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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Opa...

... novamente....1 semana de intervalo apenas entre a outra mazela das gastros. Haja paciência!
Já não sei o que pensar das creches... Vale a pena esta cegada toda, a toda a hora, por estar sempre rodeado de infetados? Opa...

Como diz o outro: winter is coming...

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Missing my baby

Depois de uma semana de vomitados à la exorcista, diarreia, dietas, e mais vomitados,
Depois de uns dias em casa porque teve mesmo de ser e de muitos mimos à mistura,
Depois do pai da criatura a vomitar também,
Depois da avó da criatura a vomitar também,
Depois da mãe da criatura ainda andar maldispostex,
Depois do irmão da criatura se ter safado! (yeahhhhhhh!!!!)
Heis que estou aqui novamente a trabalhar cheia de saudades tuas meu gordinho pequeno,
Que já não estás tão gordinho,
Que perdeste peso,
Que estás com as bochechas mais pequenas,
Que já não tens o apetite de antigamente,
Que me olhaste com um ar de abandono gigante quando te fui por à creche,
Que me deixaste o coração apertado até agora,
Depois disso tudo, aqui estou eu cheia de saudades.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

As empregadas

Aqui há tempos o M. fez-me uma pergunta que me deixou perplexa. Estávamos na cozinha, eu a cozinhar, ele a fazer outra coisa qualquer, e diz-me:
- Mãe, quando é que uma empregada me vai buscar?
Não alcancei logo.
- Como assim? Qual empregada?
- Não sei... - disse ele.
- Nós não temos empregada.
- Ai não... ah.
- Porquê? querias ter uma empregada?
- Não sei. - Encolhe os ombros. E vivamente diz: - A empregada da X vai buscá-la à escola.
- Ahhhhh.... então a empregada era para isso?
Vê diariamente uns meninos cujos avós os vão buscar, vê também os pais de outros e por vezes vê "as empregadas" que ele nem entende bem o que são e o que fazem, e o que são àqueles meninos.
Se por um lado, acho que a pergunta dele foi light, por outro revela que observa e sabe diferenciar as coisas.

Tento passar-lhe a noção de que é positivo que sejam os pais a irem buscar os meninos (já vi vários a irem embora com elas sem qualquer emoção: não há saltos, nem beijos, nem mimos):
- M., mas tu já tens os papás que te vão buscar. - Largo o que estou a fazer e sento-me de frente para ele, enquanto lhe dou um abraço. - O pai vai-te levar e buscar todos os dias, e a mãe às vezes vai-te buscar. Já viste a sorte que tens de teres os papás ou a avó B. a irem buscar-te? Estamos sempre com tantas saudades tuas... As empregadas que vês na escola vão buscar os outros meninos porque os papás deles não chegam a tempo, trabalham até muito tarde. Provavelmente eles gostavam muito que os pais os fossem buscar, mas não é possível.

Ele assimila a coisa e... next.

Agora faço foward desta situação, passada há muitas semanas, e olho para mim, para nós agora. O outono chegou e com ele o trânsito. Fazemos um esforço, comum a todos os pais, claro, por ir levar e buscar os nossos filhos. Mas agora olho para o nosso esforço com tristeza e muita frustração. Se aqui há tempos ficaria quase indignada em mandar uma empregada buscar o MEU filho, agora fico com inveja quando vejo às 16h30, na escola aqui ao lado do meu trabalho, os miúdos a saírem pela mão de quem seja.
Fico de coração apertado ao pensar que o meu pintainho grande acorda todos os dias às 7h, às 7h40 já está a sair de casa, às 8h está na escola, e às 18h30 está o pai a ir buscá-lo para chegarem a casa às 18h45... por aí. Depende do trânsito, lá está.
Fico triste e tento afastar da cabeça o número de horas que ele passa na escola. Depois também tento pensar que no tempo que está lá, está a brincar, a aprender, a fazer desporto. Sei que se diverte. Sei que para ele aquilo não é um frete.
Mas custa-me. E sofro por antecipação a tentar pensar como será quando tiver aulas a sério e tiver TPC's todos os dias ou quase. A que horas se vai deitar então? Quero que chegue a casa e relaxe, descanse, esteja connosco.

