Ontem à noite fui deitar o M. como é costume. Para não variar tento não o excitar com alguma brincadeira e levo-o calmamente para o quarto - que já está às escuras só com uma luz de presença - e vou repetindo: soninho, tens muito soninho não tens?
Agora volta e meia ele responde: Nãoo
LOL
Mas eu sou persistente e volto aos beijinhos e ao soninho etc.
Mas ultimamente o rapazolas está mais crescido e não se quer deitar. Esperneia ao meu colo, aponta para a porta, quer trepar por mim acima, tudo para não ir para a cama. (começa cedo...)
Ontem já estava novamente com isso e eu a pensar: oh não... vai haver filme outra vez... vou ter de te deixar na cama a chorar um bocado... Mas depois pensei em tentar outra coisa. Comecei a cantar que o meu pai me cantava quando eu era pequena e comecei a aprender a contar. É a "canção do barquinho":
Era uma vez um barquinho pequenino
Que andava, que andava a navegar
Passaram-se uma, duas, três quatro, cinco, seis (e por aí adiante até onde se quiser)
semanas
E o barquinho, e o barquinho sem chegar!
Cantei baixinho, umas três vezes, a embalar suavemente. Ele lá apoiou a cabeça no meu ombro, suspirou e passado 1 minutos já estava a agitar-se impaciente (o sinal de que quer sair do colo e deitar). Deitei-o logo e lá ficou calminho a dormir.
Foi um momento bom.
Doces para os meus doces... Um diário bem docinho sobre a vida d.M (depois da Maternidade)
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Nesta vida achamos sempre que nunca vamos fazer isto e aquilo, que não comemos isto, não tocamos naquilo, seja por esquisitice seja pelo que for. Achamos que há limites para a decência. Quando se tem filhos esse limites desvanecem-se e o que é melhor... ainda achamos piada e gostamos de contar.
Ontem aconteceu um episódio caricato que nunca me tinha acontecido.
Fui buscar o M. à creche e quando cheguei a casa estava mortinha, MORTINHA por ir à casa-de-banho. Mesmo! O rapaz, para não variar, ao fim do dia começa a ficar carente e chatinho e só quer colo e choraminga se não lho damos. Mas nesse momento eu não podia dar colo!! Só queria ir rapidamente ao WC e, com ele literalmente agarrado à minha perna e chorar baba e ranho, lá me arrastei para a sanita. Demorei uns minutos a conseguir sentar-me dado que o drama era... dramático LOL Quando finalmente consegui começar a fazer o que ia fazer ele continuava desesperadamente a querer subir para colo. Raios! Peguei num livro com receitas para crianças que tinha ali para ir dando uma olhadela. Ele ficou interessado nos desenhos! Iupiiiiiiiii pensei, Vais desistir do colo enquanto te mostro os desenhos (já nem falo na privacidade de estar sozinha no WC, isso quando estou sozinha com o M. acabou lol). Mas Naaaaaaaa.... O rapaz queria ver os desenhos do livro sim e que eu o folheasse... mas com ele ao colo. Ele não ia ceder como percebi a certa altura. Tinha de haver colo e livro JÁ!
Conclusão: pela primeira vez aquela sanita teve 2 pessoas sentadas ao mesmo tempo a ler um livro. Porque colinho é colinho e o mimo de nos lerem um livro é urgente e importante. Seja onde for!
Hihihihi
domingo, 29 de janeiro de 2012
A Música e o M.
Hoje de manhã estive pela primeira vez a ouvir aqui em casa algumas músicas do Patrick Watson. Ele é um músico que descobri recentemente através da malta do trabalho que ouve isso algumas vezes nos computadores. Costumo estar longe desses computadores, ou seja, nunca oiço os pormenores todos das músicas. Tenho uma ideia geral, mas só isso. Embora já tivesse constatado que as músicas desta alminha eram bonitas, desta vez em casa ouvi com ouvidos de ouvir e sentir. E fiquei espantada com a quantidade de pormenores musicais e sentimentos que ele transmitia. Acho que o meu bonequinho achou a mesma coisa porque ficou muito concentrado a ouvir tudo e ao mesmo tempo demonstrava excitação. Chegou a cantarolar algo ao mesmo tempo que a música. Bateu palminhas e, volta e meia, eu via as maozinhas dele a bater na mesa (estava ao meu colo em frente ao computador), parecia que estava a tocar piano :) Por uns bons momentos ele não quis sair do meu colo (inquieto como é sempre) e deixou-se estar ao colo a receber os meus beijinhos (não sou capaz de estar perto dele sem o beijocar, as bochechas, a cabecita), e a agitar aquele corpito lindo. O facto de eu dançar com os meus joelhos também contribuía de certeza para ele gostar de estar ali. Mas ultimamente noto que ele já se expressa mais ao som de música. Dança mais. É muito engraçado!
