segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

As mãos

São onze da noite, estás ainda na parte leve do sono e sentes falta de algo. Não sei se da chucha se de calor humano. Se fossem 4 da manhã não me sentiria tão poética :P  mas a esta hora consigo apreciar bem o que se vai seguir. Ouves a porta a abrir e o choro e a resmunguice abrandam em expetativa. Com uma mão faço-te uma festa nessa cabecinha linda e com a outra procuro a chucha. Oiço-te a suspirar quando sentes a minha pele na tua. Ah chegaste, quase te oiço pensar. Coloco a chucha na tua boca e sinto as tuas mãos pequeninas a tocarem nas minhas. Fazem-me festas, agarram-me. Só o tocar já te acalma. Está tudo bem. Não estás sozinho. Já recomeças aquele som tão bom de re-adormecer, mas continuo a fazer-te festas na cabeça, e mais umas nas tuas mãos deliciosas que continuam a procurar as minhas. Estás mais calmo. Mais uma última festa e saio do quarto. Tudo está bem meu amor. Está tudo bem. Dorme bem.