Se aqui há tempos olhava crítica para ""as empregadas", agora olho para elas mais meigamente. Aqueles miúdos podem não ter os pais a irem buscá-los, mas vão para casa cedo e podem estar no seu ambiente bem mais tempo do que o meu pode... E sinto uma inveja. Uma raiva. Uma frustração por não podermos estar todos em casa mais cedo, estar mais tempo juntos. E amaldiçoo estes empregos que duram até às 18h, que não deixam tempo para nada que não seja a correr.

Quero mudar a situação, fazer algo. Mas ainda não sei o quê...


O meu fofinho....

... anda mais calado e menos sorridente. Não sei se por ainda estar adoentado (mas coitado, já marchou para a escola...), se por estar mais crescido, se por lhe doer ainda alguma coisa, se por estar maldisposto, se por lhe doerem as gengivas/dentes a nascer.

Mas não anda o mesmo e eu fico a morrer por dentro, a pensar o que se passará. Não tem apetite nenhum, anda rabujento, com mais génio, ao mesmo tempo quer mais colo.

Ai, ai. Filho sofre. E mãe também.



quinta-feira, 17 de setembro de 2015

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Acabou-se...

... o que era doce.

No meio de um dia em que o meu coração rebenta de amor por causa do 1º aniversário do meu bebé lindo, eis que uma coisa me ensombra o espírito... As 2h de aleitamento, que com tanto prazer gozei estes 7 meses, acabam hoje.

Hoje que é o teu dia de aniversário, meu fofinho lindo, é o dia em que te deixo aí mais 2 (eternas). O dia em que te vou buscar e já está mais escuro. O dia em que vais estar mais cansado e a perguntares-te porque é que os outros pais vão buscar os bebés e eu nunca mais te vou buscar.

Prevejo um final de tarde com birra e choro durante a viagem de carro. O cansaço a comer. O adormecer mais difícil (ainda).

A partir de hoje vais estar na escola um número infindável de horas, injusto para a tua tenra idade. E eu sinto-me triste por não te poder dar mais do meu precioso tempo... A ti e ao teu irmão que por vezes chega a casa perto das 19h.

Por vezes pergunto-me que raio de vida é esta em que, durante a semana, apenas acordamos os nossos filhos de manhã, metemo-los na escola, e no final do dia vamos buscá-los, dar-lhes de jantar e deitar. Para no dia seguinte repetir o mesmo.

Ah e por favor não me falem nas novas leis de trabalho, de poder trabalhar meio tempo ou trabalhar em casa. Quero saber quais vão ser as empresas que vão achar piada a isso, a ter um trabalhador a "meio gás". Quero saber quem vai ser o pai/mãe que não vai ter medo de ficar prejudicado profissionalmente e monetariamente. Quero saber quais os pais que conseguem trabalhar alguma coisa de jeito com os filhos em casa.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Gracinhas

Entre o drama que se tem vivido ultimamente para deitar o rapaz pequeno (fosga-se...é que tem sido mesmo um pesadelo com aquela pulga aos saltos no berço às 22h30(!! ele sempre adormeceu por volta das 20h...), connosco a tentar adormecê-lo ao colo sem sucesso, e trinta por uma linha) ele lá nos tem animado com as suas gracinhas recentíssimas. E no fim de semana começou do nada a bater palminhas (agora bate a toda a hora ahahaha), abana a cabeça quando lhe dizemos "o maluquinho?", e ontem imitou-me a fazer o som dos beijinhos. É um fofo.
Andamos com mais cabelos brancos nestas 2 últimas semana do que no resto do ano que passou.
Mas é um fofo!