Foi mais um momento para recordar e registar aqui :)
Espero que de futuro ele goste de música e possa até tocar algum instrumento. Espero que ouça os mais variados estilos de música e tenha uma mente aberta.
O meu bonequinho faz hoje dia 29 1 ano e meio! :))))
É o meu orgulho! Estou muito feliz!! :D
P.S. O M. já entende o conceito de dói-dói e agora volta e meia olha para um dos seus dedos que tem uma pequena crosta e mexe lá. Eu agora digo-lhe "tens dó-dói? queres que a mamã dê um beijinho que isso passa?", ele estende-me o dedito, eu dou um beijinho e digo "já tá! já passou". Não sei se ele percebe o "já passou, já está tudo bem". Mas sempre que lhe digo que lhe posso dar beijinho no dói-dói, ele dá-me sempre o que tem dói-dói lollll
Agora também dá cabeçadas em tudo o que é sítio. É uma chatice. Mas é engraçado que ele, quando bate, depois fica a esfregar a cabeça ahahaha e depois vem a correr até nós. É só dar uma esfregadela na cabeça, beijinho, dizer que já passou e ele já está pronto para outra. Quando 2 segundos depois aponta para o Puka (que agora está com uma das hélices lixadex) é porque já se esqueceu loll
http://letras.terra.com.br/patrick-watson/1747421/
Foi mais um momento para recordar e registar aqui :)
Espero que de futuro ele goste de música e possa até tocar algum instrumento. Espero que ouça os mais variados estilos de música e tenha uma mente aberta.
O meu bonequinho faz hoje dia 29 1 ano e meio! :))))
É o meu orgulho! Estou muito feliz!! :D
P.S. O M. já entende o conceito de dói-dói e agora volta e meia olha para um dos seus dedos que tem uma pequena crosta e mexe lá. Eu agora digo-lhe "tens dó-dói? queres que a mamã dê um beijinho que isso passa?", ele estende-me o dedito, eu dou um beijinho e digo "já tá! já passou". Não sei se ele percebe o "já passou, já está tudo bem". Mas sempre que lhe digo que lhe posso dar beijinho no dói-dói, ele dá-me sempre o que tem dói-dói lollll
Agora também dá cabeçadas em tudo o que é sítio. É uma chatice. Mas é engraçado que ele, quando bate, depois fica a esfregar a cabeça ahahaha e depois vem a correr até nós. É só dar uma esfregadela na cabeça, beijinho, dizer que já passou e ele já está pronto para outra. Quando 2 segundos depois aponta para o Puka (que agora está com uma das hélices lixadex) é porque já se esqueceu loll
http://letras.terra.com.br/patrick-watson/1747421/
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Sorrisos de garagem
Ainda não partilhei isto contigo meu querido diário,
Reparei que isto acontecia há uns dias. Fiquei a pensar que todos os dias acontece a mesma coisa, sem excepção. E é um momento que me deixa o coração quentinho e a alma derretida.
Todos os dias vou levar e buscar o meu franguinho lindo. E, agora no inverno, todos os dias meto o carro na garagem para que ele apanhe o menos frio possível. Acontece que, enquanto estou à espera que a garagem principal abra (essa abre automaticamente), aproveito esses bons segundos e olho sempre para trás para ver como está o bonequinho. Geralmente ele está a olhar para a porta da garagem a abrir ou para alguma coisa na rua. Mas sempre que me vê a olhar sorri, um grande sorriso, do estilo Olá, estás aí sim!
Eu dou também um enorme sorriso.
Umas vezes sou eu que sorrio primeiro, outras é ele. Não há qualquer som, palavras, nada. É simplesmente um gesto mudo e muito especial que partilhamos.
É tão lindo :)
Reparei que isto acontecia há uns dias. Fiquei a pensar que todos os dias acontece a mesma coisa, sem excepção. E é um momento que me deixa o coração quentinho e a alma derretida.
