segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O bibe

Novidades:

O meu bidu foi hoje, pela primeira vez, de bibe para a escola. Parecia um taliban com tanta roupa colocada + bibe + kispo loll Está oficialmente "um crescido" muito fofinho.

Como está no infantário e não no berçário passamos a pagar menos (ufffffff)

O bidu com quase ano e meio de vida diz as seguintes coisa:
- Maqui (máquina)
- Mamã
- Papá
- Papaaá (papa)
- Cãn (cão)
- Gá (gato)
- Puká (helicópetro)
- Vóvó
- Vôvô
- PiPi (piu piu - ou seja pássaro)
- Bábá (bolacha)
- Cá (carro)
- Kiki (Ricky, o gato)
- Maki (Martin, o outro gato)
- Pati (Prata, a gata)
- Aba (água)
- Maisss (mais)
- Peta (pente)
- Naaa (não)
- Mão
- Meia
- Bébé
- Suchhhsss (chucha)

domingo, 18 de dezembro de 2011

Um momento lindo

Hoje tive um momento lindo com o meu bonequinho. Já expressei aqui a minha frustração de por vezes achar que o meu bidu é um bocado desligado das pessoas, nomeadamente da sua mamã e papá. Passa a vida a chamar Mamã, mas nunca tive a prova de que era por mim que chamava, sempre tive alguma dúvida se ele percebia que era eu ou se era uma palavra que ele ouvia várias vezes e repetia (especialmente em caso de necessidade). Por exemplo, ele nunca aponta para uma fotografia minha e diz Mamã (embora faça isso com o papá) ou coisas do género.
Mas hoje tive um momento em me senti muito babada:
Estive na casa do meu pai a almoçar e, quando me estava a vir embora, ele pegou no M. e disse, a brincar, que ficava com ele, que o M. não ia embora. E fechou a porta de casa com o bidu ao colo e comigo já na rua. O M. ficou com aquela sua carinha séria hilariante (em que faz um beicinho muito engraçado) e de repente oiço: Mamã!!!
E o meu pai abre a porta e ele com o bracinho esticado aponta o dedo para mim a sorrir, e vem logo para o colinho da sua mamã querida :)))
Fiquei tão contente :) Ele estava efectivamente a chamar por MIM. Adorei!
Foi um momento lindo.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Calvin

Aqui há uns anos tive uma caturra. Era um macho. Lindo, cusco, adorava brincar com os brincos das minhas orelhas. Veio para minha casa depois de me ter sido negado um animal maior, como um cão ou gato (razões essas muito válidas, razões essas que hoje utilizo para eu própria não ter um animal desses quando já tenho a minha casa). Por isso veio a caturra. Já não me lembro bem como a adquiri, lembro-me vagamente de a receber de prenda, dentro de uma gaiola grande, que lhe dava espaço para se passear airosamente. Era uma caturra linda que me adorava. Ensinei-a desde muito cedo. Tirava-a da gaiola e andava pela casa com ela ao ombro, ou na mão, ou no braço. Era um bicho muito simpático e muito ligado a mim. Sempre que eu entrava em casa ela piava desalmadamente e andava freneticamente de um lado para o outro no poleiro. Não parava até eu ir ter com ela.O nome veio-me à cabeça facilmente, aquela crista amarelada só podia ser a versão pássaro de uma pessoa - o Calvin! do Calvin & Hobbes, os meus desenhos favoritos da altura. E assim, para risota de toda a família, entrou para a família o Calvin, a caturra.