domingo, 9 de agosto de 2015

O M. fez 5 anos

E eu andei pasmada uns dias. 5 anos.
Ainda me lembro bem de ti com meses, muito pacífico, sempre na boa. Não te davam este brinquedo, pegavas no outro. Estava sempre tudo ok, eras muito calminho. Durante muito tempo mal reagias à minha presença, era como se fosses indiferente, mas um dia tudo mudou e até hoje é "mamã para aqui, mamã para ali", adoras mimos, és carinhoso (embora cada vez mais independente). És muito engraçado, fazes palhaçadas a toda a hora, estás bem mais reguila e destemido do que há uns 2 anos, ou até há 1.
Ainda adoras que seja eu a deitar-te, embora cada vez menos te dê um colinho antes de dormires, na cama, e vás logo deitar-te (mas NUNCA antes de uma boa história). És um rapazinho crescido mas adoro ver como não consegues dormir sem a tua almofadinha e o teu peluche. Cada vez que te vou espreitar à cama vejo um rapaz cada vez mais comprido e lindo.
Estás cada vez com mais manhas e tentas ludibriar a malta cada vez com mais pinta para teres o que queres. Mas tens sentido de humor e muitas vezes és desarmado com brincadeira e sentido de humor de volta. Outras vezes é birra da grande e lá temos de respirar bem fundo...
Choras e amuas com facilidade, mas dás-te bem com toda a gente e muitos miúdos querem ser teus amigos, mais do que tu o queres ser a eles. Gostas de brincar em grupo, mas tens muitos momentos em que gostas de estar apenas contigo.
Tem sido uma surpresa ver-te crescer. Tem sido um desafio enorme educar-te, sempre com tantas dúvidas, mas sempre com muito amor.
És o meu primeiro filho, o meu primeiro amor incondicional.
Parabéns meu fofo.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

O Pau-Pau

O sítio onde trabalho tem vista para um largo que no inverno chega a ser a maior seca que existe, mas que no verão é palco de inúmeras personagens que se passeiam por lá. Uns passeiam cães, outros estão de ida (ou vinda) para a praia. Outros passeiam carrinhos de bebés. Outros fazem jogging. Outros fazem descargas de mercadorias...
Muitas vezes, um chinês empurra vigorosamente um carrinho de supermercado, cheio de compras, até ao seu restaurante (chinês claro). Agora em férias escolares, muitas crianças brincam por ali, umas andam de bicicleta, outras saltitam enquanto os pais bebem café na pastelaria mais próxima. Uma dessas crianças é a filha desse chinês.
Tem uns 8 anos e passa o dia na rua a brincar sozinha. Já a vimos (divertidos até ao tutano) a dançar o vira, a ensaiar canções, a ver-se ao espelho do nosso sítio (sem saber que estava a ser observada), a apanhar pedras e falar sozinha, etc. Um dia apareceu acompanhada. Era um cãozinho rafeiro, do mais fofo que se pode imaginar, bege (parece um labrador, mas versão rafeirolas), bem novinho e saltitão. Vejo esse cão todos os dias agora. E todos os dias perco uns minutos aqui e ali para o observar e sorrir.
Adoro cães. Adoro mesmo. Sempre adorei. E mais uma vez lembrei-me da minha infância e adolescência a pedir aos meus pais um cão, pedidos cada vez mais ocos com o tempo, dado que sabia perfeitamente que nunca me dariam um. Hoje em dia percebo-os lindamente. Um cão é mais um filho, mais uma (grande) responsabilidade, mais um ser que pertence à nossa família e que, se somos cuidadosos e responsáveis, teremos de cuidar com amor e carinho.
Mas com ele vêm os problemas das férias, do passear todos os dias esteja sol ou chuva, das eventuais doenças, veterinários, das rações específicas, etc etc. E por isso adquirir um cão nunca é uma decisão que se faz de ânimo leve. Nestes últimos dias tenho-me perguntado se alguma vez cumprirei o meu sonho de menina de ter um cão. Espero que sim. Que um dia chegue o momento adequado. Se não chegar também não é grave, mas adorava ter um companheiro de 4 patas. Neste momento é impossível. Chegam 2 filhos, 3 é demais.
Enquanto isso delicio-me com a menina chinesa que, entretanto, todos os dias faz amigos novos, atraídos pelo Pau-Pau (o nome dele). E lá vejo o Pau-Pau a saltitar, a correr atrás deles, a ir buscar bolas, a ir levá-las, a ir buscar paus, a ladrar excitado com tanta brincadeira, a coçar-se preguiçosamente na relva, a descansar à sombra enquanto recebe festinhas da miúda.
Enquanto isso, rio-me também das nossas conversas sobre o futuro do Pau-Pau que, segundo alguns, está na fase da engorda para depois ser servido como Porco Doce no restaurante dos pais :P
Hoje passei horas, literalmente, a ouvir chamar o nome do cão. Os miúdos não paravam. Sim, ok, às vezes cansa um bocadinho. Afinal estamos a trabalhar e ouvir a gritaria o dia todo não ajuda. Mas, da minha parte, consegui sempre abstrair-me e, principalmente, desfrutar da visão do cão a brincar.
E secretamente tive inveja dos miúdos a brincarem inocentemente com aquele ser tão fantástico e fofinho. Hoje teria gostado de ser criança e de abraçar as vezes que quisesse o cãozito, e correr na relva/passeio de um lado para o outro.
Bons momentos, bons pensamentos :)