Todos os dias vou levar e buscar o meu franguinho lindo. E, agora no inverno, todos os dias meto o carro na garagem para que ele apanhe o menos frio possível. Acontece que, enquanto estou à espera que a garagem principal abra (essa abre automaticamente), aproveito esses bons segundos e olho sempre para trás para ver como está o bonequinho. Geralmente ele está a olhar para a porta da garagem a abrir ou para alguma coisa na rua. Mas sempre que me vê a olhar sorri, um grande sorriso, do estilo Olá, estás aí sim!
Eu dou também um enorme sorriso.
Umas vezes sou eu que sorrio primeiro, outras é ele. Não há qualquer som, palavras, nada. É simplesmente um gesto mudo e muito especial que partilhamos.
É tão lindo :)
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
O bibe
Novidades:
O meu bidu foi hoje, pela primeira vez, de bibe para a escola. Parecia um taliban com tanta roupa colocada + bibe + kispo loll Está oficialmente "um crescido" muito fofinho.
Como está no infantário e não no berçário passamos a pagar menos (ufffffff)
O bidu com quase ano e meio de vida diz as seguintes coisa:
- Maqui (máquina)
- Mamã
- Papá
- Papaaá (papa)
- Cãn (cão)
- Gá (gato)
- Puká (helicópetro)
- Vóvó
- Vôvô
- PiPi (piu piu - ou seja pássaro)
- Bábá (bolacha)
- Cá (carro)
- Kiki (Ricky, o gato)
- Maki (Martin, o outro gato)
- Pati (Prata, a gata)
- Aba (água)
- Maisss (mais)
- Peta (pente)
- Naaa (não)
- Mão
- Meia
- Bébé
- Suchhhsss (chucha)
O meu bidu foi hoje, pela primeira vez, de bibe para a escola. Parecia um taliban com tanta roupa colocada + bibe + kispo loll Está oficialmente "um crescido" muito fofinho.
Como está no infantário e não no berçário passamos a pagar menos (ufffffff)
O bidu com quase ano e meio de vida diz as seguintes coisa:
- Maqui (máquina)
- Mamã
- Papá
- Papaaá (papa)
- Cãn (cão)
- Gá (gato)
- Puká (helicópetro)
- Vóvó
- Vôvô
- PiPi (piu piu - ou seja pássaro)
- Bábá (bolacha)
- Cá (carro)
- Kiki (Ricky, o gato)
- Maki (Martin, o outro gato)
- Pati (Prata, a gata)
- Aba (água)
- Maisss (mais)
- Peta (pente)
- Naaa (não)
- Mão
- Meia
- Bébé
- Suchhhsss (chucha)
domingo, 18 de dezembro de 2011
Um momento lindo
Hoje tive um momento lindo com o meu bonequinho. Já expressei aqui a minha frustração de por vezes achar que o meu bidu é um bocado desligado das pessoas, nomeadamente da sua mamã e papá. Passa a vida a chamar Mamã, mas nunca tive a prova de que era por mim que chamava, sempre tive alguma dúvida se ele percebia que era eu ou se era uma palavra que ele ouvia várias vezes e repetia (especialmente em caso de necessidade). Por exemplo, ele nunca aponta para uma fotografia minha e diz Mamã (embora faça isso com o papá) ou coisas do género.
Mas hoje tive um momento em me senti muito babada:
Estive na casa do meu pai a almoçar e, quando me estava a vir embora, ele pegou no M. e disse, a brincar, que ficava com ele, que o M. não ia embora. E fechou a porta de casa com o bidu ao colo e comigo já na rua. O M. ficou com aquela sua carinha séria hilariante (em que faz um beicinho muito engraçado) e de repente oiço: Mamã!!!
E o meu pai abre a porta e ele com o bracinho esticado aponta o dedo para mim a sorrir, e vem logo para o colinho da sua mamã querida :)))
Fiquei tão contente :) Ele estava efectivamente a chamar por MIM. Adorei!