Durante um ano foi uma alegria. Todas as noites soltava-o e ele andava e esvoaçava uns bocados pela sala. Chegou a ficar empoleirado no topo das cortinas sem que ninguém o conseguisse tirar de lá. Tinha uma penugem macia, as penas pareciam seda, e o Calvin adorava (tal como a dona!) cafuné. E assim passava eu longos minutos a coçar-lhe a cabecita e a observar o seu ar de deleite.
Um dia o meu passarinho lindo começou a dormir no chão da gaiola em vez de dormir no poleiro. Eu não percebia bem porquê, mas porque era inverno pensei que era essa a explicação - o fundo da gaiola devia ser mais quente, algo assim. E não pensei mais nisso, na minha inocência e ignorância sobre animais e pássaros em particular.
Uma noite, quando estava sozinha na sala, fui ter com o Calvin e tirei-o para fora da gaiola. Ele estava frio, mas atribuí a isso o frio que estava naquela casa. Gelo mesmo. Tentei pô-lo a passear, a voar um bocado pelo compartimento. Mas nada. Ele voltava sempre para ao pé de mim, só queria estar ao meu colo aninhado. Eu não percebia o que se passava e insisti um bocado mais. Até que desisti - ele não arredava pé, queria a minha atenção. Fiz festas, cocei-lhe a cabecita, etc. Até que, sendo já tarde para me deitar, o fui colocar na gaiola. Curiosamente ele não queria, o que era inédito. Trepava-me pelo braço. Via-se que não queria entrar ali. A certa altura tive de insistir mesmo e obrigá-lo a ficar lá e fechei a porta da gaiola. Ele lá ficou a olhar para mim até que eu desci o pano que cobria a gaiola por causa do frio.

No dia a seguir, depois das aulas da faculdade, quando voltei a casa encontrei o meu pai muito triste no sofá. Foi ele que me deu a  notícia - o Calvin tinha morrido. Fiquei em estado de choque porque nada fazia prever aquele desfecho. Fui à sala e lá estava ele; como se estivesse a dormir, com o bico enfiado nas penas traseiras. Estava no fundo da gaiola.
Revi várias vezes na minha cabeça o meu passaruco lindo a querer ficar no meu colo, a querer festas, a quer ficar ali comigo na noite anterior. Até hoje tenho a a certeza de que ele se sentia mal e sentia que estava a morrer, e por isso queria estar apenas comigo, aninhado e a morrer em paz.
Mas eu, ignorante quanto a doenças de pássaros e de que se eles dormem no chão é sinal de doença, não vi o quão mal ele estava e não o levei ao veterinário. E nessa noite incitei-o a voar e passear quando ele não queria; abandonei-o quando ele estava a morrer e não queria ir para dentro da gaiola.
Até hoje carrego um grande sentimento de culpa. Sentimento que sempre terei. Abandonei o meu bichinho quando ele estava a morrer e tenho uma pena infinita que isso tenha acontecido. Se soubesse que isso estava a acontecer teria ficado com ele pela noite dentro, a dar-lhe festas até fechar finalmente os olhos.
O meu pássaro lindo... era lindo, simpático e fazia-me rir. E eu era uma dona dedicada que interagia muito com ele e ele uma passarinho lindo que só queria brincadeira e a minha atenção.

Mas já não posso mudar o que aconteceu, e não posso fazer muito mais senão imaginar o momento final (mas triste) que teria sido o ideal:
Estou numa vida paralela, meu amigo lindo, dou-te colo e muitas festas. E fechas os olhos para sempre, placidamente, cheia de mimos da tua dona, como sempre foi, e rodeado de muito carinho.

Um brinde a ti Calvin, o melhor passarinho do mundo.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Diário dos 16 meses

O M. em apenas 1 semana fez progressos enormes. De repente começou a dizer Não (naaaaa), acena que sim quando quer expressar isso (mas ainda não diz a palavra), quando lhe damos o soro fisiológico para a mão mete-o no nariz e começa a inspirar LOLLL E no outro dia começou a fazer os mesmos sons da canção do seu boneco de dormir. Muito bom! :) Ah e cada vez mais gosta de dançar.
Manias: passa a vida a ligar e desligar os candeiros de mesa.
Coisa com piada: só quer colo, de 2 em 2 minutos lol
Curiosidade: na creche já interage mais com os outros miúdos e já andou de mão levantada a dar chapadas :P

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Things i must do before i die

(não está por ordem de importância)