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Mensagens

Não há nada que me irrite mais do que mandar mensagens e não obter resposta. Nada. Pode ser sim ou sopas, ou talvez não sei. Mas o silêncio é algo que me toca as cordas  dos nervos. Eu não o faria e detesto que mo façam. É uma questão de respeito pela outra pessoa. Só isso.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

10 meses

10 meses. E a nossa cumplicidade cresce. E eu cada vez mais viciada em ti meu bebé lindo. És um fofinho. Fazes o meu coração transbordar de felicidade.
E eu amo-te do fundo do coração.

terça-feira, 7 de julho de 2015

A vida é uma coisa curiosa

A vida é curiosa.

Para uns corre bem. Para outros nem por isso. É por fases. O curioso é que passe o que passar as vidas de todos continuam a andar, o mundo continua a girar.

Lá em casa temos estado todos de boa saúde. O T. andou aí uma semana com ar meio vampiresco (olhos raiados de sangue à conta de uma operação aos olhos) mas a coisa já está composta, o M. continua fresco e fofo, o P. está a ser benevolente e lá nos tem dado umas semanas sem qualquer doença (bater na madeira!!!). Está há 1 mês sem otites! iupiiii!! enquanto não voltam lá temos passeado e aproveitado o bom tempo.

Mas enquanto esta tem sido uma fase serena, por outro lado à minha volta tem sido só desgraças. Fico parva. A mãe de uma antiga amiga morreu (e custou-me estar há tantos anos sem a ver e de repente a razão do nosso reencontro era estarmos num velório...); a mulher de um colaborador meu morreu (o ar dele a falar do que tinha acontecido deixou-me no chão); um amigo descobriu que tem leucemia; um antigo colega meu e a mulher tiveram a notícia de que tinham de interromper a gravidez por más formações no feto; o pai da noiva de um casamento a que fui falece uma semana antes do dito. Opa...

Vou respirar fundo. Não vou deixar que estas coisas me afectem. Vou aproveitar a vida. Vou sorrir e amar os momentos em que entro na escola antiga do M., os seus antigos colegas me vêm e gritam: Olha a mãe do M.!!!! Olá! Olá!!
Vou gozar os momentos em que vou à nova escola do M. com o P. e somos rodeados por vários miúdos que querem dar festas no pequeno e saber o nome dele, e saber de quem sou mãe, e saber porque tenho um anel no dedo da mão esquerda, e mostrarem-me as feridas e arranhões.
Vou gozar os momentos em que conseguimos sair os quatro e sentarmo-nos a comer um gelado, os momentos em que os miúdos já se deitaram e estamos no relax.
Os amigos.
A família.

A vida é curiosa. E mais vale é aproveitá-la :)

quarta-feira, 17 de junho de 2015

9 meses!

"E cá estou. 9 meses. O mesmo tempo que estive na barriga da minha mamã.

Estou grande e visto a roupa do meu mano de quando este tinha 1 ano (a etiqueta diz 12 - 18 meses). Toda a gente me diz que sou a cara dele (e até tenho muitas "expressões" dele, segundo os papás, mas tenho os olhos maiores e verdes, e um formato de cara diferente. Sou muito expressivo: ou dou sorrisos do tamanho do mundo ou choro muito sentido porque os meus papás se afastam (ou se já estou aborrecido de brincar sozinho) ou falo ao desbarato. A minha mãe derrete-se quando fico muito aflito se não me pega logo ao colo mal ela chega à escola; o meu pai derrete-se quando chega a casa e fico muito aflito se não me tira logo do chão ou da cadeira; e eu basicamente derreto-me quando o meu irmão me dá atenção - ele é o meu maior ponto de interesse. Observo atentamente todas as macacadas que faz, e faz mesmo muitas. Agora já me dá mais atenção. Há uns 2 meses atrás ignorava-me um bocado. Acho que topou que eu era competição forte. Eu não me importava muito porque os papás eram suficientes, mas confesso que a vida me sorri mais quando ele me dá beijinhos ou vem para ao pé de mim brincar.