Foi um momento lindo.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Calvin
Aqui há uns anos tive uma caturra. Era um macho. Lindo, cusco, adorava brincar com os brincos das minhas orelhas. Veio para minha casa depois de me ter sido negado um animal maior, como um cão ou gato (razões essas muito válidas, razões essas que hoje utilizo para eu própria não ter um animal desses quando já tenho a minha casa). Por isso veio a caturra. Já não me lembro bem como a adquiri, lembro-me vagamente de a receber de prenda, dentro de uma gaiola grande, que lhe dava espaço para se passear airosamente. Era uma caturra linda que me adorava. Ensinei-a desde muito cedo. Tirava-a da gaiola e andava pela casa com ela ao ombro, ou na mão, ou no braço. Era um bicho muito simpático e muito ligado a mim. Sempre que eu entrava em casa ela piava desalmadamente e andava freneticamente de um lado para o outro no poleiro. Não parava até eu ir ter com ela.O nome veio-me à cabeça facilmente, aquela crista amarelada só podia ser a versão pássaro de uma pessoa - o Calvin! do Calvin & Hobbes, os meus desenhos favoritos da altura. E assim, para risota de toda a família, entrou para a família o Calvin, a caturra.
Durante um ano foi uma alegria. Todas as noites soltava-o e ele andava e esvoaçava uns bocados pela sala. Chegou a ficar empoleirado no topo das cortinas sem que ninguém o conseguisse tirar de lá. Tinha uma penugem macia, as penas pareciam seda, e o Calvin adorava (tal como a dona!) cafuné. E assim passava eu longos minutos a coçar-lhe a cabecita e a observar o seu ar de deleite.
Um dia o meu passarinho lindo começou a dormir no chão da gaiola em vez de dormir no poleiro. Eu não percebia bem porquê, mas porque era inverno pensei que era essa a explicação - o fundo da gaiola devia ser mais quente, algo assim. E não pensei mais nisso, na minha inocência e ignorância sobre animais e pássaros em particular.
Uma noite, quando estava sozinha na sala, fui ter com o Calvin e tirei-o para fora da gaiola. Ele estava frio, mas atribuí a isso o frio que estava naquela casa. Gelo mesmo. Tentei pô-lo a passear, a voar um bocado pelo compartimento. Mas nada. Ele voltava sempre para ao pé de mim, só queria estar ao meu colo aninhado. Eu não percebia o que se passava e insisti um bocado mais. Até que desisti - ele não arredava pé, queria a minha atenção. Fiz festas, cocei-lhe a cabecita, etc. Até que, sendo já tarde para me deitar, o fui colocar na gaiola. Curiosamente ele não queria, o que era inédito. Trepava-me pelo braço. Via-se que não queria entrar ali. A certa altura tive de insistir mesmo e obrigá-lo a ficar lá e fechei a porta da gaiola. Ele lá ficou a olhar para mim até que eu desci o pano que cobria a gaiola por causa do frio.
No dia a seguir, depois das aulas da faculdade, quando voltei a casa encontrei o meu pai muito triste no sofá. Foi ele que me deu a notícia - o Calvin tinha morrido. Fiquei em estado de choque porque nada fazia prever aquele desfecho. Fui à sala e lá estava ele; como se estivesse a dormir, com o bico enfiado nas penas traseiras. Estava no fundo da gaiola.
Revi várias vezes na minha cabeça o meu passaruco lindo a querer ficar no meu colo, a querer festas, a quer ficar ali comigo na noite anterior. Até hoje tenho a a certeza de que ele se sentia mal e sentia que estava a morrer, e por isso queria estar apenas comigo, aninhado e a morrer em paz.
Mas eu, ignorante quanto a doenças de pássaros e de que se eles dormem no chão é sinal de doença, não vi o quão mal ele estava e não o levei ao veterinário. E nessa noite incitei-o a voar e passear quando ele não queria; abandonei-o quando ele estava a morrer e não queria ir para dentro da gaiola.
Até hoje carrego um grande sentimento de culpa. Sentimento que sempre terei. Abandonei o meu bichinho quando ele estava a morrer e tenho uma pena infinita que isso tenha acontecido. Se soubesse que isso estava a acontecer teria ficado com ele pela noite dentro, a dar-lhe festas até fechar finalmente os olhos.
O meu pássaro lindo... era lindo, simpático e fazia-me rir. E eu era uma dona dedicada que interagia muito com ele e ele uma passarinho lindo que só queria brincadeira e a minha atenção.
Mas já não posso mudar o que aconteceu, e não posso fazer muito mais senão imaginar o momento final (mas triste) que teria sido o ideal:
Estou numa vida paralela, meu amigo lindo, dou-te colo e muitas festas. E fechas os olhos para sempre, placidamente, cheia de mimos da tua dona, como sempre foi, e rodeado de muito carinho.
Um brinde a ti Calvin, o melhor passarinho do mundo.
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