- criar um negócio meu (ainda no segredo dos deuses)
- aprender a fazer bijuteria
- aprender a fotografar a sério
- fazer uma exposição de fotografia
- voltar a Itália
- fazer um bolo com decoração a valer - tipo CakeDesign
- fazer uma tatuagem
- escrever artigos para uma revista ou jornal
- escrever um livro
- dedicar-me à arte de manipulação de imagens
- fazer roupa minha
- dar algum do meu tempo a crianças orfãs a precisarem de mimos

e já me lembro de mais


domingo, 20 de novembro de 2011

Ultrapassar medos e outras coisas

Como já mencionei aqui, o meu bonequinho de quase 16 meses anda feito um homenzinho. Aproveito para dizer que para gaúdio geral já começou a dizer água (ába ou áua) e já está (táe ta). O máximo!
No entanto, continua com medo do seu arquinimigo: o medonho secador, colocado no topo de um armário branco que tenho na casa-de-banho. Sempre que ali passa aponta e se eu estou a secar o cabelo, ele quase treme e geme de medo. O olhar dele para o secador é de pura miaufa e nojo lol. Sempre me perguntei a razão deste medo, dado que o secador nunca lhe caiu em cima (credo) ou lhe fez qualquer mal.
Volta e meia tenho tentado aproximá-lo do secador, mas os sons de medo são tais que acabo por não insistir não vá traumatizar o pequeno. Insistir aos poucos é o segredo, acho eu.
Nestes últimos dias, quando ao colo, já tem olhado mais nos meus olhos, já o sinto a gozar o colinho, a sentir-se em segurança. Por isso, hoje tomei coragem e insisti um pouco mais, a ver se quebrava o medo. 
Com ele ao colo tirei o secador para baixo. Começou logo a queixar-se, tremer e olhar para a porta (deixa-me sairrrr). Saí com ele da casa-de-banho e fui dar uma volta pelo corredor. Voltei  novamente ao pé do objecto temido e desta vez pegue-lhe e aproximei-o de nós. Novo gemido. Comecei a falar baixinho, a dizer que o secador era muito lindo, assim como M., para não ter medo, muitos beijinhos no M., alguns no secador (lol). Parou com os gemidos embora tivesse um ar super desconfiado lol. Passei à parte do aliciar - comecei a mostrar-lhe os botões. Começou a achar então que talvez aquilo tivesse algum interesse, mas mal tocou no dito, novo gemido de miaufa! 
Voltei a dar nova volta pelo corredor, distrair com outras coisas, beijinhos, risotas. Nova ida ao pé do secador (sempre ao colo) :)  Desta vez já lhe tocou e mexeu nos botões um bocado. Passado uns bons segundos já estava mais entretido com o novo livro que comprei ontem e que estava ao lado, em cima do muda-fraldas. Já estava pronto para outra e penso que com menos medo do objecto. Qualquer dia já o trata por tu. É um tonto lindo o meu amor. Fiquei muito orgulhosa.

Entretanto, hoje foi mais um aniversário da minha mãe. 61 anos. Como o tempo passa. Ainda me lembro dela com 36 anos (quase a mesma idade que eu tenho...), linda, cheia de energia, cheia de desafios, cheia de garra. Ainda a vejo assim com essas características. Ela é que começa a não se ver. Volta e meia já usa a palavra velha. Como é possível. De todo. Mesmo! E não nos vamos esquecer que 60 anos agora não são 60 anos da geração dos meus avós, em que aos 50 anos as mulheres já eram matronas sem piada nenhuma. Pergunto-me se, tal como eu, se sente com 10 anos menos. Se acordou hoje e pensou - caramba tenho 61 anos! como é que vim cá parar. Espero que a vida não lhe pese muito, que os problemas não lhe tirem o sono. Porque tudo melhora, só pode.

Pergunto-me, quando tiver 61 anos, onde estarei. Como estarei.

Tem uma boa noite querido diário.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Steve Jobs...


... morreu. Mais um homem que ficará na nossa História.

"O nosso tempo é limitado, por isso não o percamos nas vidas dos outros. Não fiquemos encurralados em dogmas, isso é viver com os resultados do pensamento de outras pessoas. Não deixem que o ruído das opiniões dos outros torne a nossa voz interior inaudível. E acima de tudo, tenham a coragem para seguir o vosso coração e a vossa intuição. De alguma forma, eles sabem aquilo em que verdadeiramente nos queremos tornar. Tudo o resto é secundário. "
Steve Jobs