Adoro a minha avó B. Ela é muito querida comigo e cuida muitas vezes de mim. Ah e já dormi muito boas sonecas ao colo dela! Também gosto muito do resto da família, sou sempre o centro das atenções e mimam-me muito.
Entretanto já pararam de me chamar o russo (ou o ucraniano), graças a Deus! Tinha um certo ar de leste sim, mas já o perdi não sei como. Fiquei com cara de rapazinho giro. Perdi as bochechas à la Mario Soares que a minha mãe tanto gostava (fazia-a rir bastante) e agora estou um redondinho mais magrito.

Não tenho ainda dentes, mas sinto-os a saírem, e isso dá-me muita vontade de morder furiosamente tudo o que me passa pela boca, desde bonecos, a dedos, mãos (até de outros), joelhos (de outros), tudo, TUDO! Babo-me imenso, e tenho de andar sempre com uns babetes engraçados, que parecem um lenço de cowboy, ao pescoço - mas ao menos tenho estilo!

Não sou miúdo de dormir muito durante o dia... para quê? tanta coisa para ver e fazer. À noite sim durmo bastante (claro que às vezes descambo!), mas adoro começar cedo o dia. 6h da manhã parece-me quase sempre uma boa hora! E não descanso enquanto não tomo o meu biberão do pequeno almoço! Fico sempre muito aflito para mo darem. E à noite, se não me dão o jantar à hora certa passo-me dos carretos literalmente. Aliás... aproximarem-se de mim com uma malga vossa quando falta mais ou menos ainda uma hora para eu ir comer... é um erro crasso! E na creche passaram a ter de me dar de comer mais cedo ao almoço e ao lanche, porque é tortura ver os meus amigos a comerem e eu a olhar. Comer é assunto sério e eu não brinco com assuntos sérios!

Uma altura curiosa do dia é quando os meus papás me deitam à noite. Ao contrário do que acontece durante o dia (mesmo ao fim de semana), eles dão-me um colinho bom até eu adormecer. A minha mãe tem a teoria que essa é a razão pela qual depois durmo tão bem durante a noite, porque me sinto hiper relaxado, amado e seguro. Já a ouvi dizer que lamenta não ter feito o mesmo ao M. Com ele tudo foi menos instintivo fruto da insegurança de primeira viagem. Ele, em bebé, era deitado mais para adormecer sozinho - como é "suposto" - embora com o tempo também tivesse grandes colinhos para dormir. Eu sempre fui deitado com calma e tempo. Toda a gente lhes diz que quando crescer não vou saber adormecer de outra maneira, mas acho que eles se estão a borrifar... Eu sou um fofo e de certeza que vou colaborar!

Ah, sabem eu acho é que a minha mãe tem super poderes! A sério que acho. É exímia a adormecer-me. Tenho muitas manhas e não gosto nada de ter de ir dormir. Ao contrário do meu mano que adormecia rapidamente quando estava cansado, eu fico elétrico e é mesmo difícil acalmar-me. Ao colo semi deitado eu esperneio, dou estaladas, arranho, puxo cabelos, choro irritado, e coisas assim. Claro que depois canso-me. Mas mal parece que já estou a adormecer... heis que me lembro que não quero dormir e expresso-me novamente com toda a indignação a que tenho direito! Mas no meio disto, apesar de também fazer fita com a minha mamã... não sei... há algo nela... aninho-me bem, faço a minha cantilena de adormecer, e muitas vezes ela olha-me nos olhos muito tempo, eu olho para ela e zás... parece feitiço, começo logo a querer fechar os olhos. Se ela olha para o lado, sem ser para mim, desperto logo! Mas se continua a olhar para mim o sono começa a chegar. E aquele bater do coração dela... sei lá... põe-me calminho, tenho a sensação de que já ouvi aquilo em qualquer lado...

