi lindo, lindo! ahahahahah
segunda-feira, 11 de junho de 2012
A Traça
Desde que o meu pai me trouxe cerejas e nozes lá do Norte, coincidência ou não, tenho assistido a uma verdadeira invasão de traças novinhas na cozinha. São pequenas e magrinhas.
E tem sido o massacre total.
Já cheguei a matar uma. Depois passados uns minutos viro-me e zuca...outra! E mais tarde mais outra sapatada. Já estou farta delas. Mas quando é que aquilo pára?! o cesto das cerejas já está vazio e limpo, mas elas continuam a aparecer nem sei bem vindas de onde. É só na cozinha felizmente. Conforme as vou matando, se ficam bem esmigalhadas limpo-as completamente com um pano molhado. Mas há uma que ficou bem presa na parede...
Levou com um sapato e só a parte de trás ficou colada à parede, o resto ficou quase levantado, é como se ela estivesse ali presa a olhar. Não consigo tirá-la dali... Cada vez que passo e dou com ela estremeço de nojo. Arghhhhhhhh é mesmo horrível aquela traça... Parece que está sempre a olhar para mim. Vejo-lhe as antenas, as patas. Está mesmo ao nível dos meus olhos e persegue-me. Ahhhh! Chego a sentir arrepios. É como se estivesse num filme de terror.
De repente ela regressa dos mortos, começa a descer lentamente a parede, a coxear tipo zombie, e implacavelmente segue-me para onde vá. Não consigo escapar e finalmente, à medida que ela se vai aproximando, começa a crescer ao ponto de ficar do meu tamanho e a sua bocarra agarra-me a cabeça. R.I.P Exterminadora de Traças. É a vingança por tanta maldade a tanta traça.
E tem sido o massacre total.
Já cheguei a matar uma. Depois passados uns minutos viro-me e zuca...outra! E mais tarde mais outra sapatada. Já estou farta delas. Mas quando é que aquilo pára?! o cesto das cerejas já está vazio e limpo, mas elas continuam a aparecer nem sei bem vindas de onde. É só na cozinha felizmente. Conforme as vou matando, se ficam bem esmigalhadas limpo-as completamente com um pano molhado. Mas há uma que ficou bem presa na parede...
Levou com um sapato e só a parte de trás ficou colada à parede, o resto ficou quase levantado, é como se ela estivesse ali presa a olhar. Não consigo tirá-la dali... Cada vez que passo e dou com ela estremeço de nojo. Arghhhhhhhh é mesmo horrível aquela traça... Parece que está sempre a olhar para mim. Vejo-lhe as antenas, as patas. Está mesmo ao nível dos meus olhos e persegue-me. Ahhhh! Chego a sentir arrepios. É como se estivesse num filme de terror.
De repente ela regressa dos mortos, começa a descer lentamente a parede, a coxear tipo zombie, e implacavelmente segue-me para onde vá. Não consigo escapar e finalmente, à medida que ela se vai aproximando, começa a crescer ao ponto de ficar do meu tamanho e a sua bocarra agarra-me a cabeça. R.I.P Exterminadora de Traças. É a vingança por tanta maldade a tanta traça.
A Traça
Desde que o meu pai me trouxe cerejas lá do Norte, coincidência ou não, tenho assistido a uma verdadeira invasão de traças novinhas na cozinha. São pequenas e magrinhas.
E tem sido o massacre total.
Já cheguei a matar uma. Depois passados uns minutos viro-me e zuca...outra! E mais tarde mais outra sapatada. Já estou farta delas. Mas quando é que aquilo pára? o cesto das cerejas já está vazio e limpo, mas elas continuam a aparecer nem sei bem vindas de onde. É só na cozinha felizmente. Conforme as vou matando, se ficam bem esmigalhadas limpo-as completamente com um pano molhado. Mas há uma que ficou bem presa na parede...
Levou com um sapato e só a parte de trás ficou colada à parede, o resto ficou quase levantado, é como se ela estivesse ali presa a olhar. Não consigo tirá-la dali... Cada vez que passo e dou com ela estremeço de nojo. Arghhhhhhhh é mesmo horrível aquela traça... Parece que está sempre a olhar para mim. Vejo-lhe as antenas, as patas. Está mesmo ao nível dos meus olhos e persegue-me. Ahhhh! Chego a sentir arrepios. É como se estivesse num filme de terror.
De repente ela regressa dos mortos, começa a descer lentamente a parede, a coxear tipo zombie, e implacavelmente segue-me para onde vá. Não consigo escapar e finalmente, à medida que ela se vai aproximando, começa a crescer ao ponto de ficar do meu tamanho e a sua bocarra agarra-me a cabeça. R.I.P Exterminadora de Traças. É a vingança por tanta maldade a tanta traça.
E tem sido o massacre total.
Já cheguei a matar uma. Depois passados uns minutos viro-me e zuca...outra! E mais tarde mais outra sapatada. Já estou farta delas. Mas quando é que aquilo pára? o cesto das cerejas já está vazio e limpo, mas elas continuam a aparecer nem sei bem vindas de onde. É só na cozinha felizmente. Conforme as vou matando, se ficam bem esmigalhadas limpo-as completamente com um pano molhado. Mas há uma que ficou bem presa na parede...
Levou com um sapato e só a parte de trás ficou colada à parede, o resto ficou quase levantado, é como se ela estivesse ali presa a olhar. Não consigo tirá-la dali... Cada vez que passo e dou com ela estremeço de nojo. Arghhhhhhhh é mesmo horrível aquela traça... Parece que está sempre a olhar para mim. Vejo-lhe as antenas, as patas. Está mesmo ao nível dos meus olhos e persegue-me. Ahhhh! Chego a sentir arrepios. É como se estivesse num filme de terror.
De repente ela regressa dos mortos, começa a descer lentamente a parede, a coxear tipo zombie, e implacavelmente segue-me para onde vá. Não consigo escapar e finalmente, à medida que ela se vai aproximando, começa a crescer ao ponto de ficar do meu tamanho e a sua bocarra agarra-me a cabeça. R.I.P Exterminadora de Traças. É a vingança por tanta maldade a tanta traça.
Subscrever:
Mensagens (Atom)