Todas as tardes (e esta mordomia já só vai durar mais 3 meses) ela vai-me buscar cedo e segue comigo para casa. Por vezes vamos buscar o mano, mas dado que estou muitas vezes constipado ou com otites, ela acaba por me levar logo para casa. Se adormeço no ovo ela carrega com ele até dentro de casa e fico a dormir no meu quarto, dentro do ovo. Se não adormeço lá ela ainda vê se durmo um bocado na cama. Se não adormeço em lado nenhum e não estou mesmo para aí virado (o que tem sido bastante frequente) então ela senta-se comigo no meu tapete fofinho de bebé e ficamos ali quase 1h a brincar. Agora que já me sento sozinho sem ajuda, fico muito tempo a brincar com os brinquedos. A minha mãe brinca comigo. Por vezes também aproveita e vai dobrando roupa lavada. Outras vezes leva um tabuleiro e vai descascando lá os ingredientes para fazer as minhas sopas. Vou falando com ela. Adoro quando sorrio para ela e sou correspondido. Ela faz-me muitas festinhas e dá-me muitos beijinhos. Gosto muito!

Vem aí o verão e quero o tempo bem quentinho e sem muitas ventanias (senão os meus ouvidos sofrem) para poder estar à vontade e sem muita roupa, porque não gosto nada de me vistam.

Fiz agora 9 meses e estou mais do que preparado para as novas aventuras que aí vêm!



segunda-feira, 8 de junho de 2015

O dia do Judo

E finalmente (e ansiosamente) lá fomos ver o que tinha o nosso miúdo aprendido este ano nas suas aulas de Judo. O estacionamento estava calmo embora já cheio de carros. O interior da escola fervilhava com tendas de comida, rifas e afins, e muitos pais a conversarem entre si. Um insuflável agitava-se ao lado das tendas, com vários miúdos a saltarem animadamente. Levámos o M. ao balneário para se vestir e finalmente conhecemos o professor de Judo com quem trocámos umas palavras rápidas, para termos um feedback directo (e não através da professora normal). Uns balneários tinham meninas com patins e fitas coloridas (o cheiro a chulé dos patins é inconfundível e por segundos senti-me transportada ao pavilhão da ADO de aqui há uns anos, onde eu treinava), outros reuniam miúdos que davam murros no vazio, outros tinham miúdos com o equipamento de futebol, etc. Vestimos o M. com o seu fato branco (e cinto branco e amarelo - que ele tanto gosta de frisar dado que o ganhou à pouco tempo e significa que já aprendeu umas coisas) e deixámo-lo com o professor.
E ala para as bancadas, onde já algumas famílias se aglomeravam para verem os seus benjamins. O festival começa, com imagens projetadas e com as performances dos miúdos. O grupo de Judo avança então e eu fico em suspenso a ver o meu miúdo que ainda há pouco tempo era um bebé bolachudo e mal falava, a entrar muito solene (tudo juntamente com os outros miúdos do grupo) fazer a vénia antes de entrar no tapete, sentar-se no seu lugar, nova vénia (desta vez com as mãos apoiadas no chão) e depois a correr a ir por-se no seu lugar para fazer umas quantas demonstrações sobre como cair bem, saltos para a frente, cambalhotas e jogo de pés (tipo rasteiras). Deve ter durado 2 minutos no total a atuação dos pequenos (depois seguiu-se a dos mais velhos) mas eu fiquei embevecida. O meu bidu grande está mesmo grande. Adorei a concentração dele a fazer as coisas. No final de contas não fizeram nada de extraordinário (o professor tinha avisado que ainda era uma fase muito inicial) mas já havia coordenação, concentração, alguma exigência física e empenho. E eu, como sempre, lá fico fascinada por ver aquele ser já tão autónomo. Aquele bebé que era tão dependente, é cada vez mais independente. Faz coisas que outros lhe ensinam e começo a ver cada vez mais os traços da sua personalidade a desenvolverem-se.
É no entanto muito curioso a necessidade de aprovação e escudo do pais. Desde que entrara na parte do tapete, onde ia decorrer a atuação, o M. olhava para todos os lados a procurar-nos. Por fim lá nos encontrou e lá trocámos uns adeus e sorrisos aqui e ali. O que diferenciou de outras alturas é que em vez de se desconcentrar completamente a dizer-nos adeus a toda a hora, desta vez quando foi para "atuar" lá o fez e já não olhou mais para nós.
Estou babada. E sim, sou uma "mãe de bancada", lá estarei (sempre que puder e espero poder sempre) em todas as demonstrações ou jogos do meu filhote lindo.


M. - quase a fazer 5 anos.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

terça-feira, 26 de maio de 2015

Observo

Observo-te. Estás tão grande... Pensas, tens opinião e gostos próprios, adoras parvoíces e brincadeiras, dizes "meu" e "muita fixeee" e essas coisas a tentar ser... fixe. Estás giro e mais "espanado", mas quando o sono aperta, quando tens uma dúvida, uma insegurança, quando é de noite corres para mim. Para o mimo, para que eu te assegure que tudo está bem, para que eu te ensine e conforte, para que eu me ria contigo.
Mal tu sabes que eu nada sei e que não faço ideia do que estou para aqui a fazer.

Observo-te também. Ultimamente mais chorão, exigente e por vezes incomodado. Cresces a olhos vistos. Hoje adormeces com dificuldade. Acordas algumas vezes a choramingar... E eu já vi este filme. Engano-me dizendo para mim própria: devem ser dentes, estão aí quase a romper. Ou então: está calor, se calhar tem calor. Simplesmente não quero nem pensar porque choras. Tens dores? apenas sono? acordaste e sentiste falta do mimo?
Fala comigo sim? Diz-me o que é. Por telepatia, qualquer maneira.
Vejo-te a coçar a orelha. Penso (e forço-me a acreditar) "é sono, claro."
Lá bem no meu íntimo rezo: nos próximos dias não, por favor. Não, não, não. Estarei sozinha. Não me faças isso, ok? meu fofo... aguenta-te mais um bocado.

Numa próxima vida recuso-me a ser mãe se os miúdos não vierem com manual de instruções :P

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Karma

Durante anos a fio convivi no trabalho com uma colega que tinha o humor matinal do mais intragável que já vi. Começo a achar que a minha querida e nova colega sofre do mesmo mal! Jesus, logo pela manhã é um trombil que não se percebe (e já teve uns km antes de chegar ao trabalho para uma boa melhoria). Geralmente melhora (graças a Deus!), mas fico a pensar se esse é o meu karma. Terei eu de aguentar eternamente, em qualquer local de trabalho, com uma femini matinus horribilis?
:P

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Ainda doente...

Começo a esmorecer... O meu bebé lindo continua doente. É uma saga interminável. Desde os 7 meses que anda para tomar uma vacina e não pode porque ou toma antibiótico ou tem febre ou tem o diabo ao quatro... E não é que no fim do 2º antibiótico para curar uma otite, o rapaz apanhou um vírus qualquer, ficou com febre e está com uma constipação de todo o tamanho desde há quase 6 dias? Mas isto não pára? Eu nem sei se os ouvidos já estão a 100% e zás... constipação (que normalmente dão novas otites) :(
Estou por demais. Já não aguento vê-lo a tossir de 30 em 30 segundos, com ranho a sair por todos os poros quando espirra. E agora já nem quer comer - o que é inédito!
A minha sogra não pode cuidar dele, o sogro trabalha e também não sei se daria conta do recado, o meu pai também trabalha e a minha querida mãe é que arca com uma semana inteira com ele em casa (e vamos ver como vai ser a semana que vem). Estou farta de pedir tantos favores e sentir que faça o que fizer nunca conseguirei retribuir a disponibilidade quase total. Desmarca a suas coisas, adia compromissos profissionais, o que for.
Mas o que me sufoca de preocupação e ansiedade é ver que o meu bebé ainda não está melhor e agora ainda por cima já não quer comer.
:(

mãe sofre bolas...

quinta-feira, 9 de abril de 2015

No casulo

As notícias de telejornal nos últimos dias têm sido engraçadas... a culminar com o assassinato ontem de um bebé de 3(!!!) meses. Assassínio: o pai.
Não sei o que pensar de tamanha crueldade... Tento fechar na minha mente a imagem que teima em aparecer. E tento não pensar no que estará neste momento a sentir a mãe, enquanto boa parte do mundo (incluindo eu) está confortavelmente a ver TV ou a fazer algo corriqueiro.

Depois, hoje, enquanto termino de arranjar a lancheira do M. para amanhã, vejo o final de uma reportagem (Grande Reportagem na SIC) sobre refugiados de vários países em vários países (pelo menos foi o que me pareceu). Um rapaz (penso que sírio) descreve a sua viagem de barco com mais umas centenas de pessoas. A certa altura o barco afunda-se. Ele fala de estar a ser puxado para baixo pelo barco. Felizmente tanto ele como a família safam-se. Não tiveram a mesma sorte umas 200 pessoas desse barco. O miúdo deve ter uns 10 anos e já viu e viveu coisas que malta com o quíntuplo da idade nunca verá (felizmente).
Noutra cena o pai descreve que uma mulher deu à luz um bebé nesse barco, nessa fatídica viagem. Estavam 12 médicos no barco. Penso mais alegre: ah um milagre no meio daquela tristeza! O pai continua: a mulher morreu. A jornalista pergunta: e o bebé?
Também morreu.
Sinto um balde de água fria do choque.
O bebé. Recém nascido. Mais valia não ter nascido. Um momento tão importante para ser reduzido a nada num processo cheio de dor.
O relato segue-se com o número de crianças que morreram nesse barco.
O miúdo inicial, está orgulhoso por estar a aprender alemão. Fala fluentemente inglês, aprende alemão e parece bem espevitado para a vida. Tem um futuro pela frente.
Parece-me que o pai sobrevive apenas. Perguntam-lhe se pensa naquilo (o barco) frequentemente. Ele diz: sempre. Sempre. Todos os dias. Sempre que vamos dormir. É impossível não pensar.

Depois de mais um dia de trabalho, depois de ir buscar o Batatinha pequeno à escola e receber um mega sorriso desdentado que me aquece a alma, depois da azáfama familiar à hora de jantar, subo calmamente as escadas até ao quarto do bebé. Ele já está vestido com o pijama. E no nosso ritual habitual fecho as persianas em silêncio e corro as cortinas. Ao meu colo ele olha para todo o lado como se visse tudo pela primeira vez, a chuchinha em grande acção. Está bem cansadito (como sempre aquela hora, cedo para nós, já tarde para ele). Sento-me na cadeira nova perto da janela. Ikea. Bem confortável. Acendo uma pequena luz. O suficiente para transmitir que agora é o fim do dia. O suficiente para nos vermos. Ajeito-o ao meu colo. Um bracito para trás das minhas costas, o outro encostado ao meu peito. Ele suspira e agarra com a sua mãozita livre a minha camisola. A outra atrás vai tocando no tecido da cadeira. Suspira de novo. Já sabe que o espera o mimo e o sono. Faço-lhe festinhas ternurentas na cabecita (cada vez com mais cabelo). Passo-lhe o dedo na bochecha, na testa, à volta dos olhos. Ele vai pestanejando. De repente, passa do silêncio para o choro cheio de sono e contorce-se. A chucha cai. Volto a metê-la. Acalma novamente e faz a breve e maravilhosa cantilena do adormecer. Passado um minuto ou dois dorme calmamente. Aproveito o momento e fico ali mais uns minutos (e a rezar para que não acorde no momento em que o pouso no berço!). Fico ali a sorrir para aquela carinha linda a dormir.

E não consigo evitar pensar que aquela carinha (e a outra que deve estar quase a lavar os dentes nesse momento) tem a sorte de viver com pessoas sãs de mente, pessoas que o amam profundamente, que sempre o protegerão, que lhe tentam dar a maior qualidade de vida possível, num país sem guerras, num ambiente pacífico.

Os meus filhos estão no meu casulo. Sobre a minha asa, o tempo maior que eu puder te-los.


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

O inferno chegou cá a casa

E pronto. Depois de ter cantado de galo (e com razão) e de ter celebrado o facto de o P. até fazer noites boas e longas eis que, agora com 4,5 meses o rapaz se desencaminhou. Desde há dias que (durante o dia) dorme 30 minutos aqui e ali, e mal acorda é berrar a plenos pulmões. Passo o dia a tentar ver se dorme mais: ponho a chucha, chego a dar colo para acalmar, deixo chorar, dou a mão, etc etc. Só se cala quando abro a persiana e vê que não vai dormir. Depois é vê-lo na espreguiçadeira ou no ginásio a bocejar o tempo todo, com os olhos meio vermelhos de sono. Anda agora mais exigente da minha presença (ou de quem estiver a cuidar dele na altura) e é basicamente uma treta. Estou exausta emocionalmente e fisicamente.
Depois chega a noite e tem acordado várias vezes sem sabermos porquê. E isto de um dia para o outro. Terá a ver com a introdução de sólidos? (papas e fruta?) Não percebo sinceramente.
Não me parece que esteja doente ou com frio ou com nada de mais. Estou cansada e daqui a dias a minha licença de maternidade acaba. Buááááááááá....